sexta-feira, 30 de agosto de 2013

EUA: Corte obriga fotógrafos cristãos a trabalhar em "matrimônios" homossexuais

ALBUQUERQUE, 29 Ago. 13 / 04:10 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Corte Suprema de Novo México, nos Estados Unidos, sentenciou que um pequeno negócio de fotografia, de propriedade de um cristão, não tem o direito a negar-se por motivos religiosos a trabalhar em uma cerimônia do mal chamado "matrimônio" gay.
O especialista Ryan Anderson, em um texto publicado em 22 de agosto no National Review Online, assinalou que esta sentença explica "a crescente preocupação que muitos têm contra as leis antidiscriminação, e a pressão para que o matrimônio homossexual atropele os direitos de consciência e liberdade religiosa".
"As consequências para os crentes religiosos se estão fazendo visíveis", indicou.
A Corte Suprema de Novo México sentenciou, em 22 de agosto, que a legislação antidiscriminação estatal obriga Elane Photography a "servir os casais do mesmo sexo da mesma forma que serve os casais de sexos opostos".
Elane Photography, de propriedade de Elaine Huguenin e de seu marido, Jon, recusou tirar fotos da "cerimônia de compromisso" de duas mulheres, em Taos, Novo México.
Elaine recusou o contrato, dizendo que a fé cristã dela e de seu marido entrava em conflito com a mensagem que a cerimônia comunicava. O casal de lésbicas encontrou outro fotógrafo para sua cerimônia.
Uma das mulheres, Vanessa Willock, colocou uma queixa ante a Comissão de Direitos Humanos de Novo México, acusando o negócio de violar a legislação estatal que proíbe a discriminação em base à orientação sexual.
Em 2008, a comissão sentenciou a favor de Willock.
O negócio de fotografia apelou, representado pela organização defensora da liberdade religiosa nos Estados Unidos Alliance Defending Freedom (ADF).
Jordan Lorence, conselheiro sênior do ADF, assinalou que é muito provável que apelem à Corte Suprema dos Estados Unidos.
"Achamos que a Primeira Emenda (da Constituição dos Estados Unidos) protege o direito das pessoas de não comunicar mensagens com as que discrepam", disse Lorence à agência Reuters.
De acordo com o juiz Richard Bosson, que sentenciou a favor do casal de lésbicas, é o "preço da cidadania" ceder nas próprias crenças religiosas em favor de quem acredita em algo diferente.
Entretanto, para Lorence, "o preço da cidadania não significa ceder seus direitos constitucionais. É aterrador pensar que um artista ou qualquer americano pode ser forçado pelo governo a promover mensagens com as que não está de acordo".
"Em uma sociedade livre, as pessoas com diferentes crenças têm que aprender a levar-se bem. Havia muitos fotógrafos disponíveis, dispostos a fotografar esta cerimônia homossexual".
Uma pesquisa realizada em julho pelo Rasmussen Reports revelou que 85 por cento de americanos acha que um fotógrafo de casamento cristão, com profundas crenças religiosas contra o mal chamado "matrimônio" homossexual, deve ter o direito a recusar um trabalho em uma cerimônia de "matrimônio" gay.
Só 8 por cento disse que o fotógrafo deve ser obrigado a trabalhar na cerimônia.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Papa anima inquietude espiritual do coração e anúncio do Senhor com coragem

VATICANO, 29 Ago. 13 / 10:44 am (ACI).- O Papa Francisco presidiu a missade abertura do Capítulo Geral da Ordem dos Agostinianos em que se escolherá o prior geral para os próximos seis anos e se definirão as linhas de atuação dos agostinianos para esse novo período.
Na Igreja de Santo Agostinho em Roma, o Santo Padre disse em sua homilia que devemos rezar a Deus para que "conserve em nosso coração a inquietude espiritual de buscá-lo sempre, a inquietude de anunciá-lo com coragem, a inquietude do amor por todos os irmãos e irmãs".
Exemplo disto é Santo Agostinho, explicou o Pontífice, que "se deixa inquietar por Deus, não se cansa de anunciá-lo, de evangelizar com coragem, sem temor, procurar ser a imagem de Jesus Bom Pastor que conhece suas ovelhas, assim, como amo repetir, que ´cheira a ovelha´ e sai para buscar as que estão perdidas".
"Agostinho vive aquilo que São Paulo indica a Timóteo e a cada um de nós: anuncia a palavra, insiste no momento oportuno e importuno, anuncia o Evangelho com o coração magnânimo, grande, de um Pastor que está inquieto por suas ovelhas. O tesouro de Agostinho é esta atitude: sair sempre em direção a Deus e ao seu rebanho. É um homem em tensão entre estas duas saídas".
Francisco alentou também a "não ´privatizar´ o amor… e a estar sempre em caminho, dizia o Padre, sempre inquieto! E esta é a paz da inquietude".
O Papa, refletindo sobre a figura de Santa Mônica, mãe do bispo de Hipona, observou: "Quantas mães hoje derramam lágrimas para que seus filhos voltem para Cristo? Não percam a esperança da graça de Deus".
O Pontífice advertiu sobre a mundanidade espiritual, por isso convidou a "não deixar-se fascinar pela mundanidade espiritual e pelo carreirismo", porque impulsionam "a fazer tudo por amor próprio e por interesses pessoais", assegurou.
Também insistiu na necessidade de tomar cuidado frente ao perigo de "acomodar-se na própria vida cristã", na vida sacerdotal, na vida religiosa e também na vida comunitária, em lugar de sentir a força da inquietude por Deus, por sua Palavra que impulsiona a "sair para o rebanho".
Os padres agostinianos continuarão o capítulo até meados de setembro no Instituto Patrístico "Augustinianum". Com este capítulo conclui o mandato do atual prior geral, padre Robert Prevost, e se escolhe um novo. Também se preparará o programa para os próximos seis anos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo

Arno Alcântara Jr./Divulgação / Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes

29/10/2011 | 00:36

Paulo Briguet
Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.
Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.
Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.

JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou? 
Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.
Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.
Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.
Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.
JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?
Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.
Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciada pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.
JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja? 
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.
O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo. O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.
JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.
JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?
Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.

sábado, 24 de agosto de 2013

O drama da Igreja no Egito e o silêncio dos meios de comunicação

Pior que o drama dos cristãos no Egito é a indiferença da mídia ocidental, que vergonhosamente silencia a perseguição que acontece no país
No Egito, o sangue dos massacres e as cinzas dos incêndios de templos cristãos clamam por justiça. Foram inúmeras as comunidades cristãs alvo dos recentes protestos políticos ligados à Irmandade Muçulmana – um grupo extremista ligado a Mohamed Morsi, presidente deposto no começo de julho.
Como já se tinha reportado aqui e aqui, a Igreja Ortodoxa Copta não era a única perseguida no país. Também a Igreja Católica, bem como várias comunidades protestantes, sofreram na mão de muçulmanos radicais.
O testemunho de alguns prelados católicos impressiona pela coragem e retrata o terror dos acontecimentos. Sua Beatitude, o Patriarca Isaac Sidrak denunciou, no último dia 19, os atos de "terrorismo" praticados contra dezenas de igrejas, acampamentos e casas de cristãos. Ele expressou "apoio firme, lúcido e livre a todas as instituições do país, particularmente, à polícia egípcia e às forças armadas que dispendem todos seus esforços para proteger a pátria".
O purpurado elogiou "o comportamento dos países que se esforçam lealmente para compreender o caráter específico dos eventos em curso", mas condenou "qualquer intento de intervenção nos assuntos internos do Egito ou de influência em suas decisões soberanas".Sua Beatitude expressou o reconhecimento àqueles "nobres cidadãos muçulmanos que permaneceram ao nosso lado, fazendo todo o possível para defender nossas Igrejas e nossas instituições".
Quem também denunciou a violência sofrida pelos cristãos foi o bispo católico de Luxor, o monsenhor Youhannes Zakaria. Em entrevista concedida à Rádio Vaticana, ele contou como uma interferência policial evitou um massacre. "Os manifestantes pró-Morsi, expulsos do centro da cidade, chegaram ao arcebispado gritando: 'Morte aos cristãos!', mas, felizmente, a polícia chegou a tempo de salvar-nos e agora o exército rodeia o edifício com dois veículos blindados."
Hoje, monsenhor Zakaria está preso em sua residência. "As forças de segurança me aconselharam que não saísse do arcebispado", conta. "A Irmandade Muçulmana pensa que os cristãos foram a causa da queda de Morsi e agora, atacando aos cristãos, pretendem lançar todo o país no caos: foram queimadas mais de 80 igrejas e muitas escolas cristãs". "Faço meu o chamado do Papa Francisco para que reze pela paz no Egito", foi o apelo de um bispo que sofre com a situação lamentável em que se encontra seu país.
Mais lamentável que o drama dos cristãos no Egito, porém, é a indiferença e o silêncio da mídia ocidental diante dos verdadeiros crimes perpetrados contra a dignidade da vida humana, a liberdade religiosa e o próprio patrimônio religioso e cultural do Oriente. Não se vê nenhum veículo de comunicação noticiar o incêndio de templos e a perseguição aos cristãos no Egito. É a omissão da cumplicidade: se, por um lado, parece estar generalizado um sentimento de repúdio a qualquer tipo de perseguição religiosa – o que é justo, posto que, como disse o Papa Francisco, "fé e violência são incompatíveis"01 –, quando o alvo é o Cristianismo, paira no ar certa covardia. Caricaturar Maomé é intolerável; zombar de Cristo, porém, seria até aceitável.
"Mas ninguém está perseguindo Jesus Cristo", alguém poderia objetar. É o grande engano dos que não creem na Igreja: separar Cristo dos cristãos. Quando São Paulo "caiu por terra" em um lugar não muito distante do Egito – Damasco fica no atual território da Síria – e ouviu uma voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 22, 7), não imaginava que, perseguindo àqueles simples homens da religião cristã, estaria perseguindo ao próprio Senhor. "Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues" (At 22, 8). Nos cristãos que sofrem no Egito, bem como nos discípulos dos primeiros séculos, sofre o próprio Cristo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sobre a problemática do Hábito Eclesiástico e os Seminaristas.





1- Existe confusão quando há desconhecimento.

O uso do hábito clerical é para clérigos. Entretanto, mesmo antes do Concílio vaticano II, a recepção de batina não se dava com a recepção da tonsura (que fazia do seminarista um clérigo). Sempre fora ritos diferentes. A batina era recebida, e usada, antes do candidato tornar-se clérigo. marcava sua entrada no Seminário. Sendo assim, por costume, em muitos seminários, mesmo depois do Concílio Vaticano II ( que não aboliu este costume, e tampouco o legislou), muitos seminaristas recebiam o hábito eclesiástico de uso diário. Acontece que houve da parte de muitos clérigos o desejo de não usar o hábito eclesiástico. Mesmo existindo uma lei atual sobre o assunto, não é pequeno o número de sacerdotes que passam adiante desta lei canônica sobre diversas justificativas. Isso já vem desde épocas remotas e o próprio Concílio de Trento já revogava tal pedido de certos clérigos. Há quem seja contra os erros do pensamentos da chamada Teologia da Libertação, mas a sua seiva habita nos que não veem necessidade do hábito, justificado de que o sacerdócio ministerial é equivalente ao sacerdócio comum dos fiéis, sendo assim o padre é apenas o que equivaleria a um líder de sindicato, um líder popular, um entre os demais. Ou ainda que Jesus se vestia como os demais. Um olhar atento aos Evangelhos mostrará o contrário. Os detratores do Concílio Vaticano II, mudaram a orientação da simplificação dos hábitos, ocorrida na legislação pós conciliar, para retirarem os mesmos por total.

2- É de direito a um seminarista diocesano usar hábito na legislação atual, isso seria um absurdo?

Não. Seria um absurdo fazer tal uso? Depende de quem são os formadores e qual o itinerário de formação que recebem os seminaristas. Há os que querem formar padres que não usem o hábito eclesiástico. Há os que querem que se use ocasionalmente. Há os que querem que se usem sempre, como legisla a lei canônica. O fato é que geralmente fazemos o que somos acostumados já a fazer. A virtude não vem de um dia para o outro, ela é a repetição dos atos bons. Geralmente, o seminarista de hoje é o sacerdote de amanhã. Se rezava todo o Ofício Divino como seminarista, o fará como padre, se guardava o celibato como seminarista, o guardará como padre, se sabia vestir-se como seminarista, o fará como padre, se tinha o costume de Missa diária como seminarista, o terá como padre. Embora exista exceções. Neste sentido é muito oportuno que seminaristas usem veste eclesiástica. O que ocorre é que em meio a um clero que não usa nada, o seminarista que usa algo, aparece como soberbo. Se os seminaristas vivem de modo diferente, estudam de modo diferente, moram em um lugar diferente, não devem se vestir iguais a todos. Em muitos seminários, mesmo quando não se usa como veste diária a batina ou o clerygman, muitos formadores recomendam a se vestirem moderadamente. O problema é que não há orientação oficial quanto a isso, o que gera impérios de vontade.

3- Um testemunho.

Em tempos passados aqui na Arquidiocese, um sacerdote em uma reunião do clero, foi reclamar com o então Arcebispo, o Cardeal Dom Eugenio Sales de que os seminaristas estavam usando batina demais. Ao que o Cardeal respondeu: "Pelo menos eles usam."

4- Sobre a veste do cerimoniário.

Observe-se que existem vestes restritas à cerimônias, mesmo para os padres. Um sacerdote não anda habitualmente de estola e sobrepeliz. É um conjunto para veste de culto, não sendo um hábito de uso diário em si. A batina usada por leigos (homens, pois não teria sentido uma mulher fazer uso de veste masculina), é de uso restrito a liturgia. Logo, um seminarista não poderia usa-la? Este não era o costume da Igreja. O homem leigo que veste batina está no culto para ajudar o culto, não está na preparação para ser sacerdote, não vive em um seminário. Porém, o uso da batina por um leigo em um culto, pode ser um sinal vocacional. Por isso, a Igreja sempre viu nos coroinhas, uma escola vocacional, e até hoje enfatiza a ênfase que deve ser dada aos meninos, mesmo que meninas possam ser admitidas no serviço do altar. É no altar que um jovem descobre e redescobre sua vocação sacerdotal, pois o sacerdote vive do altar e para o altar, pois a Igreja vive da Eucaristia e para a Eucaristia.

5- Há quem ache que usamos muitas roupas.

Mas geralmente não se faz este mesmo comentários para os soldados do exército, para os que trabalham em agências bancárias, para os médicos em hospitais, para os pastores evangélicos. Usam, por vezes, muito mais vestes do que nós sacerdotes. Se para cumprirem suas funções com zelo, tantas pessoas se revestem de sinais, de gestos, quanto mais nós homens do sagrado , que agimos na Pessoa de Cristo.
Quando eu vou ao médico quero vê-lo como médico. Quando estou na rua e procuro um policial, desejo que o mesmo esteja como policial. Estas vestes sinalizam quem são e o que fazem. Quando vou a Igreja não quero ver um gogoboy ou um modelo fotográfico, mas sim um sinal de sacralidade. Mas o que importa é o coração, argumentarão alguns. Se tal simplesmente fosse usaríamos na Igreja trajes de banho. Urge uma reeducação do uso das vestes na Igreja, seja para não cair no "externalismo" da vaidade, seja para não cair na dessacralização.

6- Conselho aos seminaristas.

Aos seminaristas aconselho sempre que obedeçam seus formadores e guardem sempre o desejo de fidelidade a Igreja. Quem não obedece o formador hoje, não obedecerá a legislação canônica amanhã. Se não podem usar hábito, vivam como se trajassem hábitos. Tenham "hábitos" do hábito e a legislação canônica os protegerá depois da ordenação para livremente usarem as vestes da Igreja e enfrentarem o martírio do testemunho. Como costumo dizer: "Batina não se veste, se vive."

Pe João Jefferson Chagas

https://www.facebook.com/pejoaojefferson.chagas/posts/479281075501533

O Facebook é anticatólico? Rede social tolera ataques contra fiéis e preocupa os usuários

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Ago. 13 / 08:51 am (ACI).- Nos últimos meses, o Grupo ACI recebeu centenas de denúncias de usuários sobre a permanente tolerância do Facebook a conteúdos obscenos dirigidos a atacar a fé católica, uma situação que levou a muitos usuários a questionar as políticas desta empresa e inclusive perguntar-se se deveriam continuar ou não usando a conhecida rede social.
Carlos Wadsworth, da Costa Rica, em resposta a uma pergunta aberta realizada pelo diretor do Grupo ACI, Alejandro Bermúdez, assegurou que denuncia páginas anticatólicas com frequência. "É tão grotesco que reporto um comentário onde textualmente insultam a mãe do Bispo e/ou a de todos os católicos" e a única resposta que recebeu por parte da rede é que estas publicações ofensivas não violam as políticas do Facebook.
Por sua parte, Mario Gallardo, escreve desde León (México) que "infelizmente no Facebook há uma política altamente tolerante ao anticatolicismo".
Gallardo assinalou que Facebook bloqueou a sua conta pessoal "várias vezes. A princípio pensei que fosse por queixa dos irmãos protestantes pelo que publicava na minha linha do tempo", porém, "penso, hoje em dia, que no Facebook se tolera o anticatolicismo".
Outro usuário, Rodrigo Perez, da Colômbia, assegura que no Facebook "promovem-se todo tipo de perversões morais, pornografia, aborto, satanismo toda a loucura do mundo. Um anticatolicismo aberto, sem controle, sem medida".
"Estou quase fechando a minha conta, perturba-me ver tanto ódio e veneno contra a Igreja Católica. Não há nenhum tipo de controle, e pelo contrário, se você fizer um comentário alertando sobre as seitas satânicas o primeiro que o Facebook faz é bloquear a sua conta temporalmente, como foi o meu caso".
Os usuários criticam que aqueles que difundem conteúdos anticatólicos, não enfrentam sanção alguma por parte dos administradores do Facebook e, paradoxalmente, a rede atuou contra páginas católicas positivas.
Uma das páginas católicas mais populares em espanhol, "Memes Católicos", foi eliminada pelo Facebook pouco depois de superar os 110 mil seguidores. Esta página, criada pelo jovem peruano Yhonathan Luque Reyes, difundia conteúdos católicos em forma de imagens com textos sugestivos.
Em outubro de 2012, Facebook notificou a Luque que vários usuários tinham denunciado sua página acusando-o de promover uma linguagem que incitava o ódio religioso. A rede social lhe ofereceu a alternativa de colocar a página sob a categoria de "humor polêmico" para permanecer no Facebook.
Entretanto, em janeiro de 2013, grupos anticristãos fizeram uma campanha para que Facebook proibisse esta página, atacando inclusive a conta pessoal de Luque que foi fechada pelo Facebook e assim conseguiram retirar definitivamente a página de "Memes Católicos". Luque decidiu abrir uma nova página que em poucos meses teve mais de 20 mil seguidores.
O caso de "Memes Católicos" atraiu a atenção do Pontifício Conselho para as Comunicações, do Vaticano, que soube da notícia de sua eliminação pela sua conta no Twitter.
Enquanto isto ocorre com sites católicos, Facebook tolera a publicação de páginas como "Peneadicto XVI" onde em nome de promover o ateísmo se publicam insultos e montagens obscenas contra Jesus, a Virgem Maria e os Papas. Esta página obscena conta com mais de 44 mil seguidores.
"Peneadicto XVI" apresenta o Papa Francisco e Bento XVI como pedófilos, promove o ódio contra a religião e incita atos de agressão física contra o Papa e outros líderes religiosos.
Apesar da proibição da pornografia no Facebook, por um tempo a imagem de capa de "Peneadicto XVI" era uma montagem fotográfica que simulava um ato sexual entre o Papa Bento XVI e um homem nu no altar maior da Basílica de São Pedro. Mesmo com as denúncias dos usuários, Facebook nunca eliminou essa imagem nem a polêmica página.
O criador de "Peneadicto XVI" foi identificado como Carlos Alberto Becerra Mendoza do Peru, que está enfrentando uma denúncia judicial por um ataque cibernético contra o site do Grupo ACI orquestrada desde sua página no Facebook.
A divisão do Facebook para a América Latina se negou a responder as acusações específicas sobre se essa página violou alguma política da rede social.
"As conversar que acontecem no Facebook, assim como as opiniões que seus usuários expressam, são um reflexo da diversidade das pessoas que fazem uso do Facebook", disse o chefe de comunicações do Facebook para a América Latina, Alberto Arébalos ao Grupo ACI.
Arebalos assegurou que "com o propósito de nivelar os interesses e as necessidades de um público mundial, Facebook protege a expressão de opiniões e conteúdos que cumprem com as normas descritas em nossas políticas".
"Posso assegurar que não há nenhum espírito anticatólico na nossa empresa", disse o chefe de comunicações do Facebook ao Grupo ACI, evitando responder sobre os incidentes específicos assinalados por este meio.
Alberto Arebalos disse que "cada denúncia da comunidade se estuda e se analisa de acordo com nossas políticas, sem nenhum tipo de inclinação em um sentido ou outro".
Em maio deste ano, Facebook anunciou uma revisão de suas políticas para retirar conteúdo ofensivo e linguagem de ódio, indicando que escutou as sugestões de grupos de mulheres e judeus, muçulmanos e grupos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).
Isto parece ter surtido alguns efeitos, incluindo a eliminação de páginas anticristãs em inglês como "Cristãos aos que gostaria de socar" ("Christians I’d Like to Throat Punch", em inglês).
Entretanto, esta política parece não incluir os ataques obscenos contra os líderes católicos.
Em 10 de junho deste ano, Alison Schumer, membro da seção de comunicações e política pública do Facebook, disse ao Grupo ACI que suas normas contra a perseguição "não cobrem figuras públicas".
Schumer citou as normas de comunidade do Facebook, que permitem "aos usuários falar livremente sobre assuntos e pessoas de interesse público, mas tomamos ação sobre todos os reportes de conduta abusiva dirigida a indivíduos privados".
As normas também proíbem "expressões de ódio", que significam "ataque diretos e sérios sobre qualquer categoria protegida de pessoas", incluindo categorias religiosas. A companhia diz que o "humor de mau gosto" não se qualifica como expressões de ódio.
Ante a pergunta sobre se Facebook está trabalhando com algum grupo católico ou cristão para obter feedback sobre sua política, Schumer disse que a começos de junho, o escritório do Facebook em Washington D.C. (Estados Unidos) teve uma reunião com "líderes religiosos nacionais", coordenada sob a guia dos líderes da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.
Schumer disse que a reunião de 19 de junho foi "privada" e "um exemplo de muitos nos que nos reunimos com grupos externos sobre nossas políticas". A Conferência dos Bispos Católicos Americanos confirmou que a reunião se realizou, mas também a descreveu como "privada".
Facebook esteve operando por nove anos, chegando a dominar as redes sociais. Entretanto, mostrou sinais de estancamento em seu crescimento, e de declínio no entusiasmo entre os usuários mais jovens.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MENSAGEM DO PADRE LODI AOS PARTICIPANTES DA VIGÍLIA CONTRA O ABORTO

MENSAGEM DO PADRE LODI
Queridos participantes da Vigília pró-vida de Brasília
O inimigo não dorme. Ele nos rodeia "como um leão a rugir, procurando a quem devorar" (1Pd 5,8). Também nós devemos estar vigilantes.
Os fautores da cultura da morte não se cansam de tentar meios, os mais ignóbeis, para obter a promoção do aborto e a destruição da família. Vale tudo, inclusive a fraude e a mentira. Se não conseguem aprovar uma lei abortista no Congresso, fazem o Executivo editar uma Norma Técnica do aborto. Se não conseguem parlamentares que apoiem o aborto de deficientes, inventam um meio de o Supremo Tribunal Federal declarar inconstitucional a proibição de matar crianças anencéfalas. Se a Constituição proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, criam um artifício para que a Suprema Corte re-interprete o Código Civil de modo a admitir a "união estável" entre homossexuais.
O Brasil está colhendo os amargos frutos de ter escolhido para presidente, durante três mandatos consecutivos, um político do Partido dos Trabalhadores. O governo petista tem, mais do que qualquer outro, disseminado a perversão sexual nas escolas, a conversão de hospitais em matadouros de crianças e a glorificação do vício contra a natureza. Peço que vocês, participantes desta vigília, assumam o compromisso de não só negar seu voto ao PT mas de ensinar a seus colegas que nenhum católico pode votar nesse Partido sem contradizer as promessas do seu Batismo.
Lembrando as palavras do saudoso Bispo Dom Manoel Pestana Filho, rezemos "pela inocência das crianças, pela pureza dos jovens e pela santidade das famílias". Repitamos várias vezes a jaculatória por ele cunhada: "Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto".
E não deixemos que o desânimo ou o cansaço nos domine. A vitória é prometida a quem perserverar vigiando: "Felizes os servos que o senhor, à sua chegada, encontrar vigilantes" (Lc 12,37), disse Jesus.
Não poderei nesse dia estar com vocês em Brasília, mas estarei unido em espírito a cada uma de suas súplicas. Deus abençoe a todos pela intercessão da Bem-aventurada Sempre Virgem Maria e de seu castíssimo esposo São José.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Ator de “A Paixão de Cristo” Perseguido Devido ao Filme

Ator de A Paixão de Cristo Perseguido Devido ao Filme WASHINGTON DC, 05 Mai. 11 / 01:45 pm (ACI)
O ator norte-americano Jim Caviezel explicou que ter interpretado Jesus no filme A Paixão de Cristo “arruinou” sua carreira mas esclareceu que não se arrepende de tê-lo feito.
Em declarações ao Daily Mail, Caviezel de 42 anos explica como logo depois de ter interpretado o papel de Cristo no filme –em cuja filmagem foi atingido por um raio e deslocou um ombro em uma cena da crucificação– as portas de Hollywood foram fechando-se uma atrás da outra para ele. “Fui rechaçado por muitos em minha própria indústria”, indicou.
Ante um grupo de fiéis em uma igreja em Orlando, Flórida, onde chegou para promover um livro em áudio da Bíblia, Caviezel -que se declara católico- comentou que era consciente de que isto podia acontecer e não se arrepende de ter atuado como Cristo. Mel Gibson, o diretor da obra, também o advertiu das conseqüências negativas para sua carreira se aceitava o papel.
“Disse-me: ´Você nunca voltará a trabalhar nesta cidade (Hollywood) e eu respondi: ‘Todos temos que abraçar nossas cruzes’. Jesus é tão polêmico hoje como sempre foi. As coisas não mudaram muito em dois mil anos”, disse.
Caviezel, quem atuou em filmes como O Conde de Montecristo, Olhar de Anjo, e Além da Linha Vermelha era considerado antes da Paixão de Cristo como uma estrela ascendente em Hollywood, mas tudo mudou a partir da produção de 2004 que foi atacada ferozmente pelos meios seculares e pela poderosa Liga Antidifamatória Judia nos Estados Unidos que a considerou anti-semita.
Sobre Mel Gibson, Jim Caviezel comenta que “é um pecador horrível, não?, entretanto ele não necessita nosso juízo mas as nossas orações”.
O ator afirmou também que sua fé o guia no âmbito pessoal e profissional. Por isso, não acredita que tenha sido uma coincidência que “aos 33 anos pedissem interpretar o papel de Jesus” e brincou sobre o fato de que seus iniciais (JC) fossem as mesmas que as de Jesus Cristo.
Em março de 2004, Jim Caviezel foi recebido pelo Papa João Paulo II com quem conversou durante uns dez minutos acompanhado por sua esposa e seus sogros. Esse mesmo mês, o ator concedeu uma interessante entrevista à agência ACI Prensa na que detalhou como o fato de ter interpretado Jesus transformou sua vida e fortaleceu muito sua fé.
Naquela ocasião disse: “esta experiência me jogou nos braços de Deus”.
Comento:
Pois é, meus caros, Jim Caviezel despertou a ira dos poderosos secularistas. Há quem imagine – ingenuamente – que Hollywood seja a máquina de propaganda do imperialismo norte-americano. Tal tolice é repetida por esquerdistas que bem sabem ser a verdade muito diferente. A indústria do cinema norte-americano está completamente corroída pela esquerda, e a entrega da premiação do Oscar não é mais do que o festival do politicamente correto.
Não é só a carreira de Jim Caviezel que foi para o brejo depois do filme A Paixão de Cristo. O católico Mel Gibson também se tornou o bode expiatório predileto da imprensa, principalmente depois do filme Apocalypto. Qual o pecado tão tenebroso de Mel Gibson em Apocalypto? O diretor vinvulou a decadência do império maia à degradação moral do seu povo. O problema é que ele colocou como uma das causas dessa degradação o homossexualismo que, na história, se transforma em prática comum entre a população maia. Isso bastou! Depois de A Paixão de Cristo e Apocalypto, Mel Gibson foi praticamente abolido da indústria cinematográfica, e a perseguição teve sérias consequências em sua vida pessoal.
O que ninguém diz é que Mel Gibson não inventou a tese do fim de um império como resultado da decadência moral. Os maiores historiadores do Império Romano sempre afirmaram que uma das causas principais da queda de Roma foi a decadência moral de seu povo. Mesmo na tradição hebraica, é conhecidíssima a história de Sodoma e Gomorra, cidades onde o clamor dos pecados conseguiu atrair a atenção de Deus.
A questão toda é, afinal, a seguinte: não importa o que Jim Caviezel e Mel Gibson façam ou digam, seu verdadeiro equívoco – aos olhos de Hollywood – é o de serem católicos demais. Se defendessem um assassino como Che Guevara ou Lênin, certamente teriam as portas abertas dentro da indústria. Mas como professaram publicamente a fé em Jesus Cristo, então serão desprezados e perseguidos.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Manifestante que quebrou imagem de Nossa Senhora perde a memória em acidente

Durante a visita do Papa Francisco ao Brasil, vários manifestantes contrários à igreja católica e a realização da jornada mundial da juventude, fizeram manifestações em pontos próximos ao evento. A mais polêmica foi causada por um grupo que quebrou imagens de Nossa Senhora e crucifixos em Copacabana (foto e vídeo). Em outro ponto, José Carlos Navalha, 22 anos, quebrou e pisoteou uma imagem de Nossa Senhora durante um ato próximo ao local onde o Papa estava hospedado. Ele e dois amigos filmaram e postaram os vídeos em suas páginas nas redes sociais.

No último domingo, José Carlos e um grupo de amigos voltavam de uma festa na baixada fluminense, quando o carro em que eles estavam bateu no meio fio e capotou. Dieferson Soares da Cunha Marchado, 21, Geisylane Aparecida Carvalho, 22 e Anaílton Cunha Marchado, 25, tiveram apenas ferimentos leves. Segundo testemunhas o motorista apresentava sinais de embriaguez e fugiu do local logo após a batida. José Carlos estava no banco do passageiro e foi levado desacordado para o hospital. Ele acordou por volta das oito horas de segunda, desorientado e não se lembrava de nada, nem mesmo do próprio nome. Os médicos o submeteram a uma série de exames onde foi constatado que ele sofria de Amnésia Retrógrada. A família não quis comentar o caso, apenas lamentou o ocorrido e disseram desconhecer a participação do jovem nas manifestações.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Suíça quer mudar hino por fazer referências a Deus. Concurso premiará letra que reflita valores seculares.

O governo Suíço anunciou um concurso nacional para que se escolha um novo hino nacional. O motivo da troca, segundo os funcionários do governo é que a melodia é muito antiga e a letra faz muitas referências a Deus. Não por acaso é conhecido como “Salmo suíço”.
Composto em 1841, é uma adaptação de um hino popular na época, “Eu Vos quero amar, Senhor” e tem quatro versões, alemão, francês, italiano e romanche, as línguas faladas no país.
Lukas Niederberger, que faz parte da Sociedade Suíça de Serviços Públicos, a organização responsável por encontrar o novo hino, não esconde a motivação da busca de um novo hino.
Oficialmente, o hino é um salmo, uma oração, mas é claro que tem que ser aberto à sociedade religiosamente neutra. Temos ateus, nem todos adoram a Deus [no país], então essa música tornou-se uma dificuldade”, explicou à BBC News.
Nieberberger acrescenta que o objetivo da competição, que será realizada entre janeiro e junho de 2014, é encontrar uma letra que reflita os valores que estão na Constituição suíça, incluindo a democracia e solidariedade. O vencedor irá ganhar 10.000 euros.
O vencedor será escolhido por um júri de 25 membros que vêm de diferentes esferas da vida nacional, esportes, música, literatura, entre outros.
Segundo o último censo, 38,6% da população da Suíça é católica, 28% fazem parte da Igreja Reformada da Suíça (evangélica), os “sem religião” totalizam 20% da população. Em 2000, apenas 16% da população disseram que a religião era “muito importante” para as suas vidas.
Com informações Secularism.
Confira a letra:
No surgir da manhã esplendorosa,
admiro-Te nos raios calorosos,
a Ti, exaltamos, Magnificente!
Quando o alpe se avermelhar,
orais, suíços livres, orais!
Sua piedosa alma indagais,
Deus, ó Senhor, em nobre pátria.
No vir da noite fulgurosa,
cerimonio-Te no sereno estrelado,
a Ti, adoramos, Amoroso!
Nos relâmpagos que clareiam o céu
podemos felizes e abençoados sonhar!
Porque a piedosa alma indagais,
Deus, ó Senhor, em nobre pátria.
No pousar da névoa densa,
Busco-Te na neblina,
a Ti, unimos, Eterno!
Perante o grande nimbo
surge o sol claro e suave,
E a piedosa alma indagais,
Deus, ó Senhor, em nobre pátria.
No ocorrer da tempestade feroz,
es nosso refúgio e defesa,
a Ti, prevalecemos, Redentor!
Na escura tormenta e na tristeza
confiaremos plenamente n’Ele!
Sim, a piedosa alma indagais,
Deus, ó Senhor, em nobre pátria.

Como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?


Como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?
Como expressar minha gratidão a Ti?
Como bendizer-Te, Senhora do mundo,
se os lábios que hoje Te louvam outrora eram impuros?
Mas mesmo assim acolheste-me com amor e ternura
Como render-Te minha gratidão, Amada Mãe?

Ah, como alegro-me em saber que tenho Mãe!
Ah, como sou feliz em saber que Vós, Virgem Maria, sois minha Mãe!
Vós sois a Mãe de Deus
Vós sois a Mãe dos pecadores
Vós sois a minha Mãe, maior dos ingratos pecadores
Vós sois toda santa e sem macha
Vós sois a esperança dos que estão caídos
Óh Mãe de Misericórdia, como louvar-Te o suficiente?

Quando estava caído, Vós me levantastes.
Quando estava perdido, em Teu coração me achastes
Quando estava abatido, em Teu colo de Mãe encontrava o amor
Quando faltava-me a fé, Vós me levava até o Senhor
Quando quis desistir, conduziu-me como uma boa Mãe
Óh, como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?

Quero te louvar mais que a todos nesta terra.
Quero respirar a Vós.
Quero ser Teu e somente Teu, Virgem Maria.
Quero consumir todo meu ser no Teu serviço.
Quero ser o melhor filho para Ti,
Pois só assim serei o melhor para Deus.
Quero ser o mais fiel de todos os Vossos escravos
Quero reconhecer que sou o mais infiel e pecador deles
Quero ser enfim, uma nova obra, construída pela Imaculada

Se Vós me resgatastes para a glória de Deus...
Meu amor por Vós e uma pergunta não irá se calar:
Como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Testemunho de conversão de uma Bruxa à fé católica: chave foi o “Rondador Noturno” e o RPG.


Pablo Ginés/ReL
Foi bruxa por quinze anos, mas as novelas de terror e um super-herói católico a levaram à Igreja
Tudo começou com um livro da seção de Astrologia e terminou com um jogo de RPG: o personagem de Rondador Noturno lhe deu a chave.
Libby Edwards é uma mulher que nasceu no Halloween e foi, desde os 20 aos 35 anos, neo-pagã e bruxa. Realizava rituais, organizava eventos pagãos e praticava talentos “ocultos” (no sentido de sobre-naturais): “Eu parecia ter um dom particular para a adivinhação e o trato com os mortos, e aprendi a curar e a maldizer, mesmo que decididamente tinha mais êxito com o segundo que com o primeiro”.
Como chegou a isso? Pelos livros. E como saiu dali? Pelas novelas, os quadrinhos, os jogos de RPG e a graça de Deus, “que veio para buscar-me onde eu estava”.
Uma jovem sem igreja
Libby nasceu nos Estados Unidos em uma família de cultura protestante. Quando a família se mudou para Carolina do Norte, tendo ela 8 anos, adotou o mormonismo, devido à calorosa acolhida de uma comunidade mórmon do lugar. Mas com o passar do tempo, quando ela já era estudante, sua família não era praticante. “Eu era a típica adolescente sem igreja, mais interessada em gostar de pessoas do que em cultivar uma relação com Deus”, recorda.
Tinha amigos cristãos e durante um tempo saiu com um noivo protestante, da ‘Church of God’. Ela evidenciava um certo interesse pelo espiritual e algumas vezes ia às igrejas de seus amigos se a convidavam.
Com o catolicismo tinha então só dois laços: as novelas e películas de terror, como ‘O Exorcista’, e uma família de conhecidos, bastante tíbios mas que a fascinavam igualmente, porque “tinham uma gaveta cheia de rosários que nunca rezavam”.
Nunca havia visto um rosário na vida real e o fato de que tivessem toda uma coleção e nem sequer o usassem me parecia sem sentido. Eu não sabia o que significava rezar o rosário, mas sabia que era algo especial”, explica.
Eu podia ser bruxa de verdade”
No verão que completou 20 anos, Libby estava buscando novelas de fantasia ou ficção científica na livraria. Não encontrou nada interessante mas justamente ao lado dessa seção estava a de Nova Era e Astrologia, “onde um livro de bruxaria cativou minha atenção. A capa era idiota, o título mais ainda, mas para uma garota impressionável de 20 anos com um amor pelas coisas obscuras e misteriosas e uma ânsia profunda por qualquer coisa espiritual, as promessas da capa do livro despertavam um acorde que ressoava com intensidade. A bruxaria não era só um conto de fadas! Tampouco era adorar o demônio. Só tinha que comprar esse livro e também eu poderia ser uma bruxa de verdade”.
Comprou e o leu fascinada. Estudou suas lições. Começou a conversar com outras pessoas “de minha nova fé recém encontrada”. Não passou muito antes que seu guarda-roupa tivesse uma só cor: o negro. Comprou numerosos pentagramas de prata. Criou um círculo de amizades neo-pagãs. “Encontrei mestres com experiência do mundo real para que me ajudassem e lia sem cessar qualquer coisa relacionada com a Arte ["the Craft", a arte da magia] que caísse em minhas mãos”.
Pratiquei a bruxaria neo-pagã durante 15 anos. Como ativa solitária e também como membro de um ‘coven’ [grupo ou comunidade de bruxos que se reunem e fazem rituais juntos]. Organizei eventos pagãos e tinha uma extensa rede online”, enumera Libby.
Maldição é mais fácil que cura
Talvez por seu nascimento no Halloween, parecia ter mais facilidade para o “trato com os mortos” e a adivinhação. E comprovou que a magia de maldição se dava melhor que a de cura. “Não creio que isto fosse uma coincidência. Uma das grandes frases neo-pagãs e um argumento que usam os bruxos para defender sua fé é que se centra, supostamente, na magia positiva, mas tem pouca base na realidade. Dizer ´não danes a ninguém, faça como quiser´, rapidamente se descarta pelo bruxo que não pode impedir, nem pode curar!”.
Libby se dava conta que a permissividade moral do neo-paganismo era radical. “É uma espécie de hedonismo rodeado de fé”, disse. Decidiu livrar-se de seus restos de cultura cristã, buscar uma“liberdade” que violasse os pontos morais de origem cristã que ainda tinha. “Agora praticar a magia era o menor de meus problemas, havia adotado uma visão do mundo que me fazia caminhar sobre uma corda frouxa espiritual sem rede de segurança”, explica.
Envolvida em seus rituais e focada no hedonismo, Libby não se deu conta de que Deus ia tecer sua rede “buscando-me de forma surpreendente”.
Quando vem o mal real a quem chamas?
Ela seguia lendo novelas de terror e desfrutava dos filmes de medo. “Eu me dei conta de que quando um mal real ameaça estas histórias, ninguém chama o pastor protestante local nem ao mabo vudú nem a sacerdotisa pagã, na qual estamos. Chamam a Igreja católica”, afirma.
Una vez disse a um amigo que “se algo maligno se manifestasse em minha casa, chamaria um padre católico local antes de uma sacerdotisa wicca”. Disse meio em gozação. Mas não de tudo. “Havia um poder e autoridade na Igreja católica que reconhecia inconscientemente inclusive naquela época”.
O ‘Rondador Noturno’ esteve uma temporada estudando para ser seminarista, já com ‘clergyman’ e tudo, mas não continuou porque não lhe deixavam ser super-herói, que era sua verdadeira vocação… Também desfrutava lendo quadrinhos. “Meu super-herói preferido era um mutante azul, com cola e dependente, pirata com espada, dos X-Men. Seu nome é Rondador Noturno, e era católico devoto, talvez o único católico devoto que protagoniza quadrinhos. Era algo novo em minha experiência até então: um católico enamorado de Deus e feliz por isso”, explica.
Estudar para o jogo de RPG
Sua outra afeição era o jogo de RPG. Jogava o RPG de super-heróis Marvel e só fazia interpretar o seu personagem preferido, Rondador Noturno. Como muitos jogadores de RPG, que são um tipo de pessoas com impulsos criativos, também escrevia relatos de fantasia ou terror, que às vezes publicava a nível semi-profissional. E uma ou outra vez os personagens tendiam a ser católicos. E para interpretar um católico, seja em um jogo de RPG ou em um relato, Libby decidiu documentar-se. Nas partidas de RPG, por exemplo, os personagens inimigos, ou outros jogadores, podiam criticar a fé de seu super-herói católico. Com que argumentos responderia ele?
Então Libby, a bruxa neo-pagã, se pôs a ler apologética católica. E o Catecismo!
Beleza… e Verdade
E comecei a perguntar se havia estado deslocada desde o princípio. Mais me encantava todo a roupagem da Igreja: os odores, as campainhas, a arte, a música, a grandeza dos rituais, algo menos surpreendente dado meu similar amor por essas roupagens no neo-paganismo. Mas comecei a ver a VERDADE na apologética. Verdade dura, mas verdade. Os rituais e feitiços da Arte pareciam baratos em comparação, meras sombras da Verdade, e eu tinha fome por algo real”.
Libby se inscreveu no curso de iniciação cristã para adultos que se ensinava em sua paróquia local, muito comum nas igrejas católicas dos Estados Unidos. “Eu me dei um ano. Levou menos. Eu já era Sua”, disse.
Não é que fosse fácil, sobretudo nos hábitos morais. “Passava de uma religião de extrema permissividade a uma religião que era exigente de verdade comigo”, reconhece. Mas Libby cita o cardeal Newman: “Aprofundar na história ou seja de ser protestante, e em meu caso, também deixar de ser pagã”.
O poder do Espírito Santo
Esta conversão intelectual se viu completada na Semana Santa com uma experiência mística. “Eu me fiz católica de coração. Experimentei Deus no Espírito Santo, de uma forma muito real, que mudou minha vida, e deixei para trás o paganismo. Esse foi o momento no qual me enamorei de Deus e não quis mais separar-me d’Ele”.
Foi batizada na Vigília Pascal de 2010. “Agora minha vida é mais simples, mais formosa e mais pacífica, do que quando estava debaixo do paganismo. A verdadeira liberdade descansa em Deus”, explica em seu testemunho em ‘WhyImCatholic.com’.