Mostrando postagens com marcador Formação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de março de 2014

O falso Ecumenismo e o segredo para a unidade dos cristãos (caso Canção Nova / Influência da Maçonaria)




"Não há maior inimigo da Imaculada e de Seu Reinado que o ecumenismo de hoje, o qual todo Cavaleiro [da Imaculada] deve não só combater, mas também neutralizar, por uma ação diametralmente oposta e, finalmente, destruir" (S. Maximiliano Maria Kolbe).

Ps: Apesar de se citar a Comunidade e TV Canção Nova, fiz isso pelo fato de ter ocorrido um evento ecumênico em suas dependências. Sei muito bem que o problema não é da Canção Nova, mas da Igreja (em especial no Brasil), já que o Corpo da Igreja está com um câncer que é esse falso ecumenismo. Para saber mais sobre o assunto leia o seguinte artigo:
http://catolicoargrade.blogspot.com/2013/10/o-verdadeiro-ecumenismo-todos-em-uma.html

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Comunhão Reparadora (Devoção dos 5 sábados)

Salve Maria Imaculada!

Você conhece a "Comunhão Reparadora" que Jesus e Maria pediram para que nós fizéssemos? Bom, para melhor explicar, usarei as mesmas palavras da Irmã Lúcia (uma das videntes de Nossa Senhora em Fátima). Portanto, segue a carta que ela escreveu ao Padre José Aparecido da Silva:

        "No dia 17 de Dezembro de 1927, foi junto do sacrário perguntar a Jesus como satisfaria o pedido que lhe era feito: Se a origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria estava encerrada no Segredo que a Santíssima Virgem lhe tinha confiado.
     
        Jesus, com voz clara, fez-lhe ouvir estas palavras: 'Minha filha, escreve o que te pedem; e tudo o que te revelou a Santíssima Virgem, na Aparição em que falou desta devoção, escreve-o também; quanto ao resto do Segredo, continua o silêncio'.
     
        O que em 1917 foi confiado a este respeito, é o seguinte: Ela pediu para os levar para o Céu. A Santíssima Virgem respondeu: 'Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve; mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no Mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.'
     
        - Fico cá sozinha?, - disse, com tristeza. - 'Não, filho; Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.'
     
        Dia 10 de Dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe ao mesmo tempo, um coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo, disse o Menino: 'Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar'.
     
        Em seguida, disse a Santíssima Virgem: 'Olha, minha filho, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.'
     
        No dia 15 de Fevereiro de 1926, apareceu-lhe, de novo, o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção a sua Santíssima Mãe. Ela expôs-Lhe as dificuldades que tinha o confessor, e que a Madre Superiora estava pronta a propagá-la; mas que o confessor tinha dito que ela, só, nada podia. Jesus respondeu: 'É verdade que a tua Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, pode tudo'.
     
        Apresentou a Jesus a dificuldade que tinham algumas almas em se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. Jesus respondeu: 'Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria'.
     
        Ela perguntou: 'Meu Jesus. As que se esquecerem de formar essa intenção?' Jesus respondeu: 'Podem formá-la na outra confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem de se confessar.'"

(destaques, grifos, sublinhado - nosso)

Ps: Foi a própria Irmã Lúcia que descreveu os fatos acima. Ela escreveu na terceira pessoa porque pediu autorização ao Padre, por se sentir mais a vontade para falar do assunto.

Vale lembrar também que foi revelado para a própria Irmã Lúcia, que a Comunhão Reparadora será aceita no 1º Domingo se for por motivo grave. Ela descreve da seguinte maneira em outra de suas cartas: "E quem não puder cumprir com todas as condições no Sábado, não satisfará com os domingos? 'Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao 1º sábado, quando os meus sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas.'" (grifo nosso)

Enfim, reforçando: para reparar o Coração de Maria Santíssima devemos, durante 5 meses, ao primeiro sábado:
-Confessar
-Comungar com a intenção de desagravar o Coração de Nossa Senhora
-Rezar um Terço
-Meditar por 15 minutos os mistérios do Rosário.

Ajudem a divulgar essa devoção tão urgente para os nossos dias. Reparemos o coração de Nossa Mãe querida. Mãe de Deus e nossa mãe.

Salve Maria Imaculada!

assista este video sobre a Comunhão reparadora.





Também postado em: http://catolicoargrade.blogspot.com/2014/02/a-comunhao-reparadora-devocao-dos-5.html


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Você conhece os Mártires do Brasil?


Imagem de Destaque
Creio que poucas pessoas sabem que o Brasil é berço de muitos mártires que morreram por defender a fé católica em solo brasileiro. Nem todos eram nascidos no país, mas evangelizavam aqui e por isso morreram pela fé católica. Mártir, para a Igreja, oficialmente, é só aquela pessoa que foi beatificada pelo Papa e declarada por ele mártir, após um longo e rigoroso processo. Infelizmente se tem usado a palavra "mártir" na Igreja indevidamente. Não podemos nos adiantar à decisão da Instituição criada por Cristo. 

Vejo pessoas chamarem Dom Romero de mártir, por ter lutado pela justiça na sua pátria; outros chamam padre Józimo de mártir da terra, padre Rodolfo Lukenbein, defensor dos índios contra posseiros no Mato Grosso, etc. Nem mesmo um processo de beatificação existe instalado no Vaticano sobre eles, então, não podemos chamá-los de mártires, embora possam ter sido grandes cristãos e terem sido assassinados. Só é considerado mártir pela Igreja quem morre explicitamente em defesa da fé, e não por causa social e política como Martin Luther King, Robert Kennedy, Tiradentes, entre outros. Não se pode querer definir as coisas na Igreja sem o Sumo Pontífice. 

Mas no Brasil houve grandes mártires no Rio Grande do Norte na época (1630-1654) em que os holandeses protestantes calvinistas ocuparam alguns lugares no país e quiseram obrigar o povo católico  a se tornar calvinistas. Morreram em defesa da fé católica e por isso os que foram identificados foram beatificados pelo Papa. O primeiro grupo de católicos massacrados pelos calvinistas, cerca de 70 pessoas aproximadamente, foi trucidado na capela da Vila de Cunhaú, Rio Grande do Norte. O segundo grupo de mesmo número foi chacinado em Uruaçu. Esses mártires foram beatificados no ano 2000.  Dom Estevão Bettencourt narrou bem os fatos sobre esse assunto em sua revista (PR, Nº 451, 1999, pg. 530).

Os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil e dominaram a região desde o Ceará até Sergipe, de 1630 a 1654. Eram protestantes calvinistas e vieram com seus pastores para doutrinar os índios. Isso gerou uma situação difícil para os católicos da região, porque foi proibida a celebração da Santa Missa. Em Cunhaú, RN, um pastor protestante prometeu poupar a vida a todos, caso negassem a fé católica, o que a população não aceitou. Então, no domingo, 16 de julho de 1645, festa de Nossa Senhora do Carmo, na capela da Vila de Cunhaú concentravam-se aproximadamente setenta pessoas para participar da Santa Missa. 

Padre André de Soveral, com seus noventa anos de idade, iniciou a Santa Missa. Os soldados holandeses, armados de baionetas, chefiando um grupo de índios canibais invadiram a capela, em grande algazarra, logo após a consagração do pão e do vinho. Fecharam-se as portas da capela e começaram a massacrar os fiéis, impossibilitados de fugir. O sacerdote foi morto a golpes de sabre. O chefe da carnificina foi um alemão a serviço dos holandeses com o nome de Jacob Rabbi. Terminado o massacre, os algozes se retiraram, deixando os cadáveres estendidos no chão da capela. Um relato da época diz que os índios canibais devoraram as carnes das vítimas. 

Outro grupo, mais numeroso, cerca de setenta pessoas, sem contar os escravos e as crianças, foram para um local às margens do Rio Grande (Rio Uruaçú), onde construíram um abrigo fortificado e tomaram o nome de Comunidade Potengi. Essa comunidade foi atacada por índios armados, comandados por Jacob Rabbi e um famoso chefe indígena e acompanhados por soldados holandeses. Mataram todos os habitantes da fortaleza, inclusive padre Ambrósio Ferro e muitas pessoas de Natal. Relatam os cronistas que a uns cortaram os braços e as pernas, a outros degolaram, a outros arrancaram as orelhas ou arrancaram a língua antes de os matarem. Alguns cadáveres foram esquartejados: a Mateus Moreira arrancaram o coração pelas costas; antes de morrer ainda pôde gritar em alta voz: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”.

Esta é a versão dos fatos como se encontra no livro “O Valoroso Lucideno” de autoria de Frei Manuel Calado, publicado em Lisboa no ano de 1648. Frei Manuel escreveu na mesma época em que tudo ocorreu. Existe outra versão do episódio, idêntica à anterior e com mais detalhes. Encontra-se no livro “Os Holandeses no Brasil” de monsenhor Paulo Herôncio.

Um outro fato que merece menção é o martírio de padre Inácio Azevedo e seus companheiros. Ele foi a Portugal buscar reforços para a evangelização dos índios no Brasil. No dia 5 de junho de 1570, o sacerdote e 39 companheiros, na caravela mercante “São Tiago” partiram de volta para o solo brasileiro. A caravela foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, calvinista, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas. Esses foram friamente degolados; o número de mártires foi 40. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854. (Sgarbosa, 1978, p. 224) e a memória litúrgica deles é dia 17 de julho. 

Esses fatos formam uma triste “inquisição” desconhecida e que não é contada.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12561

domingo, 17 de novembro de 2013

Exorcismo e Oração de Libertação


Padre Duarte Lara
Foto: Fotos CN / Wesley Almeida
Vou contar a vocês uma coisa que meus pais fizeram e que mudou toda a minha vida. E aproveito também para deixar isso como um conselho aos pais. Sou o primeiro de cinco filhos que meus pais tiveram. Quando tinha um mês de vida, meus pais me entregaram como um presente a Nossa Senhora, diante de sua imagem. Você viu no que deu: hoje sou sacerdote. Glória a Deus por isso! Meus irmãos, o céu nos leva muito a sério!

O tema desta pregação é: “Exorcismo e Oração de Libertação”. Meus irmãos, o demônio treme diante da Palavra de Deus! O padre exorcista Gabriele Amorth, durante seu ministério, sempre rezava com este trecho do Evangelho de São Marcos 16,15-20 em latim. Acompanhe comigo:

“Então Jesus disse-lhes: 'Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade. Quem acreditar e for batizado, será salvo. Quem não acreditar, será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que acreditarem são estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem cobras ou beberem algum veneno, não sofrerão nenhum mal; quando colocarem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados.' Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e, por meio dos sinais que os acompanhavam, provava que o ensinamento deles era verdadeiro”.
Estes sinais, meus irmãos, não acompanham apenas os padres. Eles são para todos nós. Estes sinais acompanham todos aqueles que creem. É tão bonito ver que a Palavra de Deus não é apenas anunciada com belas palavras, mas também por meio de sinais, milagres e prodígios. Estes sinais são necessários. Todos nós ansiamos por ver o poder de Deus. Jesus é o “Deus salva”. Queremos experimentar em nossas vidas o poder salvífico do Senhor.

Jesus chamou doze apóstolos para estarem com Ele. Nossa vida de fé está fundamentada nisso, ou seja, na relação com Deus. Somos todos chamados ao discipulado. Depois, Jesus deu autoridade aos Seus discípulos. E eles puderam realizar estes sinais no nome do Senhor.

Quando o Senhor Jesus manifesta Seus sinais no meio do povo, os corações se abrem para a escuta da Palavra. Eu mesmo, que lhes falo nesta manhã, sou testemunha disso. Lembro-me de, quando ainda era um jovem sacerdote, Deus me usou para que aquelas pessoas fossem tocadas por Sua graça. Depois da bênção que dei em nome de Jesus, ao final daquela novena, sete pessoas foram curadas. No dia seguinte, quanta gente apareceu naquela novena! Pessoas vindas de tantos lugares distantes para serem curadas. E o que eu fazia? Anunciava a Palavra de Deus a elas, pois os corações se encontravam abertos e sedentos para acolher a Boa Nova.

Gente curada de câncer, casais que não conseguiam ter filhos... Quanta gente agraciada após receber a bênção de Jesus! Deus só precisa de instrumentos que estejam disponíveis para que Ele possa usar como um eficaz veículo da Sua graça.

Mas, diante disso, surge o seguinte questionamento: “Por que nem todos são imediatamente curados?” Nossa Senhora, em Fátima, deu um importante ensinamento aos Três Pastorinhos, que traziam os pedidos do povo até a Virgem Santíssima. Ela dizia: “Alguns serão curados ainda neste ano, mas nem todos, pois alguns precisam primeiro se arrepender dos seus pecados”.

"Se você estiver na graça de Deus, estará mais do que protegido contra o mal", afirma o padre Duarte Lara
Foto: Fotos CN / Wesley Almeida


O que a Mãe do Céu está nos ensinando com isso? Que é preciso cuidar primeiro da saúde da alma! Muitos buscam a cura do corpo, mas não cuidam do próprio interior. Ainda não se arrependeram, não procuraram o sacramento da reconciliação e penitência e não deram passos concretos de conversão.

Muitos são aqueles que se revoltam contra Deus porque ainda não tiveram suas súplicas ouvidas. Não, meus irmãos! Deus é Pai e sabe o que é melhor para nós. Existem graças que não receberemos se não as pedirmos ao Senhor. Mas também existem situações nas quais podemos oferecer nossos sofrimentos suportados pela conversão dos pecadores. Esta é, sem dúvida alguma, uma das formas mais poderosas de intercessão: oferecer o próprio sofrimento, a tribulação vivida, pela conversão das almas.

Portanto, não se revolte! Não deixe de louvar a Deus. Louve mesmo em meio às chamas e à provação que você hoje enfrenta.

O que é o exorcismo? Ele vem dos tempos antigos. Vemos nas Sagradas Escrituras que todos os batizados, nos primeiros tempos, eram exorcistas. Com o passar do tempo, a Igreja foi controlando esse ministério de exorcismo. E por quê? Porque o demônio é muito inteligente e esperto! Então, é preciso muita atenção e cuidado na realização desse ministério, para que se evitem abusos e exposições desnecessárias.

A Igreja nos ensina que o exorcismo é uma celebração litúrgica, na qual pedimos a libertação de alguém da ação do demônio. Existe também o chamado “grande exorcismo”, que só pode ser realizado por um padre exorcista com a autorização do bispo diocesano.

E no que consiste a oração de libertação? Ela é uma oração na qual você pede para ser liberto dos ataques do demônio. “Eu posso fazer essa oração, padre?”, você pode me perguntar agora. “Sim, sem dúvida!”, eu lhe respondo. Inclusive na oração do Pai-Nosso, Jesus nos ensina a pedirmos ao Pai: “Livrai-nos do mal”. Existem muitas orações de libertação. Devemos rezá-las pedindo a Deus que nos livre das ações do maligno.

O cuidado que devemos tomar é o de não ficar conversando com o demônio. Somente o exorcista deve fazê-lo. O inimigo sempre começa dizendo uma “verdade” a nosso respeito. É preciso tomar muito cuidado com isso, pois ele é o sedutor por excelência e acaba nos envolvendo em suas armadilhas e mentiras. Nos Evangelhos, Jesus sempre ordenava aos demônios que se calassem. O diabo não pode ser o nosso “catequista”! Ele é mentiroso e acaba nos ludibriando como fez com os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Conversemos com o Senhor! E peçamos sempre a Ele que nos livre do mal.

E quando não existe um padre exorcista onde você vive? O que fazer? Resposta: Santa Missa, sacramento da confissão, santo terço diário... É assim que vamos reagindo diante da ação do mal na nossa vida.

Se você está no pecado, meu irmão, o demônio consegue facilmente interferir na sua vida. Saia do pecado já! Se você estiver na graça de Deus, estará mais do que protegido contra o mal. Creia nisso!


Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2872&pre=8138&tit=Exorcismo+e+Ora%E7%E3o+de+Liberta%E7%E3o

sábado, 16 de novembro de 2013

DEZ DICAS PARA UM BOM NAMORO



1 – Só comece a namorar quando tiver a convicção de que quer um dia se casar. Sem um objetivo na vida tudo o que fazemos fica vazio, sem sentido.


2 – Antes de começar a namorar alguém o conheça bem através de uma boa amizade. É como um pré-namoro. Não seja afoito, não comece a namorar só porque o outro (a) tocou seu coração; conheça-o primeiro.


3 – Faça do seu namoro um tempo de conhecimento do outro e um meio do outro te conhecer. Não se ama a quem não se conhece. Então, cada um se revele ao outro com sinceridade.

4 – Não tenha medo de mostrar ao outro a sua realidade e a de sua família. Se ele ou ela não te aceitar como você é, e também sua família, com todas as qualidades e defeitos, é porque não te ama de verdade.

5 – Faça o outro crescer. Namoro é tempo de crescer a dois, pelo fermento do amor, da renúncia, do sacrifício pelo outro. Um relacionamento onde ambos não crescem humana e espiritualmente, por estarem juntos, é um relacionamento vazio e que deve acabar.

6 – Não deixem o egoísmo tomar conta do relacionamento, pois um casal egoísta é como duas bolas de bilhar que só se encontram para se chocarem e se separarem.

7 – Não faça do seu namoro uma vida de casados, com vida sexual e intimidades conjugais. Amanhã o namoro pode terminar e a marca ficará em você, sobretudo, mulher. Só tem sentido entregar-se a alguém que antes colocou uma aliança em sua mão esquerda e lhe jurou amor e fidelidade até o último dia de sua vida. Não desvalorize suas decisões, seu corpo e sua vida.

8 – Não prenda seu namorado (a) pelo sexo, não faça dele uma “arma” porque a “vítima” pode ser você. Quantas ganharam uma barriga antes da hora, sem ter um berço e um teto para seu filho! Ele merece mais que isso.

9 – Não tenha medo de terminar um namoro onde só existe briga e reclamação; não empurre o problema com a barriga. É melhor chorar uma separação hoje do que depois de casados.

10 – Não deixe Deus fora do seu namoro; pois foi Ele quem nos criou, foi Ele quem instituiu o casamento entre um homem e uma mulher, e será Ele quem os unirá para sempre. Deixe que a mão forte de Cristo esteja entre as suas mãos fracas.

Fonte: Prof. Felipe Aquino: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=386329558163788&set=a.151244855005594.32418.138129156317164&type=1&theater

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O século da espiritualidade sem Deus

Os homens não têm procurado servir a Deus, mas à sua própria vontade
"Antes morrer do que pecar" (São Domingos Sávio)
O primeiro mandamento do Decálogo pede ao homem que ame a Deus sobre todas as coisas.“Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Dt 6, 4-5). É tal a importância desta prescrição que Jesus reconhece nela, sem hesitar, “o maior e o primeiro mandamento” (Mt 22, 38).
Também Santo Agostinho teve diante de si a primazia do amor na vida cristã. Uma sentença célebre do santo latino diz: “Ama e faz o que quiseres”. Com isto, o doutor da graça não quer dizer que as obras, a prática das virtudes ou as orações não sejam importantes na caminhada quotidiana; ele lembra, ao contrário, que tantos atos de piedade e de fé se resumem no mandamento do amor - e que é justamente por causa dele que o católico teme a Deus e procura cumprir os outros mandamentos. “Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos” (1 Jo 5, 3).
Santo Afonso de Ligório explica que “desde que uma alma ama a Deus, levada por esse amor, evitará tudo o que desagrada e fará tudo o que satisfaz a esse amável Salvador”. De onde se conclui que todos os pecados e ingratidões que os homens têm cometido contra Deus decorrem da falta de amor para com Ele. Se os Seus filhos O amassem verdadeiramente, prefeririam morrer a pecar, como preferiu São Domingos Sávio. Se de fato amassem o Senhor, não se aborreceriam em permanecer minutos ou horas diante do Santíssimo Sacramento; ao contrário, empenhar-se-iam continuamente na oração, para falar cada vez mais com o objeto de seu amor. Se de fato amassem a Deus, sofreriam penas e mais penas sem desanimar, pois, nas palavras de Santo Afonso, “para um grande amor nada há que seja difícil demais”.
No entanto, ama-se a Deus? Infelizmente, não. Se por um lado o nosso século contempla, atônito, “a existência do ateísmo militante, operando em plano mundial” 01, por outro, vê crescerem de maneira escabrosa múltiplas filiais de espiritualidade sem Deus. Trata-se de um fenômeno espantoso, mas tristemente real. Os homens não têm procurado servir a Deus, mas à sua própria vontade. Desprezando o batismo que muitas vezes receberam em sua infância, descambam para outras religiões, procurando aquela que melhor se encaixe aos seus gostos ou caprichos.
E, se a comunidade pentecostal da esquina satisfaz por pouco tempo, não tem problema: segue-se ainda à procura de outras, mais brandas ou “tolerantes”. Procede-se com as coisas de Deus como com os bens terrenos: negociando, estabelecendo uma espécie de “barganha” espiritual. Não se procura a religião por causa de uma procura agostiniana da Verdade, mas por uma sede de satisfação pessoal, para resolver alguns problemas temporais e obter algumas consolações.
É claro que este não é um fato novo. São Lucas narra nos Atos o episódio de um certo Simão, “que exercia magia na cidade (...) e fazia-se passar por um grande personagem” (At 8, 9). Diante da pregação dos apóstolos, o mago, deslumbrado, “ofereceu-lhes dinheiro” (v. 18), para que também ele pudesse impor as mãos e fazer com que os fiéis recebessem o Espírito Santo. A resposta de São Pedro foi dura: “Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro!” (v. 20). Nos tempos apostólicos, indivíduos como Simão eram repreendidos severamente e instados ao arrependimento; hoje, tais “homens de negócios” exibem-se em redes de televisão sem nenhum pudor ou constrangimento.
“Maldito seja (...), se julgas poder comprar o dom de Deus” – são palavras do primeiro Papa. O dom de Deus é graça, não se compra. A salvação de nossa alma é graça, não se pode negociar. Para obtê-la, é preciso voltar ao primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas, amar-Lhe e conformar-se à Sua vontade - à vontade de Deus, e não à nossa. Afinal, como ensina Santo Afonso, “fazer a própria vontade e seguir sua inclinação não é servir a Deus”.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Rock Cristão"? Pode isso?

Salve Maria!

Já falamos por aqui diversas vezes sobre o Rock x Santidade... Hoje venho complementar, deixando aqui um estudo do Padre Bertrand Labouche...


"Basta um pouco de senso comum para compreender que o cristianismo e o rock são incompatíveis: o cristianismo é a religião da ordem, porque trabalha com a finalidade de restaurar todas as coisas em Nosso Senhor Jesus Cristo. O rock é uma música desordenada, pois a hierarquia dos elementos musicais (melodia – harmonia – ritmo) está invertida. É a revolução na música e a música da revolução. Um “rock cristão” é algo tão contraditório quanto um “sofisma arrazoado”. "


Clique na imagem para ampliar

Estudo completo aqui neste link:  http://musicaeadoracao.com.br/recursos/arquivos/diversos/bach_floyd.pdf

Fiquem com Deus!



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Papa frente ao aborto: "Nossa resposta é um sim decidido e sem hesitações à vida"

VATICANO, 20 Set. 13 / 02:58 pm (ACI).- O Papa Francisco reiterou nesta manhã a sua clara postura ante a "cultura do descartável" do aborto, que procura a eliminação dos seres humanos mais frágeis, e disse que "a nossa resposta a esta mentalidade é um ‘sim’ decidido e sem hesitações à vida" que é sempre sagrada e inviolável.
Segue na íntegra a tradução do discurso pronunciado em italiano nesta manhã pelo Pontífice ante os ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos. Este discurso se faz ainda mais importante logo depois da manipulação de alguns meios seculares da extensa entrevista feita ao Papa e publicada ontem, tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família.
Discurso do Papa Francisco:
"Peço-vos desculpa pelo atraso… Esta foi uma manhã um pouco complicada devido às audiências… Peço-vos desculpa.
1. A primeira reflexão que gostaria de partilhar com vocês é esta: nós assistimos hoje a uma situação paradoxal, que diz respeito à profissão médica. Por um lado constatamos – e agradecemos a Deus – os progressos da medicina, graças ao trabalho de cientistas que, com paixão e sem descanso, se dedicam à procura de novos tratamentos.? Entretanto, por outro lado, encontramos também o perigo de que o médico esqueça a própria identidade de servo da vida. A desorientação cultural tem afetado também aquilo que parecia um âmbito intocável: o vosso, a medicina! Mesmo estando por natureza a serviço da vida, as profissões de saúde são induzidas às vezes a não respeitar a própria vida.
Em vez disso, como nos recorda a Encíclica Caritas in veritate, "a abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento". Quando uma sociedade se encaminha para a negação e a supressão da vida, não encontra a motivação e a energia necessária para esforçar-se no serviço do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social para com o acolhimento de uma nova vida, também outras formas de acolhimento úteis à vida secam. O acolhimento da vida revigora as energias morais e capacita para a ajuda recíproca (n. 28).
A situação paradoxal está no fato de que, enquanto se atribuem à pessoa novos direitos, às vezes mesmo direitos presumidos, nem sempre se protege a vida como valor primário e direito primordial de cada homem. O fim último do agir médico permanece sendo sempre a defesa e a promoção da vida.
2. O segundo ponto: neste contexto contraditório, a Igreja faz apelo às consciências, às consciências de todos os profissionais e voluntários de saúde, de maneira particular de vocês ginecologistas, chamados a colaborar no nascimento de novas vidas humanas. A vossa é uma singular vocação e missão, que necessita de estudo, de consciência e de humanidade. Um tempo atrás, as mulheres que ajudavam no parto eram chamadas "comadre": é como uma mãe com a outra, com a verdadeira mãe. Também vocês são "comadres" e "compadres", também vocês.
Uma generalizada mentalidade do útil, a "cultura do descartável", que hoje escraviza os corações e as inteligências de tantos, tem um altíssimo custo: requer eliminar seres humanos, sobretudo se fisicamente ou socialmente mais frágeis. A nossa resposta a esta mentalidade é um "sim" decidido e sem hesitação à vida. ‘O primeiro direito de uma pessoa humana é a sua vida. Essa tem outros bens e alguns desses são mais preciosos: mas é aquele o bem fundamental, condição para todos os outros" (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre aborto provocado, 18 de novembro de 1974, 11).
As coisas têm um preço e podem ser vendidas, mas as pessoas têm uma dignidade, valem mais que as coisas e não têm preço. Tantas vezes, encontramo-nos em situações onde vemos que aquilo que custa menos é a vida. Por isto a atenção à vida humana em sua totalidade transformou-se nos últimos tempos em uma verdadeira prioridade do Magistério da Igreja, particularmente àquela majoritariamente indefesa, isso é, as pessoas com deficiência, doentes, o nascituro, a criança, o idoso, que é a vida mais indefesa.

No ser humano frágil cada um de nós é convidado a reconhecer a face do Senhor, que na sua carne humana experimentou a indiferença e a solidão à qual às vezes condenamos os mais pobres, seja nos Países em via de desenvolvimento, seja nas sociedades afluentes.
Toda criança não nascida, mas condenada injustamente a ser abortada, tem a face de Jesus Cristo, tem a face do Senhor, que mesmo antes de nascer, e depois apenas nascido experimentou a rejeição do mundo. E cada idoso, e – falei da criança: vamos aos idosos, outro ponto! E cada idoso, mesmo se enfermo ou no fim de seus dias, leva em si a face de Cristo. Não se pode descartar, como nos propõe a "cultura do descartável"! Não se pode descartar!
3. O terceiro aspecto é um mandato: sejam testemunhas e difusores desta "cultura da vida". O vosso ser católico comporta uma maior responsabilidade: antes de tudo para com vocês mesmos, para com o compromisso de coerência com a vocação cristã; e depois para com a cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana a dimensão transcendente, a marca da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante de sua concepção.
Este é um compromisso de nova evangelização que requer às vezes ir contracorrente, pagando pessoalmente. O Senhor conta também com vocês para difundir o "evangelho da vida".
Nesta perspectiva, as enfermarias dos hospitais de ginecologia são lugares privilegiados de testemunho e de evangelização, porque lá onde a Igreja se faz "veículo da presença de Deus" vivo, transforma ao mesmo tempo "instrumento de uma verdadeira humanização do homem e do mundo" (Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, 9).
Amadurecendo a consciência de que no centro da atividade médica e assistencial está a pessoa humana na condição de fragilidade, a estrutura de saúde transforma-se em "lugar no qual a relação de cuidado não é trabalho – a vossa relação de cuidado não é trabalho – mas missão; onde a caridade do Bom Samaritano é a primeira cátedra e a face do homem sofredor, a Face própria de Cristo" (Bento XVI, Discurso à Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma, 3 de maio de 2012).
Queridos amigos médicos, vocês são chamados a ocuparem-se da vida humana na sua fase inicial, recordem todos, com os fatos e com as palavras, que esta é sempre, em todas as suas fases e em toda idade, sagrada e é sempre de qualidade. E não por um discurso de fé – não, não, – mas de razão, por um discurso de ciência! Não existe uma vida mais sagrada que a outra, como não existe uma vida humana qualitativamente mais significativa que a outra. A credibilidade de um sistema de saúde não se mede somente pela eficiência, mas, sobretudo, pela atenção e amor para com as pessoas, cuja vida sempre é sagrada e inviolável.
Não deixem nunca de rezar ao Senhor e à Virgem Maria, para ter a força de cumprir bem o vosso trabalho e testemunhar com coragem – com coragem! Hoje é necessário coragem – testemunhar com coragem o "evangelho da vida"! Muito obrigado!".

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA EXPLICADA POR SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO | Parte 3 - Convinha ao Espírito Santo

PONTO TERCEIRO
Sendo-lhe Maria Esposa, convinha ao Espírito Santo preservá-la da mancha original
1.      À Esposa do Espírito Santo convinha uma formosura ilibada
Foi Maria a única que, no dizer do Pseudo-Agostinho, mereceu ser chamada Mãe e Esposa de Deus. Com efeito, assevera Eádmero, o Espírito Santo veio corporalmente a Maria, enriqueceu-a de graça sobre todas as criaturas e nela repousou, fazendo-a sua Esposa. Rainha do céu e da terra. Veio corporalmente a Maria, diz ele, quanto ao efeito; pois veio formar de seu corpo imaculado o imaculado corpo de Jesus. Assim lhe predisse o arcanjo: O Espírito Santo descerá sobre ti (Lc 1,35). Chama-se por isso Maria templo do Senhor, sacrário do Espírito Santo, porque por virtude dele se tornou Mãe do Verbo Encarnado, observa S. Tomás.

Suponhamos que um excelente pintor tivesse que desposar uma noiva, formosa ou feia, conforme os traços que lhe desse. Que diligência não empregaria, então, para torná-la a mais bela possível! Quem poderá, pois, dizer que outro tenha sido o modo de agir do Espírito Santo, relativamente a Maria? Podendo criar uma Esposa toda formosa, qual lhe convinha, tê-lo-ia deixado de fazer? Não; tal como lhe convinha a fez, como atesta o próprio Senhor, celebrando os louvores de Maria: És toda formosa, minha amiga, em ti não há mancha original (Ct 4,7).

Na asserção dos santos Idelfonso e Tomás essas palavras se entendem da Virgem, conforme refere Cornélio a Lápide. S.Bernardino de Sena e S. Lourenço Justiniano afirmam que se devem entender justamente da Imaculada Conceição de Maria. De onde a palavra de Raimundo Jordão: Virgem bendita, és formosíssima em todo sentido; em ti não há mancha alguma de qualquer pecado, leve ou grave ou original. Idêntico é o pensamento do Espírito Santo, chamando sua Esposa  de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12). O Pseudo-Jerônimo escreve: É Maria esse jardim fechado, essa fonte selada; jamais os inimigos nela entraram para ofendê-la, e sempre permaneceu ilesa, santa na alma e no corpo. Do mesmo modo saúda-a Egberto: És um jardim fechado no qual mãos de pecadores nunca penetraram para lhe roubar as flores.

2.      À Esposa do Espírito Santo convinha uma santidade sem par
Sabemos que, acima de todos os santos e anjos, o Divino Esposo amou a Maria, como acentua Suárez com S. Lourenço Justiniano e outros. Desde o princípio amou-a, exaltando-a em santidade sobre todas as criaturas, insinua Davi com as palavras: Seus alicerces estão sobre as montanhas santas; o Senhor ama as portas de Sião mais do que a todas as tendas de Jacó... e o mesmo Altíssimo a fundou (Sl 86,5). Tais expressões significam que Maria foi santa desde o momento de sua conceição. É o que parecem dizer ainda outras palavras do Espírito Santo, nos Provérbios: Muitas filhas ajuntaram riqezas; tu excedeste a todas (31,9). Se, pois, a todas excedeu em riquezas da graça. Possuiu também, por conseguinte, a justiça original, como a possuíram Adão e os anjos. De mais a mais, nos Cânticos nós lemos: Estão comigo um sem-número de virgens, mas uma só é a minha pomba, a minha perfeita (no hebraico: minha imaculada); ela é a única para sua mãe (6,7). Todas as almas justas são filhas da graça divina. No meio delas, porém, foi Maria a pomba sem fel, a perfeita sem mancha de origem, a única em graça concebida.

Achou-a por isso o anjo logo cheia de graça, mesmo antes de ser Mãe de Deus, e saudou-a nestes termos: Ave, cheia de graça! Sobre o texto diz o Pseudo-Jerônimo: Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. De modo que, observa S. Tomás, a graça santificou não só a alma, senão também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno. Tudo isso nos leva a reconhecer, com Pedro de Celes, que Maria desde sua conceição foi cumulada com as riquezas da graça pelo Espírito Santo. Daí a palavra e Nicolau, monge: O Espírito raptou para si a eleita de Deus e a escolhida entre todas. Quer assim exprimir o autor a rapidez com a qual o Espírito Santo se antecipou e desposou a Virgem, antes que Lúcifer a possuísse.

Ainda uma consideração para concluir deste discurso, no qual mais do que nos outros me tenho demorado. Motiva-o a circunstância de nossa pequena Congregação ter por principal protetora a Santíssima Virgem Maria, precisamente sob este título de Imaculada Conceição. Quero declarar concisamente quais os motivos me convenceram, e me parece que devem convencer a todos, da verdade desta sentença, tão pia e de tamanha glória para a Mãe de Deus.

(Santo Afonso Maria de Ligório - Glórias de Maria)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Que pecados me impedem de comungar sem confessar?

pecadoA Igreja nos ensina que não podemos Comungar em pecado mortal sem antes se Confessar. Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, odio, etc. é algo que nos deixa incomodados…
Veja o que diz o Catecismo sobre isso:
§1856 – O pecado mortal , atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:
“Quando a vontade se volta para uma coisa de per si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objeto, matéria para ser mortal… quer seja contra o amor de Deus, como a blasfêmia, o perjúrio etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como por exemplo palavra ociosa, riso supérfluo etc., tais pecados são veniais”(S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).
§1857 – Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: “É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (RP 17).
§1858 – A matéria grave é precisada pelos Dez mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassino é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estrangeiro.
§1859 – O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à Lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (Mc 3,5-6) não diminuem mais aumentam o caráter voluntário do pecado.
§1860 – A ignorância involuntária  pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.
§1861 – O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
§1862 – Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA EXPLICADA POR SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO | Parte 1 - Convinha ao Pai

Iremos postar trechos de uma das obras de Santo Afonso Maria de Ligório chamada “Glórias de Maria”. Postaremos especificamente a parte em que o santo faz uma bela explicação sobre a Imaculada Conceição da Virgem Maria. (Lembrando que a Imaculada Conceição da Virgem Maria é dogma da Igreja proclamado pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854)


***

Quanto convinha às três pessoas divinas preservar Maria da culpa original

Incalculável foi a ruína que o maldito pecado causou a Adão e a todo o gênero humano. Perdendo então miseravelmente a graça de Deus, com ela perdeu também todos os outros bens que no começo o enriqueciam. Sobre si e seus descendentes ao lado da cólera divina, atraiu uma multidão de males. Dessa comum desventura quis Deus, entretanto, eximir a Virgem bendita. Destinara-a para ser Mãe do segundo Adão, Jesus Cristo, o qual devia reparar o infortúnio causado pelo primeiro. Ora, vejamos quanto convinha às Três Pessoas preservar Maria da culpa primitiva. E isso por ser ela Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa de Deus Espírito Santo.
PONTO PRIMEIRO
Convinha ao Pai Eterno isentar da culpa original a Maria
1.É Maria a filha primogênita do Pai Eterno
Declara-o ela própria com as palavras do Eclesiástico: “Eu saí da boca do Altíssimo, a primogênita antes de todas as criaturas” (24,5)

Os sagrados intérpretes e os Santos Padres aplicam-lhe esse texto, e a própria Igreja dele se serve na festa da Imaculada Conceição.

Com efeito, é Maria a primogênita de Deus por ter sido predestinada juntamente com o Filho nos decretos divinos, antes de todas as criaturas. Assim o ensina a escola dos escotistas. Ou então é a primogênita, depois da previsão do pecado, como quer a escola dos Tomistas. São acordes, porém, uns e outros em chamá-la primogênita do Senhor. Sendo assim, era sumamente conveniente que Maria sequer um instante fosse escrava de L[ucifer, mas pertencesse sempre e unicamente a seu Criador.

Tal se deu em realidade, conforme as palaras da Virgem: “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos” (Pr 8,22). Com razão, pois, lhe dá Dionísio, Arcebispo de Alexandria, o título de única e exclusiva Filha da vida, diferente das outras mulheres, que , nascendo em pecado, são filhas da morte. Criá-la em graça bem convinha, portanto, ao Pai Eterno.

2.A missão de reparadora do mundo perdido e de medianeira entre Deus e os homens apresenta o segundo motivo para a preservação da Virgem Maria
Assim a chamam os Santos Padres, especialmente S. João Damasceno, que diz: Ó Virgem bendita, nascestes para servir à salvação de toda a terra. Por isso, na opinião de S. Bernardo, foi a arca de Noé uma figura de Maria. Naquela fora livres os homens do dilúvio, tal como por Maria somos salvos do naufrágio do pecado. Há somente a seguinte diferença: por meio de Maria foi todo o gênero humano libertado. Daí o chamar-lhe o Pseudo-Atanásio “nova Eva, mãe dos vivos”. Nova Eva porque a primeira foi mãe da morte, mas a Virgem Santíssima é a Mãe da vida. S. Teófilo, Bispo de Niceia, diz À Senhora a mesma saudação: Eu vos saúdo, porque tiraste o luto no qual Eva nos amortalhou. S. Basílio nela saída a reconciliadora dos homens com Deus; S. Efrém, a pacificadora do mundo universo.

Ora é inconveniente que o intermediário da paz seja inimigo do ofendido, ou, pior ainda, que seja cúplice do mesmo delito. Para aplacar um juiz,não se lhe pode mandar um seu inimigo, observa Gregório Magno. Este, em vez de o aplacar, miais o irritaria. Entretanto, Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como sua amiga toda imaculada. Mais um motivo reclamou que Deus preservasse Maria da culpa original.

3.Sua missão de vencedora da serpente infernal
Seduzindo esta a nossos primeiros pais, trouxera a morte a todos os homens. O Senhor por isso lhe predissera: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela (Gn 3,15). Ora, Maria devia ser a mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer. Não convinha certamente, então, que a princípio houvesse sido subjugada e escravizada por ele. Era, pelo contrário, mas razoável que permanecesse livre sempre de toda mácula e de toda sujeição ao inimigo. Esse espírito mau buscou sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas, louvado seja Deus! O Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pôde a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo como declara S. Agostinho, ou quem quer que seja o autor do Comércio do Gênesis.

Sobretudo um motivo levou o Eterno Pai a tornar ilesa do pecado de Adão a esta sua Filha. Ei-lo:

4.A eleição dessa Virgem para Mãe de seu Filho unigênito
Assim fala S. Bernardo à Senhora: Antes de toda criatura fostes destinada na mente de Deus para Mãe do Homem-Deus. Se não por outro motivo, pois ao menos pela honra de seu Filho que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda macha. Escreve S. Tomás: Devem ser santas e limpas todas as coisas destinadas para Deus. Por isso Dav, ao traçar o plano do templo de Jerusalém com a magnificência digna do Senhor, exclamou: Não se prepara a morada para algum homem, mas para Deus (1Cr 29,1). Ora, o soberano Criador havia destinado Maria para Mãe de seu próprio Filho. Não devia, então, lhe adornar a alma com todas as mais belas prendas, tornando-a digna habitação de um Deus? Afirma o Beato Dionísio Cartuxo: O divino artífice do universo queria preparar para seu Filho uma digna habitação, e por isso ornou a Maria com as mais encantadoras graças. Dessa verdade assegura-nos a própria Igreja. Na oração depois da Salve Rainha, atesta que Deus preparou o corpo e a alma da Santíssima Virgem, para serem na terra digna habitação de seu Unigênito.

Como é sabido, a primeira glória para os filhos é nascer de pais nobres. “A glória dos filhos (são) os seus pais” (Pr 17,6).

Por isso, na sociedade menos mortifica passar por pobre e pouco formado, do que ser tido por vil de nascença. Pos com sua indústria pode o pobre enriquecer, e o ignorânte fazer-se douto com seus estudos. Mas quem nasce vil, dificilmente pode nobilitar-se, ainda que o consiga, está exposto a ver quem lhe atirem em rosto a baixeza de sua origem. Deus, entretanto, podia dar a seu Filho uma Mãe nobilíssima e ilibada da culpa original. Como então admitir que lhe tenha dado uma manchada pelo pecado? Como dar a Lúcifer o ensejo de exprobrar ao Filho de Deus a vergonha de ter nascido de uma Mãe que outrora fora escrava sua e inimiga de deus? Não; o Senhor não lho permitiu. Proveu à honra de seu Filho, fazendo com que Maria fosse sempre imaculada. Assim a fez digna Mãe de tal Filho, como testemunha a Igreja Oriental.

Dom algum jamais concedido a alguma criatura, do qual não fosse enriquecida também a Virgem. É este um axioma comum entre os teólogos. Para confirmá-los eis as palavras de S. Bernardo: O que a poucos mortais foi concedido, não ficou sonegado À excelsa Virgem; nem sombra de dúvida pode haver nisso. S. Tomás de Vilanova assim depõe: Nenhuma graça foi concedida aos santos, sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude. Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância, segundo a célebre sentença de S. João Damasceno. Logo, à sua Mãe terá Deus conferido privilégios de graças, em todo sentido maiores de quantos outorgou a seus servos. Forçosamente assim teremos de concluir com S. Tomás. Isto suposto, pergunta S. Anselmo – o grande defensor da Imaculada Conceição: - Faltaria poder à Sabedoria divina para preparar a seu Folho uma morada pura e para preservá-la da mancha do gênero humano? Pois, continua o Santo, Deus, que pôde eximir os anjos de céu da ruínade tantos outros, não teria podido preservar a Mãe de seu Filho, a Rainha dos anjos, da queda comum aos homens? E acrescento eu: Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?


Ah! certamente que sim! Deus podia fazê-lo, e assim o fez. Diz, por isso, S. Anselmo: A Virgem, a quem Deus resolveu dar seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens, e que fosse a maior imaginável possível, abaixo de Deus. Por todos os motivos, era isso conveniente S. João Damasceno exprime o mesmo pensamento com mais clareza: “O Senhor a conservou tão pura no corpo e na alma, como realmente convinha àquela que iria conceber a Deus em seu seio. Pos santo como ele é, procura morar só entre os santos. Portanto, o Eterno Pai podia dizer a esta filha: Como o lírio entre os espinhos, és tu, minha amiga, entre as filhas (Ct 2,2): Pois, enquanto as outras foram manchadas pelo pecado, tu fostes sempre imaculada e cheia de graça.

Olavo de Carvalho: O PT foi feito para enganar Cristão | Karl Marx queria destronar Deus

Muito boa a explicação (eliminemos os palavrões rs)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sobre a problemática do Hábito Eclesiástico e os Seminaristas.





1- Existe confusão quando há desconhecimento.

O uso do hábito clerical é para clérigos. Entretanto, mesmo antes do Concílio vaticano II, a recepção de batina não se dava com a recepção da tonsura (que fazia do seminarista um clérigo). Sempre fora ritos diferentes. A batina era recebida, e usada, antes do candidato tornar-se clérigo. marcava sua entrada no Seminário. Sendo assim, por costume, em muitos seminários, mesmo depois do Concílio Vaticano II ( que não aboliu este costume, e tampouco o legislou), muitos seminaristas recebiam o hábito eclesiástico de uso diário. Acontece que houve da parte de muitos clérigos o desejo de não usar o hábito eclesiástico. Mesmo existindo uma lei atual sobre o assunto, não é pequeno o número de sacerdotes que passam adiante desta lei canônica sobre diversas justificativas. Isso já vem desde épocas remotas e o próprio Concílio de Trento já revogava tal pedido de certos clérigos. Há quem seja contra os erros do pensamentos da chamada Teologia da Libertação, mas a sua seiva habita nos que não veem necessidade do hábito, justificado de que o sacerdócio ministerial é equivalente ao sacerdócio comum dos fiéis, sendo assim o padre é apenas o que equivaleria a um líder de sindicato, um líder popular, um entre os demais. Ou ainda que Jesus se vestia como os demais. Um olhar atento aos Evangelhos mostrará o contrário. Os detratores do Concílio Vaticano II, mudaram a orientação da simplificação dos hábitos, ocorrida na legislação pós conciliar, para retirarem os mesmos por total.

2- É de direito a um seminarista diocesano usar hábito na legislação atual, isso seria um absurdo?

Não. Seria um absurdo fazer tal uso? Depende de quem são os formadores e qual o itinerário de formação que recebem os seminaristas. Há os que querem formar padres que não usem o hábito eclesiástico. Há os que querem que se use ocasionalmente. Há os que querem que se usem sempre, como legisla a lei canônica. O fato é que geralmente fazemos o que somos acostumados já a fazer. A virtude não vem de um dia para o outro, ela é a repetição dos atos bons. Geralmente, o seminarista de hoje é o sacerdote de amanhã. Se rezava todo o Ofício Divino como seminarista, o fará como padre, se guardava o celibato como seminarista, o guardará como padre, se sabia vestir-se como seminarista, o fará como padre, se tinha o costume de Missa diária como seminarista, o terá como padre. Embora exista exceções. Neste sentido é muito oportuno que seminaristas usem veste eclesiástica. O que ocorre é que em meio a um clero que não usa nada, o seminarista que usa algo, aparece como soberbo. Se os seminaristas vivem de modo diferente, estudam de modo diferente, moram em um lugar diferente, não devem se vestir iguais a todos. Em muitos seminários, mesmo quando não se usa como veste diária a batina ou o clerygman, muitos formadores recomendam a se vestirem moderadamente. O problema é que não há orientação oficial quanto a isso, o que gera impérios de vontade.

3- Um testemunho.

Em tempos passados aqui na Arquidiocese, um sacerdote em uma reunião do clero, foi reclamar com o então Arcebispo, o Cardeal Dom Eugenio Sales de que os seminaristas estavam usando batina demais. Ao que o Cardeal respondeu: "Pelo menos eles usam."

4- Sobre a veste do cerimoniário.

Observe-se que existem vestes restritas à cerimônias, mesmo para os padres. Um sacerdote não anda habitualmente de estola e sobrepeliz. É um conjunto para veste de culto, não sendo um hábito de uso diário em si. A batina usada por leigos (homens, pois não teria sentido uma mulher fazer uso de veste masculina), é de uso restrito a liturgia. Logo, um seminarista não poderia usa-la? Este não era o costume da Igreja. O homem leigo que veste batina está no culto para ajudar o culto, não está na preparação para ser sacerdote, não vive em um seminário. Porém, o uso da batina por um leigo em um culto, pode ser um sinal vocacional. Por isso, a Igreja sempre viu nos coroinhas, uma escola vocacional, e até hoje enfatiza a ênfase que deve ser dada aos meninos, mesmo que meninas possam ser admitidas no serviço do altar. É no altar que um jovem descobre e redescobre sua vocação sacerdotal, pois o sacerdote vive do altar e para o altar, pois a Igreja vive da Eucaristia e para a Eucaristia.

5- Há quem ache que usamos muitas roupas.

Mas geralmente não se faz este mesmo comentários para os soldados do exército, para os que trabalham em agências bancárias, para os médicos em hospitais, para os pastores evangélicos. Usam, por vezes, muito mais vestes do que nós sacerdotes. Se para cumprirem suas funções com zelo, tantas pessoas se revestem de sinais, de gestos, quanto mais nós homens do sagrado , que agimos na Pessoa de Cristo.
Quando eu vou ao médico quero vê-lo como médico. Quando estou na rua e procuro um policial, desejo que o mesmo esteja como policial. Estas vestes sinalizam quem são e o que fazem. Quando vou a Igreja não quero ver um gogoboy ou um modelo fotográfico, mas sim um sinal de sacralidade. Mas o que importa é o coração, argumentarão alguns. Se tal simplesmente fosse usaríamos na Igreja trajes de banho. Urge uma reeducação do uso das vestes na Igreja, seja para não cair no "externalismo" da vaidade, seja para não cair na dessacralização.

6- Conselho aos seminaristas.

Aos seminaristas aconselho sempre que obedeçam seus formadores e guardem sempre o desejo de fidelidade a Igreja. Quem não obedece o formador hoje, não obedecerá a legislação canônica amanhã. Se não podem usar hábito, vivam como se trajassem hábitos. Tenham "hábitos" do hábito e a legislação canônica os protegerá depois da ordenação para livremente usarem as vestes da Igreja e enfrentarem o martírio do testemunho. Como costumo dizer: "Batina não se veste, se vive."

Pe João Jefferson Chagas

https://www.facebook.com/pejoaojefferson.chagas/posts/479281075501533