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terça-feira, 18 de março de 2014
O falso Ecumenismo e o segredo para a unidade dos cristãos (caso Canção Nova / Influência da Maçonaria)
"Não há maior inimigo da Imaculada e de Seu Reinado que o ecumenismo de hoje, o qual todo Cavaleiro [da Imaculada] deve não só combater, mas também neutralizar, por uma ação diametralmente oposta e, finalmente, destruir" (S. Maximiliano Maria Kolbe).
Ps: Apesar de se citar a Comunidade e TV Canção Nova, fiz isso pelo fato de ter ocorrido um evento ecumênico em suas dependências. Sei muito bem que o problema não é da Canção Nova, mas da Igreja (em especial no Brasil), já que o Corpo da Igreja está com um câncer que é esse falso ecumenismo. Para saber mais sobre o assunto leia o seguinte artigo:
http://catolicoargrade.blogspot.com/2013/10/o-verdadeiro-ecumenismo-todos-em-uma.html
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
A Comunhão Reparadora (Devoção dos 5 sábados)
Salve Maria Imaculada!Você conhece a "Comunhão Reparadora" que Jesus e Maria pediram para que nós fizéssemos? Bom, para melhor explicar, usarei as mesmas palavras da Irmã Lúcia (uma das videntes de Nossa Senhora em Fátima). Portanto, segue a carta que ela escreveu ao Padre José Aparecido da Silva:
"No dia 17 de Dezembro de 1927, foi junto do sacrário perguntar a Jesus como satisfaria o pedido que lhe era feito: Se a origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria estava encerrada no Segredo que a Santíssima Virgem lhe tinha confiado.
Jesus, com voz clara, fez-lhe ouvir estas palavras: 'Minha filha, escreve o que te pedem; e tudo o que te revelou a Santíssima Virgem, na Aparição em que falou desta devoção, escreve-o também; quanto ao resto do Segredo, continua o silêncio'.
O que em 1917 foi confiado a este respeito, é o seguinte: Ela pediu para os levar para o Céu. A Santíssima Virgem respondeu: 'Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve; mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no Mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.'
- Fico cá sozinha?, - disse, com tristeza. - 'Não, filho; Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.'
Dia 10 de Dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe ao mesmo tempo, um coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo, disse o Menino: 'Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar'.
Em seguida, disse a Santíssima Virgem: 'Olha, minha filho, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.'
No dia 15 de Fevereiro de 1926, apareceu-lhe, de novo, o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção a sua Santíssima Mãe. Ela expôs-Lhe as dificuldades que tinha o confessor, e que a Madre Superiora estava pronta a propagá-la; mas que o confessor tinha dito que ela, só, nada podia. Jesus respondeu: 'É verdade que a tua Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, pode tudo'.
Apresentou a Jesus a dificuldade que tinham algumas almas em se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. Jesus respondeu: 'Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria'.
Ela perguntou: 'Meu Jesus. As que se esquecerem de formar essa intenção?' Jesus respondeu: 'Podem formá-la na outra confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem de se confessar.'"
(destaques, grifos, sublinhado - nosso)
Vale lembrar também que foi revelado para a própria Irmã Lúcia, que a Comunhão Reparadora será aceita no 1º Domingo se for por motivo grave. Ela descreve da seguinte maneira em outra de suas cartas: "E quem não puder cumprir com todas as condições no Sábado, não satisfará com os domingos? 'Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao 1º sábado, quando os meus sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas.'" (grifo nosso)
Enfim, reforçando: para reparar o Coração de Maria Santíssima devemos, durante 5 meses, ao primeiro sábado:
-Confessar
-Comungar com a intenção de desagravar o Coração de Nossa Senhora
-Rezar um Terço
-Meditar por 15 minutos os mistérios do Rosário.
Ajudem a divulgar essa devoção tão urgente para os nossos dias. Reparemos o coração de Nossa Mãe querida. Mãe de Deus e nossa mãe.
Salve Maria Imaculada!
assista este video sobre a Comunhão reparadora.
Também postado em: http://catolicoargrade.blogspot.com/2014/02/a-comunhao-reparadora-devocao-dos-5.html
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Papa Francisco excomunga padre pró-casamento gay. Ele não é o liberal que a mídia quer

A mídia secularista, golpista e desonesta, junto com os famigerados militantes e ativistas gays e abortistas tiveram sua alegria de curta duração: o papa é fiel e ardente defensor da moral tradicional.
Por causa de todas as polêmicas manchetes da semana passada, dizendo que o Papa queria esquecer essa bobagem sobre o aborto e gays, dava até pra imaginar que uma Germaine Greer tinha sido eleita para governar a Igreja Católica. Na verdade, o que o Papa estava a dizer era que ele queria que a Igreja falasse mais sobre o que é para do que o que é contra. Mas isso não significa que não vai ainda ser contra essas coisas que contradizem os seus ensinamentos e tradições.
Basta perguntar a Greg Reynolds, de Melbourne – um padre que foi destituído e excomungado por causa de suas opiniões radicais sobre mulheres no clero e “casamento” gay. Do Australia’s The Age::
O documento de excomunhão – escrito em latim e não dando o motivo – e de 31 de maio, o que significa que está sob a autoridade do papa Francisco, que ganhou as manchetes na quinta-feira pedindo uma Igreja menos obcecada por regras.
O documento pode não dar nenhuma razão explícita, mas a razão é implícita e bem compreendida: Reynolds ofendeu a Igreja Mãe com sua política. É interessante notar que o ex-padre diz ao The Age que ele “queria a mesma coisa que o papa”, que é “incentivar a reforma e clara necessidade de renovação na Igreja”. Com isso percebi que Reynolds, como muitos liberais, incompreenderam as palavras de Francisco. A reforma estrutural é claramente necessária para evitar futuros horrores como o escândalo de abuso infantil, e a renovação é algo que os cristãos sempre desejam. Mas Reynolds queria descartar a doutrina católica – algo que Francisco nunca faria, porque ele é, apesar dos maiores desejos de tantas pessoas nos meios de comunicação, um católico. Seu tratamento contra Reynolds prova que ele está imbatível.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
As aparições de Nossa Senhora no Brasil (alerta contra o Comunismo) e em La Salette
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Você conhece os Mártires do Brasil?
Creio que poucas pessoas sabem que o Brasil é berço de muitos mártires que morreram por defender a fé católica em solo brasileiro. Nem todos eram nascidos no país, mas evangelizavam aqui e por isso morreram pela fé católica. Mártir, para a Igreja, oficialmente, é só aquela pessoa que foi beatificada pelo Papa e declarada por ele mártir, após um longo e rigoroso processo. Infelizmente se tem usado a palavra "mártir" na Igreja indevidamente. Não podemos nos adiantar à decisão da Instituição criada por Cristo.
Vejo pessoas chamarem Dom Romero de mártir, por ter lutado pela justiça na sua pátria; outros chamam padre Józimo de mártir da terra, padre Rodolfo Lukenbein, defensor dos índios contra posseiros no Mato Grosso, etc. Nem mesmo um processo de beatificação existe instalado no Vaticano sobre eles, então, não podemos chamá-los de mártires, embora possam ter sido grandes cristãos e terem sido assassinados. Só é considerado mártir pela Igreja quem morre explicitamente em defesa da fé, e não por causa social e política como Martin Luther King, Robert Kennedy, Tiradentes, entre outros. Não se pode querer definir as coisas na Igreja sem o Sumo Pontífice.
Mas no Brasil houve grandes mártires no Rio Grande do Norte na época (1630-1654) em que os holandeses protestantes calvinistas ocuparam alguns lugares no país e quiseram obrigar o povo católico a se tornar calvinistas. Morreram em defesa da fé católica e por isso os que foram identificados foram beatificados pelo Papa. O primeiro grupo de católicos massacrados pelos calvinistas, cerca de 70 pessoas aproximadamente, foi trucidado na capela da Vila de Cunhaú, Rio Grande do Norte. O segundo grupo de mesmo número foi chacinado em Uruaçu. Esses mártires foram beatificados no ano 2000. Dom Estevão Bettencourt narrou bem os fatos sobre esse assunto em sua revista (PR, Nº 451, 1999, pg. 530).
Os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil e dominaram a região desde o Ceará até Sergipe, de 1630 a 1654. Eram protestantes calvinistas e vieram com seus pastores para doutrinar os índios. Isso gerou uma situação difícil para os católicos da região, porque foi proibida a celebração da Santa Missa. Em Cunhaú, RN, um pastor protestante prometeu poupar a vida a todos, caso negassem a fé católica, o que a população não aceitou. Então, no domingo, 16 de julho de 1645, festa de Nossa Senhora do Carmo, na capela da Vila de Cunhaú concentravam-se aproximadamente setenta pessoas para participar da Santa Missa.
Padre André de Soveral, com seus noventa anos de idade, iniciou a Santa Missa. Os soldados holandeses, armados de baionetas, chefiando um grupo de índios canibais invadiram a capela, em grande algazarra, logo após a consagração do pão e do vinho. Fecharam-se as portas da capela e começaram a massacrar os fiéis, impossibilitados de fugir. O sacerdote foi morto a golpes de sabre. O chefe da carnificina foi um alemão a serviço dos holandeses com o nome de Jacob Rabbi. Terminado o massacre, os algozes se retiraram, deixando os cadáveres estendidos no chão da capela. Um relato da época diz que os índios canibais devoraram as carnes das vítimas.
Outro grupo, mais numeroso, cerca de setenta pessoas, sem contar os escravos e as crianças, foram para um local às margens do Rio Grande (Rio Uruaçú), onde construíram um abrigo fortificado e tomaram o nome de Comunidade Potengi. Essa comunidade foi atacada por índios armados, comandados por Jacob Rabbi e um famoso chefe indígena e acompanhados por soldados holandeses. Mataram todos os habitantes da fortaleza, inclusive padre Ambrósio Ferro e muitas pessoas de Natal. Relatam os cronistas que a uns cortaram os braços e as pernas, a outros degolaram, a outros arrancaram as orelhas ou arrancaram a língua antes de os matarem. Alguns cadáveres foram esquartejados: a Mateus Moreira arrancaram o coração pelas costas; antes de morrer ainda pôde gritar em alta voz: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”.
Esta é a versão dos fatos como se encontra no livro “O Valoroso Lucideno” de autoria de Frei Manuel Calado, publicado em Lisboa no ano de 1648. Frei Manuel escreveu na mesma época em que tudo ocorreu. Existe outra versão do episódio, idêntica à anterior e com mais detalhes. Encontra-se no livro “Os Holandeses no Brasil” de monsenhor Paulo Herôncio.
Um outro fato que merece menção é o martírio de padre Inácio Azevedo e seus companheiros. Ele foi a Portugal buscar reforços para a evangelização dos índios no Brasil. No dia 5 de junho de 1570, o sacerdote e 39 companheiros, na caravela mercante “São Tiago” partiram de volta para o solo brasileiro. A caravela foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, calvinista, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas. Esses foram friamente degolados; o número de mártires foi 40. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854. (Sgarbosa, 1978, p. 224) e a memória litúrgica deles é dia 17 de julho.
Esses fatos formam uma triste “inquisição” desconhecida e que não é contada.
Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12561
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas nas Filipinas?
Com menos de um mês de intervalo, duas enormes calamidades caíram sobre as Filipinas, país muito populoso de maioria católica.
O país é um grande arquipélago exposto a fenômenos sísmicos e furacões de rara intensidade.
No dia 16 de outubro um terremoto de magnitude 7.2 atingiu especialmente a ilha de Bohol danificando severamente grandes e sólidas igrejas coloniais, de até 400 anos de antiguidade.
A segunda grande calamidade foi provocada pelo tufão Haiyan (lá denominado Yolanda) em 8 de novembro que causou por volta de 2.500 mortes.
Nas duas imensas tragédias registrou-se o mesmo fenômeno: imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus ficaram admiravelmente indenes.
Por exemplo, a imagem pintada Ver foto ao lado.
numa igreja de Bohol: todo o muro da igreja caiu, mas a parte dele onde estava a imagem ficou surpreendentemente em pé.
No mesmo terremoto, informa a televisão filipina, diversas imagens, sobretudo de Nossa Senhora de Lourdes, também foram inexplicavelmente salvas.
“É um milagre” dizia Carol Ann Balansag ao jornal Inquirer News, apontando a imagem, intata no meio das ruínas, da padroeira da igreja da Santa Cruz, do século XVIII, em Barangay, província de Bohol.
Entre as ruínas da igreja de Nossa Senhora da Luz, na cidade de Loon, província de Bohol, os fiéis podiam invocar a misericórdia divina e o auxílio e o perdão diante da imagem da padroeira também assombrosamente salva.
Os fiéis fitavam com lágrimas nos olhos a gruta de Nossa Senhora da Luz arruinada, mas a imagem salva.
“O terremoto destruiu a igreja, mais não atingiu nossa padroeira”, dizia o Pe. Tom Balatayo.
Amélia Sevilla agradecia a Nossa Senhora por tê-la salvo a ela, o marido e os quatro filhos. Durante o terremoto, ela correu com eles para a igreja, temendo o tsunami que acostuma vir após a terra tremer.
Durante o tufão Haiyan a imagem do Sagrado Coração de Jesus cuja foto vemos ao lado, ficou em pé vencendo a fúria dos elementos.
Não haverá em todas estas proteções um ensinamento, e quiçá um aviso, para todos nós também?
Para quem se interessa pelas relações da ciência e da religião eis uma pergunta que merece reflexão e uma resposta: Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas nas Filipinas?
Fonte: http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2013/11/como-explicar-que-tantas-imagens-de.html
O país é um grande arquipélago exposto a fenômenos sísmicos e furacões de rara intensidade.
No dia 16 de outubro um terremoto de magnitude 7.2 atingiu especialmente a ilha de Bohol danificando severamente grandes e sólidas igrejas coloniais, de até 400 anos de antiguidade.
A segunda grande calamidade foi provocada pelo tufão Haiyan (lá denominado Yolanda) em 8 de novembro que causou por volta de 2.500 mortes.
Nas duas imensas tragédias registrou-se o mesmo fenômeno: imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus ficaram admiravelmente indenes.
Por exemplo, a imagem pintada Ver foto ao lado.
numa igreja de Bohol: todo o muro da igreja caiu, mas a parte dele onde estava a imagem ficou surpreendentemente em pé.
No mesmo terremoto, informa a televisão filipina, diversas imagens, sobretudo de Nossa Senhora de Lourdes, também foram inexplicavelmente salvas.
“É um milagre” dizia Carol Ann Balansag ao jornal Inquirer News, apontando a imagem, intata no meio das ruínas, da padroeira da igreja da Santa Cruz, do século XVIII, em Barangay, província de Bohol.
Entre as ruínas da igreja de Nossa Senhora da Luz, na cidade de Loon, província de Bohol, os fiéis podiam invocar a misericórdia divina e o auxílio e o perdão diante da imagem da padroeira também assombrosamente salva.
Os fiéis fitavam com lágrimas nos olhos a gruta de Nossa Senhora da Luz arruinada, mas a imagem salva.
“O terremoto destruiu a igreja, mais não atingiu nossa padroeira”, dizia o Pe. Tom Balatayo.
Amélia Sevilla agradecia a Nossa Senhora por tê-la salvo a ela, o marido e os quatro filhos. Durante o terremoto, ela correu com eles para a igreja, temendo o tsunami que acostuma vir após a terra tremer.
Veja o vídeo: ele não tem som, pois segundo quem o postou na Internet, está em tagalo, língua incompreensível para nós ocidentais. Mas as imagens são suficientemente eloquentes.
Durante o tufão Haiyan a imagem do Sagrado Coração de Jesus cuja foto vemos ao lado, ficou em pé vencendo a fúria dos elementos.
Não haverá em todas estas proteções um ensinamento, e quiçá um aviso, para todos nós também?
Para quem se interessa pelas relações da ciência e da religião eis uma pergunta que merece reflexão e uma resposta: Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas nas Filipinas?
Fonte: http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2013/11/como-explicar-que-tantas-imagens-de.html
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
O Papa convoca dia de jejum e oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo

Papa Francisco
VATICANO, 01 Set. 13 / 05:56 pm (ACI).- O Papa Francisco anunciou hoje, em suas palavras prévias à oração do Ângelus, a convocatória a toda a Igreja para um dia de jejum e oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro.
"Irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro", disse.
"Convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade".
"No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo".
O Papa exclamou que "a humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!".
"Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção".
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O Papa anima inquietude espiritual do coração e anúncio do Senhor com coragem
VATICANO, 29 Ago. 13 / 10:44 am (ACI).- O Papa Francisco presidiu a missade abertura do Capítulo Geral da Ordem dos Agostinianos em que se escolherá o prior geral para os próximos seis anos e se definirão as linhas de atuação dos agostinianos para esse novo período.
Na Igreja de Santo Agostinho em Roma, o Santo Padre disse em sua homilia que devemos rezar a Deus para que "conserve em nosso coração a inquietude espiritual de buscá-lo sempre, a inquietude de anunciá-lo com coragem, a inquietude do amor por todos os irmãos e irmãs".
Exemplo disto é Santo Agostinho, explicou o Pontífice, que "se deixa inquietar por Deus, não se cansa de anunciá-lo, de evangelizar com coragem, sem temor, procurar ser a imagem de Jesus Bom Pastor que conhece suas ovelhas, assim, como amo repetir, que ´cheira a ovelha´ e sai para buscar as que estão perdidas".
"Agostinho vive aquilo que São Paulo indica a Timóteo e a cada um de nós: anuncia a palavra, insiste no momento oportuno e importuno, anuncia o Evangelho com o coração magnânimo, grande, de um Pastor que está inquieto por suas ovelhas. O tesouro de Agostinho é esta atitude: sair sempre em direção a Deus e ao seu rebanho. É um homem em tensão entre estas duas saídas".
Francisco alentou também a "não ´privatizar´ o amor… e a estar sempre em caminho, dizia o Padre, sempre inquieto! E esta é a paz da inquietude".
O Papa, refletindo sobre a figura de Santa Mônica, mãe do bispo de Hipona, observou: "Quantas mães hoje derramam lágrimas para que seus filhos voltem para Cristo? Não percam a esperança da graça de Deus".
O Pontífice advertiu sobre a mundanidade espiritual, por isso convidou a "não deixar-se fascinar pela mundanidade espiritual e pelo carreirismo", porque impulsionam "a fazer tudo por amor próprio e por interesses pessoais", assegurou.
Também insistiu na necessidade de tomar cuidado frente ao perigo de "acomodar-se na própria vida cristã", na vida sacerdotal, na vida religiosa e também na vida comunitária, em lugar de sentir a força da inquietude por Deus, por sua Palavra que impulsiona a "sair para o rebanho".
Os padres agostinianos continuarão o capítulo até meados de setembro no Instituto Patrístico "Augustinianum". Com este capítulo conclui o mandato do atual prior geral, padre Robert Prevost, e se escolhe um novo. Também se preparará o programa para os próximos seis anos.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo
29/10/2011 | 00:36
Paulo Briguet
Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.
Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.
JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou?
Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.
Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.
Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.
Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.
JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?
Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.
Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.
Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciada pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciada pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.
JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja?
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.
O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo. O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.
JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.
JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?
Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.
Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.
sábado, 24 de agosto de 2013
O drama da Igreja no Egito e o silêncio dos meios de comunicação
Pior que o drama dos cristãos no Egito é a indiferença da mídia ocidental, que vergonhosamente silencia a perseguição que acontece no país

No Egito, o sangue dos massacres e as cinzas dos incêndios de templos cristãos clamam por justiça. Foram inúmeras as comunidades cristãs alvo dos recentes protestos políticos ligados à Irmandade Muçulmana – um grupo extremista ligado a Mohamed Morsi, presidente deposto no começo de julho.
Como já se tinha reportado aqui e aqui, a Igreja Ortodoxa Copta não era a única perseguida no país. Também a Igreja Católica, bem como várias comunidades protestantes, sofreram na mão de muçulmanos radicais.
O testemunho de alguns prelados católicos impressiona pela coragem e retrata o terror dos acontecimentos. Sua Beatitude, o Patriarca Isaac Sidrak denunciou, no último dia 19, os atos de "terrorismo" praticados contra dezenas de igrejas, acampamentos e casas de cristãos. Ele expressou "apoio firme, lúcido e livre a todas as instituições do país, particularmente, à polícia egípcia e às forças armadas que dispendem todos seus esforços para proteger a pátria".
O purpurado elogiou "o comportamento dos países que se esforçam lealmente para compreender o caráter específico dos eventos em curso", mas condenou "qualquer intento de intervenção nos assuntos internos do Egito ou de influência em suas decisões soberanas".Sua Beatitude expressou o reconhecimento àqueles "nobres cidadãos muçulmanos que permaneceram ao nosso lado, fazendo todo o possível para defender nossas Igrejas e nossas instituições".

Quem também denunciou a violência sofrida pelos cristãos foi o bispo católico de Luxor, o monsenhor Youhannes Zakaria. Em entrevista concedida à Rádio Vaticana, ele contou como uma interferência policial evitou um massacre. "Os manifestantes pró-Morsi, expulsos do centro da cidade, chegaram ao arcebispado gritando: 'Morte aos cristãos!', mas, felizmente, a polícia chegou a tempo de salvar-nos e agora o exército rodeia o edifício com dois veículos blindados."
Hoje, monsenhor Zakaria está preso em sua residência. "As forças de segurança me aconselharam que não saísse do arcebispado", conta. "A Irmandade Muçulmana pensa que os cristãos foram a causa da queda de Morsi e agora, atacando aos cristãos, pretendem lançar todo o país no caos: foram queimadas mais de 80 igrejas e muitas escolas cristãs". "Faço meu o chamado do Papa Francisco para que reze pela paz no Egito", foi o apelo de um bispo que sofre com a situação lamentável em que se encontra seu país.
Mais lamentável que o drama dos cristãos no Egito, porém, é a indiferença e o silêncio da mídia ocidental diante dos verdadeiros crimes perpetrados contra a dignidade da vida humana, a liberdade religiosa e o próprio patrimônio religioso e cultural do Oriente. Não se vê nenhum veículo de comunicação noticiar o incêndio de templos e a perseguição aos cristãos no Egito. É a omissão da cumplicidade: se, por um lado, parece estar generalizado um sentimento de repúdio a qualquer tipo de perseguição religiosa – o que é justo, posto que, como disse o Papa Francisco, "fé e violência são incompatíveis"01 –, quando o alvo é o Cristianismo, paira no ar certa covardia. Caricaturar Maomé é intolerável; zombar de Cristo, porém, seria até aceitável.
"Mas ninguém está perseguindo Jesus Cristo", alguém poderia objetar. É o grande engano dos que não creem na Igreja: separar Cristo dos cristãos. Quando São Paulo "caiu por terra" em um lugar não muito distante do Egito – Damasco fica no atual território da Síria – e ouviu uma voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 22, 7), não imaginava que, perseguindo àqueles simples homens da religião cristã, estaria perseguindo ao próprio Senhor. "Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues" (At 22, 8). Nos cristãos que sofrem no Egito, bem como nos discípulos dos primeiros séculos, sofre o próprio Cristo.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Sobre a problemática do Hábito Eclesiástico e os Seminaristas.

1- Existe confusão quando há desconhecimento.
O uso do hábito clerical é para clérigos. Entretanto, mesmo antes do Concílio vaticano II, a recepção de batina não se dava com a recepção da tonsura (que fazia do seminarista um clérigo). Sempre fora ritos diferentes. A batina era recebida, e usada, antes do candidato tornar-se clérigo. marcava sua entrada no Seminário. Sendo assim, por costume, em muitos seminários, mesmo depois do Concílio Vaticano II ( que não aboliu este costume, e tampouco o legislou), muitos seminaristas recebiam o hábito eclesiástico de uso diário. Acontece que houve da parte de muitos clérigos o desejo de não usar o hábito eclesiástico. Mesmo existindo uma lei atual sobre o assunto, não é pequeno o número de sacerdotes que passam adiante desta lei canônica sobre diversas justificativas. Isso já vem desde épocas remotas e o próprio Concílio de Trento já revogava tal pedido de certos clérigos. Há quem seja contra os erros do pensamentos da chamada Teologia da Libertação, mas a sua seiva habita nos que não veem necessidade do hábito, justificado de que o sacerdócio ministerial é equivalente ao sacerdócio comum dos fiéis, sendo assim o padre é apenas o que equivaleria a um líder de sindicato, um líder popular, um entre os demais. Ou ainda que Jesus se vestia como os demais. Um olhar atento aos Evangelhos mostrará o contrário. Os detratores do Concílio Vaticano II, mudaram a orientação da simplificação dos hábitos, ocorrida na legislação pós conciliar, para retirarem os mesmos por total.
2- É de direito a um seminarista diocesano usar hábito na legislação atual, isso seria um absurdo?
Não. Seria um absurdo fazer tal uso? Depende de quem são os formadores e qual o itinerário de formação que recebem os seminaristas. Há os que querem formar padres que não usem o hábito eclesiástico. Há os que querem que se use ocasionalmente. Há os que querem que se usem sempre, como legisla a lei canônica. O fato é que geralmente fazemos o que somos acostumados já a fazer. A virtude não vem de um dia para o outro, ela é a repetição dos atos bons. Geralmente, o seminarista de hoje é o sacerdote de amanhã. Se rezava todo o Ofício Divino como seminarista, o fará como padre, se guardava o celibato como seminarista, o guardará como padre, se sabia vestir-se como seminarista, o fará como padre, se tinha o costume de Missa diária como seminarista, o terá como padre. Embora exista exceções. Neste sentido é muito oportuno que seminaristas usem veste eclesiástica. O que ocorre é que em meio a um clero que não usa nada, o seminarista que usa algo, aparece como soberbo. Se os seminaristas vivem de modo diferente, estudam de modo diferente, moram em um lugar diferente, não devem se vestir iguais a todos. Em muitos seminários, mesmo quando não se usa como veste diária a batina ou o clerygman, muitos formadores recomendam a se vestirem moderadamente. O problema é que não há orientação oficial quanto a isso, o que gera impérios de vontade.
3- Um testemunho.
Em tempos passados aqui na Arquidiocese, um sacerdote em uma reunião do clero, foi reclamar com o então Arcebispo, o Cardeal Dom Eugenio Sales de que os seminaristas estavam usando batina demais. Ao que o Cardeal respondeu: "Pelo menos eles usam."
4- Sobre a veste do cerimoniário.
Observe-se que existem vestes restritas à cerimônias, mesmo para os padres. Um sacerdote não anda habitualmente de estola e sobrepeliz. É um conjunto para veste de culto, não sendo um hábito de uso diário em si. A batina usada por leigos (homens, pois não teria sentido uma mulher fazer uso de veste masculina), é de uso restrito a liturgia. Logo, um seminarista não poderia usa-la? Este não era o costume da Igreja. O homem leigo que veste batina está no culto para ajudar o culto, não está na preparação para ser sacerdote, não vive em um seminário. Porém, o uso da batina por um leigo em um culto, pode ser um sinal vocacional. Por isso, a Igreja sempre viu nos coroinhas, uma escola vocacional, e até hoje enfatiza a ênfase que deve ser dada aos meninos, mesmo que meninas possam ser admitidas no serviço do altar. É no altar que um jovem descobre e redescobre sua vocação sacerdotal, pois o sacerdote vive do altar e para o altar, pois a Igreja vive da Eucaristia e para a Eucaristia.
5- Há quem ache que usamos muitas roupas.
Mas geralmente não se faz este mesmo comentários para os soldados do exército, para os que trabalham em agências bancárias, para os médicos em hospitais, para os pastores evangélicos. Usam, por vezes, muito mais vestes do que nós sacerdotes. Se para cumprirem suas funções com zelo, tantas pessoas se revestem de sinais, de gestos, quanto mais nós homens do sagrado , que agimos na Pessoa de Cristo.
Quando eu vou ao médico quero vê-lo como médico. Quando estou na rua e procuro um policial, desejo que o mesmo esteja como policial. Estas vestes sinalizam quem são e o que fazem. Quando vou a Igreja não quero ver um gogoboy ou um modelo fotográfico, mas sim um sinal de sacralidade. Mas o que importa é o coração, argumentarão alguns. Se tal simplesmente fosse usaríamos na Igreja trajes de banho. Urge uma reeducação do uso das vestes na Igreja, seja para não cair no "externalismo" da vaidade, seja para não cair na dessacralização.
6- Conselho aos seminaristas.
Aos seminaristas aconselho sempre que obedeçam seus formadores e guardem sempre o desejo de fidelidade a Igreja. Quem não obedece o formador hoje, não obedecerá a legislação canônica amanhã. Se não podem usar hábito, vivam como se trajassem hábitos. Tenham "hábitos" do hábito e a legislação canônica os protegerá depois da ordenação para livremente usarem as vestes da Igreja e enfrentarem o martírio do testemunho. Como costumo dizer: "Batina não se veste, se vive."
Pe João Jefferson Chagas
https://www.facebook.com/
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
JMJ Rio2013: Dom Odilo e o Brasil que o Papa irá encontrar
Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chegaram ao Rio de Janeiro, na manhã do último sábado, dia 6, num ambiente festivo, depois de passarem por todas as dioceses brasileiras. Os símbolos chegaram às 7h00 locais, provenientes da Diocese de Itaguaí e houve uma caminhada até à Catedral Metropolitana de São Sebastião. Uma das iniciativas foi a “Festa da Acolhida”, às 17h00, uma celebração presidida por Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, com as famílias que irão acolher os peregrinos nacionais e internacionais.“Eis que, já próximos da Jornada, não só a Cruz, mas também o Ícone de Nossa Senhora, chegam a terras cariocas e, pelo calor do acolhimento, temos um sinal do que faremos durante a JMJ”, assinalou Dom Orani. Depois do encontro, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora saíram em procissão para os Arcos da Lapa, para a ação “No Coração da Jornada”, que teve início às 19h00.
A Cruz já passou por vários países e foi entregue aos jovens como símbolo da mensagem de Cristo no final do Ano Santo da Redenção, em 1984. De madeira e com 3,8 metros, a Cruz chegou a São Paulo (Brasil) em setembro de 2011 e percorreu o país, “passando por igrejas, praças, instituições, escolas, universidades, unidades prisionais, comunidades indígenas, entre outros”, disse Dom Orani Tempesta.
A 28ª Jornada Mundial da Juventude vai ocorrer entre 23 e 28 de julho na cidade do Rio de Janeiro e tem como lema “Ide e fazei discípulos de todos os povos”, expressão baseada no evangelho segundo São Mateus. Esta será a segunda vez que uma cidade sul-americana acolhe a edição internacional da JMJ, depois de Buenos Aires (Argentina), em 1987, na primeira ocasião em que a iniciativa criada por João Paulo II (1920-2005) saiu de Roma.
O Papa Francisco vai participar nos atos conclusivos deste encontro internacional de jovens promovido pela Igreja Católica, naquela que será a sua primeira viagem ao estrangeiro desde o início do Pontificado.
Entretanto, nesses últimos anos, o amor e a fé vem engajando o jovem a ser o porta-voz da esperança pelo mundo. Momentos de alegria e emoção não faltarão durante a realização da Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no Rio de Janeiro com a presença do Papa Francisco. Por isso já começam a chegar os primeiros peregrinos. Nos dias passados a Arquidiocese de São Paulo divulgou uma nota ressaltando a chegada dos primeiros peregrinos ao Brasil. Era um grupo de escoceses que foi recebido pelo Setor Perus, da Região Episcopal de Brasilândia. Felizes e honrados pela estada, os jovens participarão de atividades da comunidade relacionadas com preparativos da Semana Missionária.
No Rio de Janeiro, o entusiasmo e a ansiedade não seguraram as peregrinas polonesas, que chegaram com 20 dias de antecedência à cidade carioca, onde será realizada a festa da juventude. O motivo da vinda mais cedo ao Brasil reflete o interesse das polonesas em conhecer outras partes do país. Além disso, elas participarão da Semana Missionária em Curitiba, no Paraná, onde rezarão pela JMJ. A Paróquia Sant'Ana, da Arquidiocese de Campinas, em São Paulo, confirmou que receberá na quarta-feira, dia 17 de julho, peregrinos vindos da Coréia do Sul. Os jovens coreanos integrarão à juventude paroquial e participarão de atividades voltadas à Jornada.
Ainda em Campinas, o Arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos, presidirá a Missa de Envio dos jovens da Arquidiocese que participarão da JMJ-Rio2013. Será no dia 20, as 15h30, no Parque da Festa do Figo, em Valinhos. Ainda são esperados outros peregrinos que já confirmaram presença na Jornada Munial da Juventude. Nas próximas semanas, mais delegações de diversos países chegarão.
Sobre a presença do Papa na JMJ, e sobre qual Brasil o Santo Padre vai encontrar, nós conversamos com o Cardeal Odilo Scherer.
Fonte: http://www.comshalom.org/noticias/exibir.php?not_id=8001
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Papa Francisco aprova a canonização de João Paulo II e João XXIII

João Paulo II e João XXIII
Vaticano, 05 Jul. 13 / 11:18 am (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco aprovou o decreto de canonização do Beato João Paulo II e João XXIII, conforme explicou o porta-voz do Escritório de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi.Os cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos aprovaram nesta terça-feira o segundo milagre atribuído ao Beato João Paulo II e que abre as portas para sua canonização, como relatado por fontes do Vaticano.
Embora não tenha havido confirmação oficial, as mesmas fontes disseram como possíveis datas para a canonização de João Paulo II o dia 24 de novembro, no fim da celebração do Ano da Fé, ou dia 08 de dezembro.
Além disso, a imprensa italiana já indicava nesta terça-feira que a cerimônia de canonização de João Paulo II poderia ser feita junto com a de João XXIII, conhecido como o "Papa Bom".
Assim, o jornal italiano "La Stampa", observou nesta terça-feira que "Inesperadamente, os cardeais e bispos também terão que discutir outro caso, o da canonização de João XXIII", o Pontífice que convocou o Concílio Vaticano II, falecido há 50 anos e cuja beatificação ocorreu em 2000.
Nessa linha, afirmava que essa mudança "não prevista" demonstra "a vontade de celebrar juntas" as duas cerimônias de canonização e assinala que Roncalli e Wojtyla "poderiam ser canonizados em dezembro de 2013, imediatamente após o final do Ano da Fé, visto que a hipótese inicial de outubro parece cada vez menos plausível pela falta de tempo e problemas organizacionais".
Karol Wojtyla foi beatificado no dia 1 º de maio de 2011, depois da aprovação do seu primeiro milagre com a assinatura do agora Bispo Emérito de RomaBento XVI. Naquela ocasião, se tratou de uma cura, dois meses após sua morte, da religiosa francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson desde 2001, a mesma que João Paulo II sofreu em seus últimos anos.
Por sua parte, João XXIII foi beatificado por João Paulo II em setembro de 2000, durante o Jubileu, na mesma celebração da beatificação de Pio IX. Na ocasião, o milagre aprovado para a sua beatificação foi a cura da Irmã Caterina Capitani em 1966.
O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, e morreu, enquanto o Concílio estava em andamento, muitos bispos propuseram proclamar o "Papa Bom" como santo por aclamação, mas seu sucessor, Paulo VI, optou por seguir as vias canônicas, por isso começou o processo canônico, em seguida, foi beatificado pelo seu sucessor Paulo VI.
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25660 (com adaptação no final do texto por ter ficado confuso)
As lições do menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei.
José Luiz Sanchez Del Río nasceu a 28 de março de 1913, na cidade Sahuayo, província de Michoacan, México. Vivia uma vida comum, como qualquer outro menino do interior do México, até que esta normalidade foi quebrada pela ascensão de Plutarco Elias Calles à chefia do poder daquela nação.
Beato mártir de Cristo Rei: José Luiz Sanchez Del Río
Este presidente tirânico, declaradamente socialista e maçom, empreendeu em todo o país uma das maiores perseguições que a Igreja Católica sofreu no século XX. Com o pretexto de “livrar a nação do fanatismo religioso” (qualquer semelhança não é mera coincidência), Plutarco Calles iniciou uma investida militar contra padres, religiosos e fiéis leigos que demonstrassem qualquer sinal da fé católica. Confiscou todas as Igrejas, prendeu e matou padres, bispos, frades, freiras dentre muitos outros. Após tanta perseguição, um grupo de fiéis católicos viu-se obrigado a pegar em armas para garantir sua sobrevivência. Este conflito ficou conhecido como Cristiada ou Guerra Cristeira, em homenagem aos soldados cristãos que eram conhecidos como Cristeros.
Um dia, ao visitar o túmulo do beato mártir Anacleto González Flores, que havia morrido durante a perseguição de maneira brutal e impiedosa, José Luiz Sanchez Del Río rezou a Deus, pedindo para que ele também pudesse morrer pela manutenção de sua Fé. Então, aos 13 anos de idade, foi procurar o general Prudencio Mendoza, que tinha sua base na vila de Cotija, para que pudesse ingressar no exército cristero. Ao chegar, dirigiu-se ao general que o indagou:
—O que viste fazer aqui meu rapaz? Ele respondeu:
—Vim aqui para morrer por Cristo Rei.
—O que viste fazer aqui meu rapaz? Ele respondeu:
—Vim aqui para morrer por Cristo Rei.
A sinceridade daquelas palavras e o vívido olhar destemido daquele nobre rapaz ressoaram profundamente no coração do general cristero, que autorizou sua entrada na milícia. Ao longo de um ano, José Luiz Sanchez Del Río combateu em muitos confrontos ferozes contra o exército regular do governo comunista e maçom.
Em fevereiro de 1928, cerca de 1 ano após o seu ingresso no exército cristero, o menino e seus confrades foram surpreendidos numa emboscada. José Luiz cedeu seu cavalo ao líder da resistência, sendo capturado pelos sádicos soldados do governo de Plutarco. Na intenção de fazer com que o menino renunciasse sua fé, descamaram a planta de seus pés até as nervura e o amarraram em um cavalo, obrigando-o a andar por cerca de quatorze quilômetros a pé e descalço. Não precisamos aqui dizer o nível de dor que esta pobre criança sentiu, mesmo assim, nos momentos em que as dores lhes eram insuportáveis, o menino cheio da Graça Divina Bradava em voz alta e vigorosa “Viva Cristo Rey e la Virgem de Guadalupe!”

José Luiz Sanchez Del Río no filme Cristiada (For Greater Glory) que retrata a história dos cristeros mexicanos.
Sem sucesso na tentativa de que José Luiz abjurasse de sua fé por meio da dor mais causticante e alucinante possível, os soldados tentaram com intimidá-lo de outra maneira. Ao chegar na vila em que nascera, para ser executado no dia seguinte, os soldados fizeram com que a mãe do menino escrevesse-lhe uma carta pedindo para que ele abjurasse da fé católica, para poder ser solto. José Luiz Sanchez Del Río respondeu assim ao bilhete de sua mãe:
“Minha querida mãe: Fui feito prisioneiro em combate neste dia. Creio que nos momentos atuais vou morrer, mas não importa, nada importa, mãe. Resigna-te à vontade de Deus; eu morro muito feliz porque no fim de tudo isto, morro ao lado de Nosso Senhor. Não te aflijas pela minha morte, que é o que me mortifica. Antes, diz aos meus outros irmãos que sigam o exemplo do mais pequeno, e tu faz a vontade do nosso Deus. Tem coragem e manda-me a tua bênção juntamente com a de meu pai. Saúda a todos pela última vez e tu recebe por último o coração do teu filho que tanto te quer e tanto desejava ver-te antes de morrer”
No dia seguinte, 10 de fevereiro de 1928, uma sexta-feira, o menino que estava prestes a completar 15 anos ofereceu sua vida terrena para não perder a vida eterna ao lado de Jesus Cristo, a quem ele depositou sua fé com bravura e fidelidade.
Precisamos saber que sem demonstrarmos profunda repugnância e asco pelo que destrói nossa Santa Igreja, não somos verdadeiramente cristãos. Não há verdadeiro amor se não há repulsa pelo que imediatamente opõe-se ao que amamos. É impossível pensar em ser católico sem concebermos a possibilidade de darmos nossa vida por Nosso Senhor Jesus Cristo.
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