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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ex-muçulmano afirma: “O Alcorão diz que Jesus Cristo está vivo”

conversao

Mario Joseph era imã aos 18 anos e, ao converter-se ao cristianismo, sofreu até uma tentativa de assassinato do seu pai. Hoje, ele é pregador católico na Índia. É um caso único no mundo. É o clérigomuçulmano mais jovem que abraçou o cristianismo, o que lhe supôs uma sentença de morte.
No cemitério da sua cidade natal, na Índia, há uma lápide com seu nome, em cima de um túmulo que tem uma escultura de barro do seu tamanho. Seu pai lhe disse: “Se você quiser ser cristão, terei de matá-lo”.
Mas este homem ainda está vivo e Lartaún de Azumendi o entrevistou:
Mario Joseph, você tinha 18 anos e era um clérigo muçulmano. Como aconteceu esta mudança?
Eu era o terceiro de 6 irmãos e, aos 8 anos, meu pai me enviou a uma escola corânica para que eu me tornasse um imã. Depois de 10 anos de estudo, aos 18 anos, então, eu me tornei imã. Um dia, eu estava pregando na mesquita que Jesus Cristo não era Deus e então uma pessoa do público me disse para não dizer isso; e me perguntou quem era Jesus Cristo.
Como eu não tinha uma resposta para dar, comecei a ler todo o Alcorão e lá descobri que o capítulo 3 fala deJesus, que muitas vezes é chamado de Jesus Cristo; e, no capítulo 9, fala-se de Maria.
Maria é o único nome de mulher que aparece no Alcorão; de Jesus, diz-se que Ele é a Palavra de Deus.
A região em que você morava na Índia era muçulmana?
Sim, é de maioria muçulmana e hindu; praticamente não há cristãos.
A partir dessa dúvida que você teve enquanto estava pregando, como começou o processo de conversão?
O Alcorão diz que Maomé está morto, mas que Jesus Cristo ainda está vivo. Então, quando eu li isso, me perguntei: quem devo aceitar: o que está morto ou o que está vivo?
Perguntei a Alá sobre quem eu deveria aceitar e comecei a orar para que me ajudasse nesta questão. Quando comecei a orar, abri o Alcorão e li, no capítulo 10, versículo 94, que os que tinham uma dúvida assim, deveriam ler a Bíblia. Por isso, decidi começar a ler e estudar a Bíblia. Então, percebi quem é o Deus verdadeiro e, partir disso, abracei o cristianismo.
Você conta isso de maneira natural, mesmo sabendo a situação pela qual poderia passar. Como sua comunidade reagiu?
Quando eu me converti, fui a um centro de retiros e minha família começou a me procurar. E me encontraram lá. Meu pai me espancou e me levou para casa. Quando chegamos, ele me trancou em um quarto, amarrou minhas mãos e meus pés, deixou-me nu, colocou pimenta nos meus olhos, boca e nariz, e me deixou lá, assim, sem comida, durante 28 dias. Passado este tempo, meu pai voltou e me pegou pelo pescoço, para ver se estava vivo.
Abri os olhos e vi que ele tinha uma faca na mão. Ele me perguntou se eu tinha aceitado Jesus e disse que me mataria se eu o aceitasse. Eu sabia que o meu pai ia me matar, porque ele é um muçulmano muito duro, eu tinha certeza. Mas respondi que aceitava Jesus Cristo; naquele momento, senti uma luz muito forte na minha mente, que me deu forças para gritar: “Jesus!”.
Naquela hora, meu pai caiu e acabou machucando seu peito com a faca; foi um grande corte, que sangrava muito; saía espuma pela boca dele. Nesse momento, minha família, assustada, o socorreu e o levou ao hospital, mas se esqueceu de trancar a porta. Eu pude sair e pegar um táxi, para ir ao centro de retiros de onde tinham me tirado, e fiquei lá, escondido.
É incrível que você tenha tido força física para sair de saca e ir ao centro de acolhimento católico…
Eu estava magro e muito fraco, mas aquela luz me deu forças e uma saúde que eu não sabia de onde vinha. No entanto, sofro até hoje as consequências desse castigo, porque tenho uma úlcera no estômago e úlceras na boca.
Faz quanto tempo que isso aconteceu?
Faz 18 anos. E o sofrimento ainda me acompanha. O Alcorão diz, em mais de 18 lugares, que quem rejeita oAlcorão deve ser eliminado.
Você nunca mais voltou a ver o seu pai?
Nunca mais voltei à minha cidade. Nunca mais pisei minha terra. Não só isso; eu estou enterrado lá, porque meus pais fizeram um túmulo para mim, com uma lápide que tem o meu nome e o dia do meu nascimento.

domingo, 17 de novembro de 2013

Exorcismo e Oração de Libertação


Padre Duarte Lara
Foto: Fotos CN / Wesley Almeida
Vou contar a vocês uma coisa que meus pais fizeram e que mudou toda a minha vida. E aproveito também para deixar isso como um conselho aos pais. Sou o primeiro de cinco filhos que meus pais tiveram. Quando tinha um mês de vida, meus pais me entregaram como um presente a Nossa Senhora, diante de sua imagem. Você viu no que deu: hoje sou sacerdote. Glória a Deus por isso! Meus irmãos, o céu nos leva muito a sério!

O tema desta pregação é: “Exorcismo e Oração de Libertação”. Meus irmãos, o demônio treme diante da Palavra de Deus! O padre exorcista Gabriele Amorth, durante seu ministério, sempre rezava com este trecho do Evangelho de São Marcos 16,15-20 em latim. Acompanhe comigo:

“Então Jesus disse-lhes: 'Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade. Quem acreditar e for batizado, será salvo. Quem não acreditar, será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que acreditarem são estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem cobras ou beberem algum veneno, não sofrerão nenhum mal; quando colocarem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados.' Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e, por meio dos sinais que os acompanhavam, provava que o ensinamento deles era verdadeiro”.
Estes sinais, meus irmãos, não acompanham apenas os padres. Eles são para todos nós. Estes sinais acompanham todos aqueles que creem. É tão bonito ver que a Palavra de Deus não é apenas anunciada com belas palavras, mas também por meio de sinais, milagres e prodígios. Estes sinais são necessários. Todos nós ansiamos por ver o poder de Deus. Jesus é o “Deus salva”. Queremos experimentar em nossas vidas o poder salvífico do Senhor.

Jesus chamou doze apóstolos para estarem com Ele. Nossa vida de fé está fundamentada nisso, ou seja, na relação com Deus. Somos todos chamados ao discipulado. Depois, Jesus deu autoridade aos Seus discípulos. E eles puderam realizar estes sinais no nome do Senhor.

Quando o Senhor Jesus manifesta Seus sinais no meio do povo, os corações se abrem para a escuta da Palavra. Eu mesmo, que lhes falo nesta manhã, sou testemunha disso. Lembro-me de, quando ainda era um jovem sacerdote, Deus me usou para que aquelas pessoas fossem tocadas por Sua graça. Depois da bênção que dei em nome de Jesus, ao final daquela novena, sete pessoas foram curadas. No dia seguinte, quanta gente apareceu naquela novena! Pessoas vindas de tantos lugares distantes para serem curadas. E o que eu fazia? Anunciava a Palavra de Deus a elas, pois os corações se encontravam abertos e sedentos para acolher a Boa Nova.

Gente curada de câncer, casais que não conseguiam ter filhos... Quanta gente agraciada após receber a bênção de Jesus! Deus só precisa de instrumentos que estejam disponíveis para que Ele possa usar como um eficaz veículo da Sua graça.

Mas, diante disso, surge o seguinte questionamento: “Por que nem todos são imediatamente curados?” Nossa Senhora, em Fátima, deu um importante ensinamento aos Três Pastorinhos, que traziam os pedidos do povo até a Virgem Santíssima. Ela dizia: “Alguns serão curados ainda neste ano, mas nem todos, pois alguns precisam primeiro se arrepender dos seus pecados”.

"Se você estiver na graça de Deus, estará mais do que protegido contra o mal", afirma o padre Duarte Lara
Foto: Fotos CN / Wesley Almeida


O que a Mãe do Céu está nos ensinando com isso? Que é preciso cuidar primeiro da saúde da alma! Muitos buscam a cura do corpo, mas não cuidam do próprio interior. Ainda não se arrependeram, não procuraram o sacramento da reconciliação e penitência e não deram passos concretos de conversão.

Muitos são aqueles que se revoltam contra Deus porque ainda não tiveram suas súplicas ouvidas. Não, meus irmãos! Deus é Pai e sabe o que é melhor para nós. Existem graças que não receberemos se não as pedirmos ao Senhor. Mas também existem situações nas quais podemos oferecer nossos sofrimentos suportados pela conversão dos pecadores. Esta é, sem dúvida alguma, uma das formas mais poderosas de intercessão: oferecer o próprio sofrimento, a tribulação vivida, pela conversão das almas.

Portanto, não se revolte! Não deixe de louvar a Deus. Louve mesmo em meio às chamas e à provação que você hoje enfrenta.

O que é o exorcismo? Ele vem dos tempos antigos. Vemos nas Sagradas Escrituras que todos os batizados, nos primeiros tempos, eram exorcistas. Com o passar do tempo, a Igreja foi controlando esse ministério de exorcismo. E por quê? Porque o demônio é muito inteligente e esperto! Então, é preciso muita atenção e cuidado na realização desse ministério, para que se evitem abusos e exposições desnecessárias.

A Igreja nos ensina que o exorcismo é uma celebração litúrgica, na qual pedimos a libertação de alguém da ação do demônio. Existe também o chamado “grande exorcismo”, que só pode ser realizado por um padre exorcista com a autorização do bispo diocesano.

E no que consiste a oração de libertação? Ela é uma oração na qual você pede para ser liberto dos ataques do demônio. “Eu posso fazer essa oração, padre?”, você pode me perguntar agora. “Sim, sem dúvida!”, eu lhe respondo. Inclusive na oração do Pai-Nosso, Jesus nos ensina a pedirmos ao Pai: “Livrai-nos do mal”. Existem muitas orações de libertação. Devemos rezá-las pedindo a Deus que nos livre das ações do maligno.

O cuidado que devemos tomar é o de não ficar conversando com o demônio. Somente o exorcista deve fazê-lo. O inimigo sempre começa dizendo uma “verdade” a nosso respeito. É preciso tomar muito cuidado com isso, pois ele é o sedutor por excelência e acaba nos envolvendo em suas armadilhas e mentiras. Nos Evangelhos, Jesus sempre ordenava aos demônios que se calassem. O diabo não pode ser o nosso “catequista”! Ele é mentiroso e acaba nos ludibriando como fez com os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Conversemos com o Senhor! E peçamos sempre a Ele que nos livre do mal.

E quando não existe um padre exorcista onde você vive? O que fazer? Resposta: Santa Missa, sacramento da confissão, santo terço diário... É assim que vamos reagindo diante da ação do mal na nossa vida.

Se você está no pecado, meu irmão, o demônio consegue facilmente interferir na sua vida. Saia do pecado já! Se você estiver na graça de Deus, estará mais do que protegido contra o mal. Creia nisso!


Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2872&pre=8138&tit=Exorcismo+e+Ora%E7%E3o+de+Liberta%E7%E3o

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Eu era católica e Deus me converteu"

Salve Maria!
No mês de setembro completei meu primeiro ano de conversão. Se eu era ateia, protestante ou budista? Definitivamente não, talvez fosse o tipo mais difícil de converter: eu era católica. Fiz uma experiência muito forte do amor de Deus. Quero contar o que me aconteceu e especialmente destacar o papel do Padre Paulo Ricardo em tudo isso.
Em 2012, fui morar no Rio de Janeiro: o emprego dos sonhos, lá teria a minha casa, muitos ideais na cabeça, coração batendo forte e desejoso de aventuras e novas histórias... Quando lá cheguei foi tudo BEM diferente. O dono do escritório começou a rivalizar pesado comigo e me demitiu exatamente um mês depois, sem conseguir apontar meio motivo razoável. Ao mesmo tempo meu namoradinho carioca, lindo, inteligente, que tocava violão erudito pra mim em noites de lua cheia com vista para o Pão de Açúcar também resolveu me chutar.
De alegrias tropicais minha vida passou a um inferno dos mais dantescos. Fui para casa, comprei os acessórios, enchi a despensa, posicionei as plantas... Aquela cena que se ensaia mil vezes desde a infância, mas eu pensava que teria um gosto diferente, que estaria em segurança, tudo daria certo e eu seria feliz. Mas o gosto era TÃO AMARGO... Não se parecia em nada com a doçura que essas ideias românticas de felicidade prometem.
Então, o vazio tomou conta de mim de forma avassaladora.
Meu coração ardia de vontade de me confessar. Procurei o pároco da linda Igreja de São José, o Revmo. Padre André, sacerdote jovem que tinha acabado de voltar dos estudos em Roma. Sentei-me no banco, nem o conhecia, e comecei a contar meus pecados de estimação. Só que dessa vez, irritada por tantas coisas impalatáveis e que eu já não entendia, disse ao Padre num surto de sinceridade que eu não me arrependia porque "eu não concordava". O Padre calmamente me disse: "Minha filha, então eu não posso te absolver. Sem o arrependimento sincero e o compromisso de não buscar mais esses caminhos de nada vale a confissão. Quer um conselho? Pare de sofrer. Saia da Igreja já que ela não te satisfaz, mas não selecione apenas as partes que te agradam e ainda diga que é católica. Não existe isso de não concordar e fazer o que se quer, seja honesta e saia. Outra opção é você buscar a respostas de suas dúvidas no Catecismo e obedecer ao Papa. Desta forma você vai ser de fato uma católica. Como está você não o é". Eu fiquei atônita. NUNCA tinha ouvido UM Padre sequer dizer aquilo. Ele disse mais outras coisas específicas pra cada pecado que eu havia cometido e especialmente para aqueles dos quais que eu não me arrependia.
Foi TÃO CLARO que não teve jeito de eu defender minhas ideias, era óbvio que eu havia construído um muro de retórica pra me defender e legitimar minhas más escolhas e vícios.Até aquele ponto havia vivido como a maioria, de um jeito muito simplista: se eu extinguisse a culpa, o erro não seria meu. De um jeito que eu não sei explicar eu disse ao Padre que eu me arrependia. E eu disse isso com toda a minha alma e entendimento. Recebi ali uma cura incrível que jamais vou conseguir explicar. Passei a amar o Papa com TODAS AS MINHAS FORÇAS e fiquei muito curiosa em relação ao Catecismo e aos Evangelhos, parecia que havia passado muito tempo exilada, sentia saudade da Vida porque estando tão distante de Deus eu tinha me afastado de mim mesma e esquartejado corpo, alma e espírito em pequenas e indecifráveis partes que não faziam sentido por elas mesmas ou em conjunto. Eu tinha desenvolvido um soberbo exoesqueleto de pretensa "razão" e por ele me sustentava. Meu corpo físico e místico estava em frangalhos dentro daquela dura casca de superficialidade.
Depois disso voltei aos Sacramentos, às Missas Dominicais, à Adoração... Mas, quase não conseguia levantar da cama, fiquei doente e sem forças por muitas semanas. Eu só me levantava pra comprar comida às vezes e pra ir até a Igreja. Levantar um braço doía muito. Eu não quis contar pra minha família ou amigos o que tinha acontecido. Sentia uma mistura de choque, medo, raiva, tristeza, indignação, revolta, pânico, culpa, vergonha...
Tive anorexia. Anemia. Problemas estomacais. Infecções alimentares. Dores fortes no corpo todo. Depois de uns dois meses consegui sair de casa pra fazer esportes. E adquiri o hábito de caminhar na Lagoa rezando o Rosário. As pessoas olhavam curiosas achando engraçado uma moça com visual moderninho de roupa de ginástica caminhando com o Terço nas mãos. Eu queria lembrar as pessoas de que sempre há tempo para o Rosário. Não existe desculpa.
Então passei a participar do dia-a-dia da Igreja e fiz novos amigos, já que os primeiros, do escritório, jamais me ligaram nem pra saber se eu estava viva ou precisando de alguma coisa. E o tal namoradinho ainda fez questão de me esfregar outra garota na cara o mais que pôde. De que tinha valido tanta lua cheia, violão e romance? Nem respeito por mim ele conseguia ter! Naquela solidão radical eu fiquei pensando no que eu tinha por valores, quanto tempo eu gastava dando satisfações às outras pessoas, por que eu superestimava ser a "fofa, querida, gracinha" na boca dos outros e de que isso me valia no final das contas... Qual era o sentido da minha vida, afinal? Meu dinheiro estava no limite. Às vezes eu tinha de racionar pão. Tudo estava muito estranho... Tudo em que eu acreditava tinha se transformado em fumaça. Nenhuma das minhas velhas teorias poderia explicar ou me socorrer naquela nova situação.
Mas eu fiquei doente por mais muito tempo, sempre alternando "estiagens" e vontade de fazer as coisas. Nessas minhas temporadas na cama eu buscava coisas pra ver, pra me encorajar... Já que eu não queria conversar com as pessoas e ter de explicar o que nem eu mesma compreendia. Foi numa dessas, naqueles vídeos relacionados que eu achei o Padre Paulo Ricardo. Vi um vídeo, gostei, mesmo que ele me parecesse "duro demais" e até mesmo fanático. Mas existia algo diferente naquele Padre: ele tinha AUTORIDADE. Digo isso não somente pelo incrível domínio teórico e por citar as fontes e documentos oficiais com precisão, mas era outro tipo de autoridade, aquilo só poderia ter sido dado pelo próprio Deus. Eu entendi isso com a alma, mais que apenas com a razão, por isso ele me convenceu. Em pouco tempo via playlists inteiras e aquela musiquinha inicial já me aquecia o coração. Sou muito grata a Deus também por ter enviado o Padre Paulo para ajudar a mim e a muitos como eu. Nós só amamos verdadeiramente aquilo que conhecemos, então este Padre tem o carisma de alimentar nossa fé através do conhecimento. Muita gente se prende apenas ao plano teórico e continua a ser um descrente com muitas informações. Discutem, se posicionam, mas não amam ou vivem aquilo de que falam. É importante usar o conhecimento como uma poderosa ferramenta vivificadora da fé. Às vezes é preciso ver uma foto para entendermos uma determinada situação, o Padre Paulo nos revela através de "imagens teóricas" aquilo que vemos com pouca definição. Hoje rezo com mais fé porque entendo que isso tem real importância e valor, mesmo com meus limites. Também sinto mais paz e segurança porque esse conhecimento otimizou meu tempo de oração: entendo o que devo temer e o que não, isso muda muito o foco.
Passei cinco meses sem trabalho, e finalmente voltei pra minha casa. Vivi um tipo de retiro espiritual onde eu menos poderia imaginar... Voltei outra, menos ruidosa, mais obediente, estudiosa, centrada, de olho nas necessidades alheias e sobretudo FELIZ! Eu entendi que o Amor é a origem da própria vida, ou seja, é a alma do próprio Deus. O amor humano é sua imagem e semelhança. Felicidade é uma escolha definitiva pelo Amor. E a alegria é a consequência de tudo isso!
Hoje eu consigo trabalhar melhor que antes, viver minha vida e sonhos com a certeza de que Deus sonha e realiza tudo comigo. Ajudo e amparo muitas pessoas com essas coisas que aprendi estudando, sofrendo e rezando. Aprendi o valor da penitência, intercessão, fé e, sobretudo, da obediência.
Pra ser livre é preciso ter regras. Se não as tem você é escravo dos seus sentidos e ignorância. A santa obediência ensina muito aos que buscam a humildade e a ela se submetem. Vejo que muitos dos meus amigos inteligentíssimos não compreendem a Deus porque seus ricos vasos estão sempre cheios, e dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Deus espera que nos esvaziemos de nós mesmos pra poder entrar. Ele não nos invadiria nem para nos salvar. Este é o verdadeiro sentido da liberdade que Ele nos deu.
Uma profunda fé em Deus coloca TUDO em justa perspectiva. Depois que o centro se alinha as coisas tomam seus devidos lugares e proporções.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo

Arno Alcântara Jr./Divulgação / Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes

29/10/2011 | 00:36

Paulo Briguet
Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.
Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.
Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.

JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou? 
Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.
Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.
Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.
Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.
JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?
Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.
Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciada pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.
JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja? 
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.
O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo. O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.
JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.
JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?
Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Testemunho de conversão de uma Bruxa à fé católica: chave foi o “Rondador Noturno” e o RPG.


Pablo Ginés/ReL
Foi bruxa por quinze anos, mas as novelas de terror e um super-herói católico a levaram à Igreja
Tudo começou com um livro da seção de Astrologia e terminou com um jogo de RPG: o personagem de Rondador Noturno lhe deu a chave.
Libby Edwards é uma mulher que nasceu no Halloween e foi, desde os 20 aos 35 anos, neo-pagã e bruxa. Realizava rituais, organizava eventos pagãos e praticava talentos “ocultos” (no sentido de sobre-naturais): “Eu parecia ter um dom particular para a adivinhação e o trato com os mortos, e aprendi a curar e a maldizer, mesmo que decididamente tinha mais êxito com o segundo que com o primeiro”.
Como chegou a isso? Pelos livros. E como saiu dali? Pelas novelas, os quadrinhos, os jogos de RPG e a graça de Deus, “que veio para buscar-me onde eu estava”.
Uma jovem sem igreja
Libby nasceu nos Estados Unidos em uma família de cultura protestante. Quando a família se mudou para Carolina do Norte, tendo ela 8 anos, adotou o mormonismo, devido à calorosa acolhida de uma comunidade mórmon do lugar. Mas com o passar do tempo, quando ela já era estudante, sua família não era praticante. “Eu era a típica adolescente sem igreja, mais interessada em gostar de pessoas do que em cultivar uma relação com Deus”, recorda.
Tinha amigos cristãos e durante um tempo saiu com um noivo protestante, da ‘Church of God’. Ela evidenciava um certo interesse pelo espiritual e algumas vezes ia às igrejas de seus amigos se a convidavam.
Com o catolicismo tinha então só dois laços: as novelas e películas de terror, como ‘O Exorcista’, e uma família de conhecidos, bastante tíbios mas que a fascinavam igualmente, porque “tinham uma gaveta cheia de rosários que nunca rezavam”.
“Nunca havia visto um rosário na vida real e o fato de que tivessem toda uma coleção e nem sequer o usassem me parecia sem sentido. Eu não sabia o que significava rezar o rosário, mas sabia que era algo especial”, explica.
“Eu podia ser bruxa de verdade”
No verão que completou 20 anos, Libby estava buscando novelas de fantasia ou ficção científica na livraria. Não encontrou nada interessante mas justamente ao lado dessa seção estava a de Nova Era e Astrologia, “onde um livro de bruxaria cativou minha atenção. A capa era idiota, o título mais ainda, mas para uma garota impressionável de 20 anos com um amor pelas coisas obscuras e misteriosas e uma ânsia profunda por qualquer coisa espiritual, as promessas da capa do livro despertavam um acorde que ressoava com intensidade. A bruxaria não era só um conto de fadas! Tampouco era adorar o demônio. Só tinha que comprar esse livro e também eu poderia ser uma bruxa de verdade”.
Comprou e o leu fascinada. Estudou suas lições. Começou a conversar com outras pessoas “de minha nova fé recém encontrada”. Não passou muito antes que seu guarda-roupa tivesse uma só cor: o negro. Comprou numerosos pentagramas de prata. Criou um círculo de amizades neo-pagãs. “Encontrei mestres com experiência do mundo real para que me ajudassem e lia sem cessar qualquer coisa relacionada com a Arte ["the Craft", a arte da magia] que caísse em minhas mãos”.
“Pratiquei a bruxaria neo-pagã durante 15 anos. Como ativa solitária e também como membro de um ‘coven’ [grupo ou comunidade de bruxos que se reunem e fazem rituais juntos]. Organizei eventos pagãos e tinha uma extensa rede online”, enumera Libby.
Maldição é mais fácil que cura
Talvez por seu nascimento no Halloween, parecia ter mais facilidade para o “trato com os mortos” e a adivinhação. E comprovou que a magia de maldição se dava melhor que a de cura. “Não creio que isto fosse uma coincidência. Uma das grandes frases neo-pagãs e um argumento que usam os bruxos para defender sua fé é que se centra, supostamente, na magia positiva, mas tem pouca base na realidade. Dizer ´não danes a ninguém, faça como quiser´, rapidamente se descarta pelo bruxo que não pode impedir, nem pode curar!”.
Libby se dava conta que a permissividade moral do neo-paganismo era radical. “É uma espécie de hedonismo rodeado de fé”, disse. Decidiu livrar-se de seus restos de cultura cristã, buscar uma“liberdade” que violasse os pontos morais de origem cristã que ainda tinha. “Agora praticar a magia era o menor de meus problemas, havia adotado uma visão do mundo que me fazia caminhar sobre uma corda frouxa espiritual sem rede de segurança”, explica.
Envolvida em seus rituais e focada no hedonismo, Libby não se deu conta de que Deus ia tecer sua rede “buscando-me de forma surpreendente”.
Quando vem o mal real a quem chamas?
Ela seguia lendo novelas de terror e desfrutava dos filmes de medo. “Eu me dei conta de que quando um mal real ameaça estas histórias, ninguém chama o pastor protestante local nem ao mabo vudú nem a sacerdotisa pagã, na qual estamos. Chamam a Igreja católica”, afirma.
Una vez disse a um amigo que “se algo maligno se manifestasse em minha casa, chamaria um padre católico local antes de uma sacerdotisa wicca”. Disse meio em gozação. Mas não de tudo. “Havia um poder e autoridade na Igreja católica que reconhecia inconscientemente inclusive naquela época”.
O ‘Rondador Noturno’ esteve uma temporada estudando para ser seminarista, já com ‘clergyman’ e tudo, mas não continuou porque não lhe deixavam ser super-herói, que era sua verdadeira vocação… Também desfrutava lendo quadrinhos. “Meu super-herói preferido era um mutante azul, com cola e dependente, pirata com espada, dos X-Men. Seu nome é Rondador Noturno, e era católico devoto, talvez o único católico devoto que protagoniza quadrinhos. Era algo novo em minha experiência até então: um católico enamorado de Deus e feliz por isso”, explica.
Estudar para o jogo de RPG
Sua outra afeição era o jogo de RPG. Jogava o RPG de super-heróis Marvel e só fazia interpretar o seu personagem preferido, Rondador Noturno. Como muitos jogadores de RPG, que são um tipo de pessoas com impulsos criativos, também escrevia relatos de fantasia ou terror, que às vezes publicava a nível semi-profissional. E uma ou outra vez os personagens tendiam a ser católicos. E para interpretar um católico, seja em um jogo de RPG ou em um relato, Libby decidiu documentar-se. Nas partidas de RPG, por exemplo, os personagens inimigos, ou outros jogadores, podiam criticar a fé de seu super-herói católico. Com que argumentos responderia ele?
Então Libby, a bruxa neo-pagã, se pôs a ler apologética católica. E o Catecismo!
Beleza… e Verdade
“E comecei a perguntar se havia estado deslocada desde o princípio. Mais me encantava todo a roupagem da Igreja: os odores, as campainhas, a arte, a música, a grandeza dos rituais, algo menos surpreendente dado meu similar amor por essas roupagens no neo-paganismo. Mas comecei a ver a VERDADE na apologética. Verdade dura, mas verdade. Os rituais e feitiços da Arte pareciam baratos em comparação, meras sombras da Verdade, e eu tinha fome por algo real”.
Libby se inscreveu no curso de iniciação cristã para adultos que se ensinava em sua paróquia local, muito comum nas igrejas católicas dos Estados Unidos. “Eu me dei um ano. Levou menos. Eu já era Sua”, disse.
Não é que fosse fácil, sobretudo nos hábitos morais. “Passava de uma religião de extrema permissividade a uma religião que era exigente de verdade comigo”, reconhece. Mas Libby cita o cardeal Newman: “Aprofundar na história ou seja de ser protestante, e em meu caso, também deixar de ser pagã”.
O poder do Espírito Santo
Esta conversão intelectual se viu completada na Semana Santa com uma experiência mística. “Eu me fiz católica de coração. Experimentei Deus no Espírito Santo, de uma forma muito real, que mudou minha vida, e deixei para trás o paganismo. Esse foi o momento no qual me enamorei de Deus e não quis mais separar-me d’Ele”.
Foi batizada na Vigília Pascal de 2010. “Agora minha vida é mais simples, mais formosa e mais pacífica, do que quando estava debaixo do paganismo. A verdadeira liberdade descansa em Deus”, explica em seu testemunho em ‘WhyImCatholic.com’.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Padre Rufus, Nossa Senhora e o terremoto no Haiti

O convite ao Haiti – para fazer uma simples oração
E depois disso, o presidente da renovação carismática do Haiti conversou comigo, e ele me convidou para ir ao Haiti, para a convenção anual carismática no ano seguinte (1998). E ele me convidou para fazer lá no Haiti a mesma oração que eu tinha feito ali na Galiléia. E eu disse “bom, eu imagino que o senhor queira que eu faça algumas palestras” aí ele disse “não, já temos os palestrantes. Você só tem que fazer uma oração pelo povo e pela igreja do Haiti”. E eu fiquei pensando comigo mesmo: “será que ele não percebe o quanto que Bombaim é longe do Haiti? Ele está me chamando lá para fazer somente uma oração”.
Então eu esqueci desse convite. Logo em seguida recebi uma carta no mês de março me lembrando que eu deveria ir em abril no Haiti, fazer essa oração na quaresma. Então eu levei a sério o convite. Então eu voei de Bombaim de avião até Londres, de Londres para Nova Iorque, de Nova Iorque para Miami e de Miami para Porto Príncipe no Haiti. para fazer somente uma oração.
Eu tinha uma tentação muito grande de deixar de lado isso. E assim como Jesus tinha compaixão das multidões, então pensei “talvez o Senhor queira mesmo que eu vá lá”. E quando eu fui, no aeroporto, cheguei no aeroporto de Porto Príncipe, [mas] não tinha ninguém para me esperar.
E eu pensei “alguém tinha que vir me buscar”. Então veio uma senhora que perguntou: “o senhor é o padre Rufus?”. Eu disse “Sim!” Eu perguntei “E quem é você?”. “Eu sou a mulher do Primeiro Ministro do Haiti”. Então eu me senti que eu estava em boas mãos. E ela disse “Eu vou levar o senhor para a missa, que vai ser celebrado pelo arcebispo de Porto Príncipe no Haiti. E o senhor está sendo esperado para fazer a oração de conclusão da missa pela cura do povo, da igreja e da terra do Haiti.”

O cenário que o Pe.Rufus encontrou no Haiti
E durante o caminho ela foi me contando as coisas terríveis que havia no Haiti. Era o pobre mais pobre do mundo. O país que tinha muita violência. Que tinha como o vudu a religião oficial. Eu fique pensando para mim mesmo “onde eu fui me meter? Onde eu fui pousar? Espero que não tenha descido no inferno! Num pódio, ir para o purgatório.”
Então eu cheguei a tempo de ver aquela missa e dizer a oração. E fiquei na casa do Primeiro Ministro. E na manhã seguinte a esposa do Primeiro Ministro me levou para a montanha mais alta da capital. E ela disse: “eu quero que o senhor faça uma oração por toda a ilha do Haiti. Pelo povo, pela igreja e pela terra do Haiti”. Então eu a levei a sério.

A convenção da renovação carismática do Haiti
Então a convenção começou. E eu fiquei surpreso de perceber que a maioria era de jovens, cerca de 60 mil pessoas. Todos sentados na grama. Havia cadeiras somente para os padres e as irmãs. Então chegou o sábado à tarde no momento que foi dado a mim para fazer aquela oração. Então chegou um ostensório que foi trazido pela multidão. Foi o maior ostensório que eu já tinha visto na minha vida. E foi colocado no altar aquele ostensório. E também era o maior altar que eu já tinha visto na minha vista.
E então eu fiz aquela oração. E então eu coloquei todo o meu coração naquela oração. Num certo momento, sabendo como a terra era muitas vezes usada nas práticas ocultas para fazer bruxaria, eu pedi às pessoas que se ajoelhassem e tocassem a terra com a mão esquerda e esticassem a sua mão direita em direção ao céu. Como que tocando o céu e a terra. Depois que terminou essa longa oração, e eu fui para trás, para sentar com os bispos. Todos os bispos do Haiti estavam presentes, inclusive o núncio apostólico.

Uma surpresa inesperada: a aparição de Maria
E de repente o que é que eu vi? Eu vi que o povo não estava olhando para o ostensório mais. E estavam todos olhando para a direita, estavam olhando para alguma coisa à direita. E eu pensei “o que está acontecendo?” então o presidente da renovação veio ao palco e me disse “as pessoas estão dizendo que elas estão vendo uma luz naquela árvore. E algumas pessoas estão dizendo que estão vendo Maria naquela luz.” Eu não acredito muito em visões. Então eu não quis ficar olhando. Ou ficar olhando aquela árvore naquela luz.

A cura da criança cega
E eu disse “Maria, eu vou ver você no céu, já está bom para mim.” Então eu olhei para o chão. E eu disse “deixa eu olhar, então, para as raízes da árvore”, e aí havia flashes de luz das raízes da árvore. Então o presidente da renovação falou para mim “há uma senhora aqui que está dizendo para mim que seu filho de 2 anos, é cego e que recuperou a sua visão” e eu disse “eu não acredito nisso”.
Então ele trouxe essa mãe com sua criança, que tinha 2 anos a 3 anos, e quando eles vieram ao palco. Essa criança que havia nascido cega, ela veio em minha direção, levantou suas mãos e aí percebi que ela tinha recuperado a sua visão e a sua mãe disse que quando ela se aproximou da árvore que estava brilhando, seu filho disse para ela “mamãe! Olha só a Nossa Senhora!” e então ela percebeu que seu filho tinha recuperado a visão. É claro que aquela noite eu não pude dar a minha palestra, Maria tomou o meu lugar.

Novo dia, nova aparição
E no dia seguinte era o último dia, domingo. Então eu comecei a última sessão, o último ensinamento. Depois de algum tempo, mas eu vi depois de algum tempo (que) as pessoas não estavam olhando para mim, mas estavam olhando para a direita. “o que é que será que está acontecendo agora?” e o presidente da renovação veio me dizer “Nossa Senhora está aparecendo de novo”. Eu não me importo que N.Sra. apareça a qualquer momento. Mas ela pode aparecer no sábado que é o dia dela. É o dia dela. Mas hoje é domingo, é dia do Senhor.” Então o presidente da renovação disse: “mas hoje é um domingo especial. É o domingo da divina misericórdia” então eu percebi porque é que Maria estava aparecendo.
Veja por exemplo os visionários de Berincori, todas aquelas seis crianças olhando para Maria. Mas ali não havia seis, nem sessenta, nem seiscentas, nem seis mil, mas sessenta mil pessoas olhando para Maria. Aplaudam o Senhor por isso.

Padre Rufus visita novamente o local antes de sair do Haiti
No dia seguinte, na minha ida para o aeroporto, porque os bispos estavam me dizendo para ir para a diocese, para eu não ir para a diocese, senão Maria iria aparecer na diocese. Então eu disse “Não, eu tenho que ir embora” e na hora que a esposa do primeiro ministro estava me levando para o aeroporto, eu estava dizendo para ela “como é que essas coisas podem acontecer?” e eu disse para ela “Me leva para aquela árvore” e ela me levou até a árvore. Aí eu percebi que a árvore estava branca. “Mas esta é uma árvore branca!” ela disse “Sim! Porque as pessoas todas tiraram as lascas da árvore como suvenires.” Então ela me perguntou “você quer ter um pedacinho da árvore?” eu não sou muito fanático por relíquias ou suvenires mas eu disse “Sim” e eu trago sempre aquele pedacinho da árvore no meu bolso.
Eu vou terminar dando uma má notícia. Isso fez tamanho impacto naquele país que os estudantes daquela universidade naquele local do encontro, quiseram fazer uma grande igreja para marcar aquele evento. E todo mundo falava sobre isso, mas aos poucos as pessoas esquecem as coisas.
Terremoto no Haiti em 12/01/2010
100 a 200mil mortos
E depois, quando eu li, cinco anos mais tarde, [sobre] o grande terremoto, o total caos, eu procurei na internet. Não tinha sido construído nenhum memorial para honrar Nossa Senhora naquele local. Ao contrário, o novo governo tomou posse. Declarou novamente que o Vudu seria a religião oficial do Haiti e em 1999 o céu caiu sobre o Haiti. E anos mais tarde, o inferno caiu sobre o Haiti. Até mesmo o meu amigo arcebispo morreu naquele terremoto. Todos os seminaristas morreram. O país inteiro ficou cheio de dezenas de milhares de corpos. Tornou-se um inferno e eu fico me perguntando “anos antes era o paraíso. E Maria apareceu para eles. E porque as pessoas esqueceram-se de Maria, Deus acabou se esquecendo daquele povo”.

(Com Adaptações) 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Promessas de Santa Brígida - As 15 Orações reveladas por Nosso Senhor

No dia 14 de Junho de 1303, no momento do nascimento de Brígida, o pároco de Rasbo na Suécia estava rezando pela libertação feliz de Ingeborde. De repente viu-se rodeado de uma luz resplandecente da qual saiu a Virgem- Mãe e disse: "Em Birger nasceu uma menina, sua voz será ouvida pelo mundo inteiro".

Na idade de 14 anos, ela atendeu o pedido de seu pai,  se casou com o conde Ulf Gudmarson, de 18 anos de idade. Ela assumiu as obrigações duma dona-de-casa, esposa, mãe, teve 8 filhos - 4 meninas e 4 meninos. Também seu marido era homem religioso. O casal pertencia a Terceira Ordem de São Francisco. Os dois rezaram e jejuaram juntos, fizeram penitência, construíram hospitais e alimentaram, diariamente, 12 pobres na sua mesa. Também assumiram cargos públicos de importância, e os administraram com muita responsabilidade.

Há muito tempo, Sta Brígida tinha pedido o senhor de lhe revelar o número de pancadas sofridas na Sua dolorosa Paixão. Um dia recebeu o Salvador e lhe disse: "recebi no meu corpo 5.480 pancadas.

Querendo venerá-las, reze cada dia, durante um ano, 15 Pai nossos e 15 Ave-Marias, e mais as orações seguintes (Ele ensinou a ela as 15 orações. Orações abaixo). Passado este ano, tens venerado cada uma destas 5.480 feridas." E o Salvador disse então ainda: "Quem rezar estas orações diariamente durante um ano, livrará do purgatório 15 almas do seu parentesco; 15 almas justas do seu parentesco receberão a graça da perseverança e 15 pecadores de seu parentesco converter-se-ão. A própria pessoa que a reza, alcançará os primeiros graus da perfeição e 15 dias antes da sua morte dar-lhe-ei o meu precioso Corpo, para ficar preservada da fome eterna; dar-lhe-ei beber meu precioso Sangue para ficar preservada da sede eterna. E 15 dias antes de sua morte, receberá contrição profunda e grande conhecimento dos seus pecados. Colocarei o sinal da minha cruz vitoriosa entre ela e o maligno para que fique preservada das suas ciladas. Antes da sua morte chegarei com minha cara, bem-amada Mãe, receberei sua alma com clemência e introduzi-la-ei no gozo eterno. No céu receberá um conhecimento especial da minha Divindade, que não transmitirei àqueles que não rezam estas orações.

Mesmo que alguém tivesse passado 30 anos em pecado mortal, logo que reza estas orações ou faz o propósito de rezá-las, o Senhor perdoar-lhe-á todos os seus pecados e defender-lhe-á contra todas as más tentações. Ele projeta seus 5 sentidos e o preserve de uma morte repentina e imprevista e a sua alma da condenação eterna. E tudo que deseja de Deus e da SS. Virgem ser-lhe-á concedido. Quem também ensinar estas orações a outros, receberá alegrias e recompensas eternas. No lugar onde se rezam estas orações, Deus está presente com Sua graça." Todos estes privilégios foram prometidos pelo Salvador Crucificado à Sta Brígida. O tal crucifixo ainda hoje está venerado na igreja São Paulo em Roma.

As 15 Orações aqui (fica mais fácil imprimir para rezá-las)

[O papa Pio IX teve ensejo de examinar essas orações e as aprovou a 31 de maio de 1862, reconhecendo-as como autênticas e de grande proveito para o bem das almas]

Primeira Oração
Pater, Ave

Ó JESUS CRISTO, doçura eterna para aqueles que vos amam, alegria que ultrapassa todo entendimento e todo o desejo, esperança de salvação dos pecadores, que declarastes não terdes maior contentamento do que estar entre os homens, até o ponto de assumir a nossa natureza, na plenitude dos tempos, por amor deles. Lembrai-Vos dos sofrimentos, desde o primeiro instante da Vossa Conceição e sobretudo durante a Vossa Santa Paixão, assim como havia sido decretado e estabelecido desde toda a eternidade na mente divina. Lembrai-Vos Senhor, que, celebrando a Ceia com os Vossos discípulos, depois de lhes haverdes lavado os pés, deste-lhes o Vosso Sagrado Corpo e precioso Sangue e, consolando-os docemente lhes predissestes a Vossa Paixão iminente. 
Lembrai-Vos da tristeza e da amargura que experimentastes em Vossa Alma como o testemunhastes Vós mesmo por estas palavras: “a Minha Alma está triste até a morte”. Lembrai-Vos, Senhor, dos temores, angustias e dores que suportastes em Vosso Corpo delicado, antes do suplício da Cruz, quando, depois de ter rezado por três vezes, derramado um suor de Sangue, fostes traído por Judas Vosso discípulo, preso pela nação que escolhestes, acusado por testemunhas falsas, injustamente julgado por três juizes, na flor da Vossa juventude e no tempo solene da Páscoa. Lembrai-Vos que fostes despojado de Vossas vestes e revestido com as vestes da irrisão, que Vos velaram os olhos e a face, que Vos deram bofetadas, que Vos coroaram de espinhos, que Vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes despedaçado por golpes e acabrunhado de afrontas e ultrajes. Em memória destas penas e dores que suportastes antes da Vossa Paixão sobre a Cruz, concedei-me, antes da morte, uma verdadeira contrição, a oportunidade de me confessar com pureza de intenção e sinceridade absoluta, uma adequada satisfação e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja!

Segunda Oração
Pater, Ave

Ó JESUS CRISTO, verdadeira liberdade dos Anjos, paraíso de delícias, lembrai-Vos do peso acabrunhador de tristezas que suportastes, quando Vossos inimigos, quais leões furiosos, Vos cercaram e, por meio de mil injúrias, escarros, bofetadas, arranhões e outros inauditos suplícios Vos atormentaram a porfia.
Em consideração destes insultos e destes tormentos, eu Vos suplico, ó meu Salvador, que Vos digneis libertar-me dos meus inimigos, visíveis e invisíveis e fazer-me chegar, com o Vosso auxílio a perfeição da salvação eterna. Assim seja!

Terceira Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, Criador do Céu e da terra, a quem coisa alguma pode conter ou limitar, Vós que tudo abarcais e tendes tudo sob o Vosso poder, lembrai-Vos da dor, repleta de amargura, que experimentastes quando os soldados, pregando na Cruz Vossas Sagradas mãos e Vossos pés tão delicados, transpassaram-nos com grandes e rombudos cravos e não Vos encontrando no estado em que teriam desejado, para dar largas a sua cólera, dilataram as Vossas Chagas, exacerbando assim as Vossas dores. Depois, por uma crueldade inaudita, Vos estenderam sobre a Cruz e Vos viraram de todos os lados, deslocando, assim, os Vossos membros. Eu vos suplico, pela lembrança desta dor que suportastes na Cruz, com tanta santidade e mansidão, que Vos digneis conceder-me o Vosso Temor e o Vosso Amor. Assim seja!

Quarta Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, médico celeste, que fostes elevado na Cruz afim de curar as nossas chagas por meio das Vossas, lembrai-Vos do abatimento em que Vos encontrastes e das contusões que Vos infligiram em Vossos Sagrados membros, dos quais nenhum permaneceu em seu lugar, de tal modo que dor alguma poderia ser comparada a Vossa. Da planta dos pés até o alto da cabeça, nenhuma parte do Vosso Corpo esteve isenta de tormentos e, entretanto esquecido dos Vossos sofrimentos, não Vos cansastes de suplicar a Vosso PAI, pelos inimigos que Vos cercavam, dizendo-LHE: “PAI, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. Por esta grande misericórdia e em memória desta dor, fazei com que a lembrança da Vossa Paixão, tão impregnada de amargura, opere em mim uma perfeita contrição e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja!

Quinta Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, espelho do esplendor eterno. Lembrai-Vos da tristeza que sentistes, quando, contemplando a luz da Vossa Divindade a predestinação daqueles que deveriam ser salvos pelos méritos da Vossa santa paixão, contemplastes, ao mesmo tempo, a multidão dos réprobos, que deveriam ser condenados por causa de seus pecados e lastimastes, amargamente, a sorte destes infelizes pecadores, perdidos e desesperados. Por este abismo de compaixão e de piedade e, principalmente, pela bondade que manifestastes ao bom ladrão dizendo-lhe: “Hoje mesmo estarás Comigo no Paraíso”, eu Vos suplico ó Doce Jesus, que na hora da minha morte useis de misericórdia para comigo. Assim seja!

Sexta Oração

Pater, Ave

Ó JESUS, Rei amável e de todo desejável, lembrai-vos da dor que experimentastes quando, nu e como um miserável, pregado e levantado na Cruz, fostes abandonado por todos os vossos parentes e amigos, com exceção de Vossa mãe bem amada, que permaneceu, em companhia de São João, muito fielmente junto de Vós na agonia, lembrai-Vos que os entregastes um ao outro dizendo: “Mulher eis ai o teu filho”! e a João: “Eis ai a tua Mãe!” Eu vos suplico, ó meu Salvador, pela espada de dor que então transpassou a alma de Vossa Santa Mãe, que tenhais compaixão de mim, em todas as minhas angustias e tribulações, tanto corporais como espirituais e que Vos digneis assistir-me nas provações que me sobrevierem, sobretudo na hora da minha morte. Assim seja!

Sétima Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, fonte inexaurível de piedade, que por uma profunda ternura de amor, dissestes sobre a Cruz: “Tenho sede!”, mas sede de salvação do gênero humano. Eu Vos suplico, ó meu Salvador, que Vos digneis estimular o desejo que meu coração experimenta de tender a perfeição em todas as minhas obras e extinguir, por completo, em mim, a concupiscência carnal e o ardor dos desejos mundanos. Assim seja!

Oitava Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, doçura dos corações, suavidade dos espíritos, pelo amargo sabor do fel e do vinagre que provastes sobre a Cruz por amor de todos nós, concedei-me a graça de receber dignamente o Vosso Corpo e Vosso Preciosíssimo Sangue, durante toda a minha vida e, na hora da minha morte afim de que sirvam de remédio e de consolo para minha alma. Assim seja!

Nona Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, virtude real, alegria do espírito, lembrai-Vos da dor que suportastes, quando, mergulhado na amargura, ao sentir aproximar-se a morte, insultado e ultrajado pelos homens, julgastes haver sido abandonado por Vosso PAI dizendo: “Meu DEUS, Meu DEUS, porque Me abandonastes?” Por esta angustia eu Vos suplico ó meu Salvador, que não me abandoneis nas aflições e nas dores da morte. Assim seja!

Décima Oraçao
Pater, Ave

Ó JESUS, que sois em todas as coisas começo e fim, vida e virtude, lembrai-Vos de que por nós fostes mergulhado num abismo de dores, da planta dos pés até o alto da cabeça. Em consideração da extensão das Vossas Chagas, ensinai-me a guardar os Vossos Mandamentos, mediante uma sincera caridade, mandamentos estes que são caminhos espaçoso e agradável para aqueles que Vos amam. Assim seja!

Décima Primeira Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, profundíssimo abismo de misericórdia, suplico-Vos, em memória de Vossas Chagas, que penetraram até a medula dos vossos ossos e atingiram até as vossas entranhas, que vos digneis afastar esse(a) pobre pecador(a) do lodaçal de ofensas em que está submerso(a) conduzindo- o(a) para longe do pecado. Suplico-Vos também, esconder-me de Vossa Face irritada, ocultando-me dentro de Vossas Chagas, até que a Vossa cólera e a Vossa justa indignação tenham passado. Assim seja!

Décima Segunda Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, espelho de verdade, sinal de unidade, laço de caridade, lembrai-Vos dos inumeráveis ferimentos que recebestes, desde a cabeça até os pés, ao ponto de ficardes dilacerado e coberto pela púrpura do Vosso Sangue adorável. Ó quão grande e universal foi a dor que sofrestes em Vossa Carne virginal por nosso amor! Ó Dulcíssimo JESUS, que poderíeis fazer por nós que não o houvésseis feito? Eu vos suplico, ó meu Salvador, que vos digneis imprimir, com o Vosso Precioso Sangue, todas as Vossas chagas em meu coração, afim de que eu relembre, sem cessar, as Vossas Dores e o Vosso Amor. Que pela fiel lembrança da Vossa Paixão, o fruto dos Vossos Sofrimentos seja renovado em mim, cada dia mais, até que eu me encontre, finalmente, Convosco, que sois o tesouro de todos os bens e a fonte de todas as alegrias. Ó Dulcíssimo JESUS, concedei-me poder gozar de semelhante ventura na vida eterna. Assim seja!

Décima Terceira Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, fortíssimo Leão, Rei imortal e invencível, lembrai-Vos da dor que vos acabrunhou quando sentistes esgotadas todas as vossas forças, tanto do Coração como do Corpo e inclinastes a cabeça dizendo: “Tudo está consumado!” Por esta angústia e por esta dor, eu Vos suplico, Senhor JESUS, que tenhais piedade de mim, quando soar a minha última hora e minha alma estiver amargurada e o meu espírito cheio de aflição. Assim seja!

Décima Quarta Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, Filho Único do PAI, esplendor e imagem da sua substância, lembrai-Vos da humilde recomendação que LHE dirigistes dizendo: “Meu PAI, em Vossas Mãos entrego o Meu Espírito!” Depois expirastes, estando Vosso Corpo despedaçado, Vosso Coração transpassado e as entranhas da Vossa Misericórdia abertas para nos resgatar. Por esta preciosa morte eu Vos suplico, ó Rei dos Santos, que me deis força e me socorrais, para resistir ao demônio, a carne a ao sangue, afim de que, estando morto(a) para o mundo, eu possa viver somente para Vós. Na hora da morte, recebei, eu Vos peço, minha alma peregrina e exilada que retorna para Vós. Assim seja!

Décima Quinta Oração
Pater, Ave

Ó JESUS, vide verdadeira e fecunda, lembrai-Vos da abundante efusão de Sangue, que tão generosamente derramastes de Vosso Sagrado Corpo, assim como a uva é triturada no lagar. Do Vosso lado aberto pela lança de um dos soldados, jorraram Sangue e água, de tal modo que não retivestes uma gota sequer. E, enfim, como um ramalhete de mirra elevado na Cruz, Vossa Carne delicada se aniquilou, feneceu o humor de Vossas entranhas e secou a medula dos Vossos ossos. Por esta tão amarga Paixão e pela efusão de Vosso precioso Sangue, eu vos suplico, ó Bom JESUS, que recebais minha alma quando eu estiver na agonia. Assim seja!

Oração Final

Ó doce JESUS, vulnerai o meu coração, afim de que lágrimas de arrependimento, de compunção e de amor, noite e dia me sirvam de alimento. Convertei-me inteiramente a Vós. Que o meu coração Vos sirva de perpétua habitação; Que a minha conduta vos seja agradável e que o fim da minha vida seja de tal modo edificante que eu possa ser admitido no Vosso Paraíso, onde, com os vossos Santos, hei de vos louvar para sempre. Assim seja!