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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?


Como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?
Como expressar minha gratidão a Ti?
Como bendizer-Te, Senhora do mundo,
se os lábios que hoje Te louvam outrora eram impuros?
Mas mesmo assim acolheste-me com amor e ternura
Como render-Te minha gratidão, Amada Mãe?

Ah, como alegro-me em saber que tenho Mãe!
Ah, como sou feliz em saber que Vós, Virgem Maria, sois minha Mãe!
Vós sois a Mãe de Deus
Vós sois a Mãe dos pecadores
Vós sois a minha Mãe, maior dos ingratos pecadores
Vós sois toda santa e sem macha
Vós sois a esperança dos que estão caídos
Óh Mãe de Misericórdia, como louvar-Te o suficiente?

Quando estava caído, Vós me levantastes.
Quando estava perdido, em Teu coração me achastes
Quando estava abatido, em Teu colo de Mãe encontrava o amor
Quando faltava-me a fé, Vós me levava até o Senhor
Quando quis desistir, conduziu-me como uma boa Mãe
Óh, como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?

Quero te louvar mais que a todos nesta terra.
Quero respirar a Vós.
Quero ser Teu e somente Teu, Virgem Maria.
Quero consumir todo meu ser no Teu serviço.
Quero ser o melhor filho para Ti,
Pois só assim serei o melhor para Deus.
Quero ser o mais fiel de todos os Vossos escravos
Quero reconhecer que sou o mais infiel e pecador deles
Quero ser enfim, uma nova obra, construída pela Imaculada

Se Vós me resgatastes para a glória de Deus...
Meu amor por Vós e uma pergunta não irá se calar:
Como louvar-Te o suficiente, Virgem Maria?

terça-feira, 2 de julho de 2013

São Padre Pio de Pietrelcina

Francesco Forgione nasceu em Pietrelcina, numa cidadezinha chamada Província de Benevento no dia 25 de maio de 1887. Era de uma família de camponeses e seus pais se chamavam Grazio Forgione e Maria Giuseppa Di Nunzio. A sua vocação foi percebida e experimentada por ele mesmo logo na sua infância tão sofrida, cheia de necessidades e em grande santidade, como foi a sua vida inteira. Entrou para o convento em 6 de janeiro de 1903 na ordem dos Capuchinhos¹ e ordenado sacerdote na Catedral de Benevento no dia 10 de agosto de 1910 e por motivo de doença, passou por alguns conventos até chegar ao Convento de San Giovanni Rotondo em 4 de setembro de 1916, onde permaneceu até a sua morte, no dia 23 de setembro de 1968.

Sua vida foi de intensa entrega a Deus e trabalho constante, atendia até quatorze horas seguidas de confissão, orava sem cessar, celebrava a Santa Missa com muito fervor e ainda era perseguido tanto pelos homens quanto pelo próprio demônio, que lhe aparecia para perturbá-lo, mas que nunca conseguiu vencê-lo, pois a missão que Deus tinha para este servo amado foi realizada até o extremo, prevalecendo assim a vontade de Deus.

Falar deste homem santo não é fácil, pois a sua santidade é um mistério de Deus e seu testemunho de vida arrastou e arrasta multidões de fiéis no mundo inteiro. A sua simplicidade e devoção fazem com que compreendamos que é possível alcanças a santidade, mesmo neste mundo tão chio de pecados e “atrações”.

Padre Pio carregava em seu corpo as chagas de Cristo Crucificado, sofria demasiadamente as dores do calvário, tinha que conviver com os estigmas que Deus lhe deu. Dentre muitos de seus carismas, Padre Pio tinha um muito especial que é a bilocação, que resulta na presença simultânea de uma pessoa em dois lugares diferentes.

Podemos perceber o poder de Deus neste santo homem em uma de suas tantas bilocações com o Bispo Dom Orione, que falou sobre o fenômeno que acontecia com Padre Pio: “Eu estava na Igreja de São Pedro em Roma, para assistir à celebração da beatificação de Santa Teresa. Também estava Padre Pio (apesar dele estar ao mesmo tempo em seu convento), eu o vi, ele estava sorrindo e estava vindo para mim pela multidão, mas quando eu estava perto, ele desapareceu”. Confirmando assim o dom especial que ele tinha. Esse é só um dos vários relatos que muitos contaram. Os milagres realizados por Padre Pio foram imensos de vários tipos como cura de doenças, sofrimentos, angústias, depressões, possessões e outros males, dentre os quais nos chama a atenção o de uma criança que tinha sofrido queimaduras graves, que atingiram até mesmo o seu stômago e o médico disse que não haveria o que fazer por ela. A mãe da menina começou a pedir que Padre Pio curasse a sua filha e sua prece foi atendida imediatamente, pois a criança, que estava no quarto, gritou para mãe, mostrando que não havia mais feridas em seu corpo. Quando a mãe da criança pergntou o que tinha acontecido, ela disse que o Padre Pio viera a curá-la.

Podemos nos questionar como pode uma graça tão grande em nosso meio, realizado pelo poder de Deus em seu filho tão amado, que era determinado a fazer aquilo que Deus queria que ele fizesse sem duvidar.

Mais fatos interessantes aconteciam quando Padre Pio orava, invocando o seu anjo da guarda e conversando com os anjos de guarda de outras pessoas. Ele dizia que nunca estamos sós, pois o nosso anjo sempre está ao nosso lado e podemos conversar com ele e com os outros anjos de guarda dos nossos irmãos. Ele dizia também que, se alguém quisesse falar com ele, era só enviar o seu anjo da guarda que ele escutaria, Um fato interessante que aconteceu foi o de um homem que morava na Califórnia e frequentemente pedia a seu anjo da guarda que, por piedade, levasse um importante recado ao Padre Pio.

Algum tempo depois esse homem foi confessar com Padre Pio, perguntando se o anjo da guarda havia lhe dado o recado. Padre Pio respondeu: Tu crês que sou “surdo”? E Padre Pio repetiu o que ele, poucos dias antes, havia dito ao seu anjo da guarda. Um outro fato foi o de um homem que falou para Padre Pio que não poderia vir vê-lo frequentemente, pois o seu salario não lhe permitia tais viagens longas e caras. Padre Pio responde: “Quem lhe disse que você precisa vir aqui? Você tem seu anjo da guarda, não tem? Você conte o que você quer, envia-o aqui, e você terá a resposta”.

Um outro carisma forte que Padre Pio tinha era um perfume que saía de seu corpo, dos objetos que ele tocava e de suas vestes. Por onde ele passava dava pra sentir tal aroma. A este carisma que alguns santos possuem, dá-se o nome de osmogenesia, e nós, o povo de Deus, podemos sentir e ver, compreendendo assim a santidade desses servos de Deus para que sirva de testemunho para a restauração do Seu povo.

O que este homem tinha de especial para atrair tantos dons e tantas pessoas? Podemos até nos questionar. Quando Maria disse: “Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes lembrado de sua misericórdia”. É aí que está a resposta para tantos “pequenos” que se tornaram gigantes, assim como Davi, que com uma simples pedra derrotou o gigante Golias. Esses carismas que Padre Pio carregava não eram para benefício próprio, mas parao bem daqueles que Deus deseja resgatar, com um testemunho de vida e santidade.

Padre Pio fundou vários grupos de oração e a Casa Alívio do Sofrimento, um hospital moderno e bem estruturado, dando auxílio e cura aos doentes, pois sua vontade e disposição em ajudar os mais necessitados era grande, revelando para nós a sua paixão por Jesus Cristo crucificado e participando com Ele deste mistério de amor, celebrado na Santa Missa, onde se realiza todo calvário que Jesus passou e onde estão também todos os excluídos, os enfermos, os encarcerados e os aflitos.

Na canonização do Padre Pio em 16 de junho de 2002, o nosso amado Papa João Paulo II falou de sua admiração e alegria para com este santo de Deus dizendo: “São Pio de Pietrelcina apresenta-se assim diante de todos sacerdotes, religiosos e leigos como uma testemunho credível de Cristo e do Seu Evangelho. O seu exemplo e a sua intercessão estimulam todos a um amor cada vez maior a Deus e à solidariedade concreta para com o próximo, sobretudo para com os mais necessitados.

Meu irmão, após este pequeno e humilde artigo sobre a vida desse grande santo que serviu como seta indicando o caminho que leva a Jesus Cristo Ressuscitado, eu te convido a mergulhar ainda mais neste mistério da salvação, buscando conhecer profundamente o testemunho de vida de São Pio e sua intercessão diante do trono glorioso de Deus.

São Pio, rogai por nós.

Escrito por: Crícia Martins (fonte: Jornal Tempo de Deus, Ano VIII, Dezembro de 2006 – pag. 8).

* Com adaptações
¹ - Ordem dos Frades Menores Capuchinhos - OFM Cap. (Franciscanos)

quarta-feira, 13 de março de 2013

A necessidade e a urgência da propagação da total consagração a Santíssima Virgem


Amados irmãos e irmãs, todos estamos unidos no amor de Cristo e queremos que Deus seja glorificado e que todos os seus filhos se salvem. Cada qual, de acordo com as suas forças e com o estado de vida inspirado por Deus, tem contribuído para a realização desses desígnios celestes. Nós desejamos e trabalhamos para que Jesus reine no mundo e para que todos se salvem. É preciso, porém, estarmos atentos à vontade de Deus e a sua pedagogia.
Diz São Luís Grignion de Montfort na introdução do Tratado da Verdadeira Devoção: “Foi por meio da Santíssima Virgem que Jesus Cristo veio ao mundo e por meio dela que Ele deve reinar no mundo (T.V.D. 1)”. É, portanto, sabido por todos, que Jesus Cristo vai reinar no mundo e que o “Reinado de Maria” vai ser o meio pelo qual se dará o “Reinado de Jesus”.
Em Fátima, a Santíssima Virgem confirma a profecia de São Luís quando diz “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”, e nos indica o meio que a Providência Divina estabeleceu para que aconteça este Triunfo: “Meu filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. É justamente aqui onde devemos estar atentos, pois a devoção que Jesus quer que se estabeleça ao Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima não é qualquer devoção, mas a perfeita devoção, a Total Consagração ou Santa Escravidão de Amor, tal como ensina São Luís Grignion de Montfort; que elucidando a profecia de Fátima diz: Esse tempo (do Triunfo-Reinado de Maria) chegará quando se conhecer e praticar a devoção que eu ensino (T.V.D.217).
Os desígnios de Deus são claros e simples: O Reino de Cristo se estabelecerá pelo Reino de Maria e o Reino de Maria, pela propagação da Total Consagração a Santíssima Virgem ou Escravidão de Amor ensinada por São Luís de Montfort no Tratado da Verdadeira Devoção. Daí se compreende a razão que levou o demônio a ter tanto ódio deste pequeno livro (o Tratado da Verdadeira Devoção) e a escondê-lo durante 130 anos (1712-1842). O inimigo infernal queria (e quer) estabelecer o seu reino diabólico e impedir o Triunfo-Reinado da Santíssima Virgem e, assim, o Reinado de Jesus. Sendo assim, urgente e necessário que todos (independentemente de grupos, movimentos e comunidades que participem) conheçam, façam, vivam e propaguem a Total Consagração a Nossa Senhora, pois esta Total Consagração é patrimônio da Igreja Católica, não atrapalhando a vivência de nenhum carisma particular, ao contrário, quando alguém se consagra totalmente a Nossa Senhora, Ela mesma leva a pessoa a viver com mais intensidade e fidelidade o seu próprio carisma.
A Total Consagração consiste numa total entrega de si mesmo a Nossa Senhora com tudo que se tem, possui ou se possa possuir, na ordem da natureza, da graça e depois da glória. A missão que Jesus deu a Nossa Senhora foi a de formar verdadeiros adoradores de Deus. Pela Total Consagração, nós acolhemos Maria em nossa casa e ela nos acolhe na escola do seu Imaculado Coração, onde aprendemos o verdadeiro amor a Deus e ao próximo, bem como as demais virtudes que farão de nós verdadeiros cristãos. Fazer a Total Consagração é dar o nosso sim a Jesus que nos deu Maria por Mãe, Mestra e Formadora.
Irmãos, não sejamos indiferentes vontade de Deus, façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para propagarmos a Santa Escravidão de Amor ensinada por São Luís. Não deixemos que o demônio continue a esconder de nós e dos outros esta doutrina celeste. Nestes últimos tempos em que se intensifica a batalha espiritual entre a Santíssima Virgem e o inimigo, sejamos apóstolos da Total Consagração para que venha logo o Triunfo de Maria e o Reinado de Jesus.
 “Quando virá esse tempo feliz em que Maria será estabelecida Senhora e Soberana dos corações, para submetê-los plenamente ao império de seu grande e único Jesus? Quando chegará o dia em que as almas respirarão Maria, como o corpo respira o ar? Então, coisas maravilhosas acontecerão neste nosso mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, a elas descerá abundantemente, enchendo-as de seus dons, particularmente do dom da sabedoria, a fim de operar maravilhas de graça. Meu caro irmão, quando chegará esse tempo feliz, esse século de Maria, em que inúmeras almas escolhidas, perdendo-se no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar a Cristo? Esse tempo só chegará quando se conhecer e praticar a devoção que ensino:“Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae”. (T.V.D.n.217).
Pe. Rodrigo Maria

segunda-feira, 4 de março de 2013

Os escravos de Nossa Senhora podem se casar?


          
         Essa é uma dúvida comum entre as pessoas que ouvem falar ou leem sobre a Santa Escravidão a Jesus por Maria: quem se consagra pelo método de São Luís, pode ou não se casar? Confesso que foi uma dúvida minha também quando descobri esta consagração. São os escrúpulos que o demônio coloca no coração das pessoas, ou seja, a tenta para evitar a consagração. E como este escrúpulo não é algo individual, ou seja, tem se espalhado em várias pessoas de forma a colocar barreiras para impedir ou atrasar esta consagração, julgo necessário escrever sobre este assunto.
        Como dito, tudo não passa de ilusão demoníaca! Vejamos o que São Luís Maria Grignion de Montfort fala no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria: 124 – “Uma pessoa, que assim voluntariamente se consagrou e sacrificou a Jesus Cristo por Maria, já não pode dispor do valor de nenhuma de suas boas ações. Tudo o que sofre, tudo o que pensa, diz e faz de bem pertence a Maria, para que ela de tudo disponha conforme a vontade e para maior glória de seu Filho, sem que, entretanto, esta dependência prejudique de modo algum as obrigações de estado no qual esteja presentemente, ou venha a estar no futuro: por exemplo, as obrigações de um sacerdote que, por dever de ofício ou por outro motivo, deve aplicar o valor satisfatório e impetratório da santa missa a um particular; pois não se faz esta oferta a não ser conforme a ordem de Deus e os deveres de estado”. Como vemos, São Luís diz claramente que aqueles que se consagram neste método, ou seja, que se tornam escravos de Jesus Cristo por meio de Maria Santíssima, não terão prejudicados o seu atual estado (estado de vida) ou o que venha a ter; assim como as obrigações de cada estado de vida. Assim, vemos que não é uma consagração ao celibato (casar com Deus/Igreja = Celibato) e nem uma consagração semelhante ao do diaconato (permanece no seu atual estado de vida, ou seja, se é casado, permanece casado, obviamente, mas, se é solteiro, torna-se celibatário).
        O demônio põe muitas dúvidas e escrúpulos nas pessoas que desejam se consagrar, principalmente os jovens, porque: 1º muitos tiveram uma vida desordenada, fica mais fácil iludir; 2º por causa de muitos dos resultados desta consagração. Conforme o nº 171 do T.V.D, o escravo da Virgem Maria, sem fazer nada além daquilo que cabe ao seu estado de vida, ajudará a converter os pecadores e a livrar as almas do purgatório. Ou seja, um escravo de Nossa Senhora, sendo casado, só nos “sacrifícios” habituais de seu estado de vida, como por exemplo ficar ouvindo neném chorar com cólica, ou até mesmo a dor do parto, o trabalho do homem, etc., isso suportado amando a Deus, unido a Cruz de Cristo, estará salvando almas para Deus. Por isso satanás quer evitar que pessoas, seja padre, freira, celibatário comum mesmo, e os casais se consagrem, pois qualquer um se consagrando a Virgem Maria torna-se uma “bomba contra o inferno”. Da mesma forma um padre, como o próprio São Luís dá o exemplo no n] 124, só nos seus ofícios de sacerdote já está salvando muitas almas (claro, que o sacerdócio em si já salva almas, o ofício sacerdotal é salvar almas, por isso satanás odeia mais que todos os sacerdotes; imagina então um sacerdote consagrado à Virgem Maria por este método...)
        Outro escrúpulo que se tem muito, até saindo um pouco do “poder ou não casar”, é o contrário: pessoas já definidas o estado de vida, como por exemplo freiras e padres, por causa de seus votos religiosos acharem desnecessária esta consagração pelo método de São Luís. Porém, o próprio São Luís fala sobre o porque também os já ordenados sacerdotes, freiras, celibatários simples, enfim, TODOS, devem se consagrar por este método: 123 - “por esta devoção, damos a Jesus Cristo, do modo mais perfeito, pois que o fazemos pelas mãos de Maria, tudo que lhe podemos dar, e muito mais que por outras devoções, pelas quais lhe damos uma parte de nosso tempo ou de nossas boas obras, ou uma parte de nossas satisfações e mortificações. Aqui damos e consagramos tudo, até o direito de dispor dos bens interiores, e as satisfações que ganhamos por nossas boas obras, dia a dia: e isto não se faz nem mesmo numa ordem religiosa. Nestas, consagram-se a Deus os bens de fortuna pelo voto de pobreza, os bens do corpo pelo voto de castidade, a vontade própria pelo voto de obediência, e, às vezes, a liberdade do corpo pelo voto de clausura. Não se lhe dá, porém, a liberdade ou o direito que temos de dispor de nossas boas obras, nem se renuncia tanto como se pode ao que o cristão tem de mais precioso e caro: seus méritos e satisfações”. Analisando, vemos, por exemplo, que o fato de uma pessoa se tornar padre ou monge(a) adquire méritos. Esta devoção nos faz (por amor) dar tudo de forma tão radical, que até este mérito nosso damos para a Virgem Maria. Para quê? Para o que a nossa Princesa quiser, ela torna-se dona de tudo. O mérito de Santa Teresinha do Menino Jesus ser freira foi dado para a Virgem Maria, pois ela foi consagrada por este método, e almas foram salvas por essa doação. Entende? Da mesma forma Dom Bosco, Sçao Maximiliano Maria Kolbe, etc., só para citar santos. Mas, você mesmo casado, sem a necessidade de necessariamente pregar, sendo fiel a esta devoção nas coisas interiores e exteriores (sem negligenciar por escrúpulos) estará salvando muitas almas.
        Consagra-te à Jesus por meio de Maria Santíssima, pois se o problema for o “poder casar ou não” de forma escrupulosa, apegado ao desejo sexual e não ao estado de vida, Nossa Senhora te ajudará a discernir qual é a tua vocação. Espero que a partir deste texto a sua dúvida não seja mais “eu posso me casar?”, mas sim: EU POSSO SER SANTO? E com toda certeza te direi como São Maximiliano Maria Kolbe, escravo de Nossa Senhora: “OS SANTOS SÃO OBRA DA IMACULADA!” Então deixe-se formar no ventre da Virgem Maria, seja escravo d’Ela, obediente à Ela, assim como foi Jesus, que por 30 anos passou a vida inteira lhe sendo submisso, como o Evangelho nos conta na narrativa de Jesus aos 12 anos (cf. Lucas 2,51)
        “Deus quer servir-se de Maria na santificação das almas”(T.V.D 21); “Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo,  e é também por ela que deve reinar no mundo.”(T.V.D 1); As almas que se consagram à Virgem Maria, independentemente do seu estado de vida (casado, solteiro em discernimento, celibatário simples, sacerdote, religioso), são as almas que fala em Apocalipse 12,17, ou seja, são os filhos desta Mulher que é a Virgem Santíssima, da qual satanás está a fazer guerra: “Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus”. E por que digo que estes filhos desta Mulher, da descendência desta Mulher, são os filhos da Igreja, os Marianos, em especial os ESCRAVOS DE MARIA SANTÍSSIMA? Porque São Luís Maria Grignion de Montfort vai dizer: -48 “Estas grandes almas, cheias de graça e de zelo, serão escolhidas em contraposição aos inimigos de Deus a borbulhar em todos os cantos, e elas serão especialmente devotas da Santíssima Virgem, esclarecidas por sua luz, alimentadas de seu leite, conduzidas por seu espírito, sustentadas por seu braço e guardadas sob sua proteção, de tal modo que combaterão com uma das mãos e edificarão com a outra (cf. Ne 4, 17). Com a direita combaterão, derrubarão, esmagarão os hereges com suas heresias, os cismáticos com seus cismas, os idólatras com suas idolatrias, e os ímpios com suas impiedades; e com a esquerda edificarão o templo do verdadeiro Salomão e a cidade mística de Deus, isto é, a Santíssima Virgem que os Santos Padres chamam “o templo de Salomão” e  “a cidade de Deus”. Por suas palavras e por seu exemplo, arrastarão todo o mundo à verdadeira devoção e  isto lhes há de atrair inimigos sem conta, mas também vitórias inumeráveis e glória para o único Deus. É o que Deus revelou a São Vicente Ferrer, grande apóstolo de seu século, e que se encontra assinalado em uma de suas obras.   
O mesmo parece ter predito o salmo 58 (14, 15), em que se lê: “Et scient quia Deus dominabitur Jacob et finium terrae; convertentur ad vesperam, et famem patientur ut canes, et circuibunt civitatem – E saberão que Deus reinará sobre Jacob, e até os confins da terra; voltarão à tarde, e padecerão fome como cães, e rodearão a cidade, em busca do que comer”. Esta cidade que os homens encontrarão no fim do mundo para se converterem e saciarem a sua fome de justiça, é a Santíssima Virgem, que o Espírito Santo denomina “cidade de Deus” (Sl 86, 3)”. E isso, independente do estado de vida. Reafirmando: se você é solteiro(a), pode se consagrar tranquilamente pois poderá tanto se casar com uma pessoa de Deus, ou pode se tornar a ser religioso se a isso Deus te chamar (Deus te chama independente de se consagrar ou não); ou se você já tem voto de celibato ou voto religioso, ou se já é casado, pode e deve se consagrar também.
        CONSAGRA-TE! SALVE MARIA IMACULADA!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

13 perguntas comuns à respeito da Consagração Total

Consagra-te!


1. Em que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das demais consagrações a Santíssima Virgem?

A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração total, da pessoa inteira, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma, bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas, presentes e futuras.”
E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?
Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:
- Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu..
- Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório
- Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma obra de virtude por uma intenção em particular. Por esta consagração, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor livremente, e usar da forma como for melhor.
Por exemplo: por esta consagração à Virgem pode usar o valor de uma boa obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem conhecemos, que só conheceremos no céu! A explicação deste ponto encontra-se nos números 121 a 125 do Tratado.
2. Isto significa que esta consagração é superior as outras formas de consagração a Virgem?
Não necessariamente, se em outra forma de Consagração a pessoa se consagra com a consciëncia e a intenção de, entregando-se totalmente, consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo que a fórmula desta outra forma de consagração não explicite isso.
O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 30 dias de preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este ato de Consagração Total.
3. Isso significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens espirituais?
São Luís responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que não!
Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe são mais generosos neste e no outro mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida… Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?
Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!
Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganhar cem vezes mais (Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.
Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.
Alguns sugerem que Deus e Sua Mãe usem os bens espirituais de um consagrado para beneficiar outros consagrados.
Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.
4. Isso significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer pedidos a Deus e a Virgem?
Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).
O que eu não poderei mais é oferecer o valor das minhas obras por uma intenção particular (ex: fazer um jejum por uma determinada intenção), pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, já foi oferecido a Virgem, para que Ela, que sabe adminsitrar melhor do que, disponha livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.
Já fazer pedidos, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a benevolência Dela.
Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o estado de vida de cada um, e por isso não prejudica os deveres de estado de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intenção particular; pois a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de estado de cada vocação (n. 124).
5. Em que sentido se dá a “escravidão” à Virgem Maria? Parece algo tão estranho este termo…
É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado espiritual. Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim conforme a Tua Palavra.” (Lc 1,38) Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de Escravo”.
São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como existe hoje, e existia apenas escravo. A diferença é que o servo não depende totalmente do seu senhor, o escravo depende! A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama! Por esta consagração total, seguimos o exemplo da Virgem, nos entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.
E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado por Ela!
As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e do número 139 a 143.
6. Há alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?
Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.
Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é essencialmente interior.
E que as práticas exteriores (oração do Rosário, do Magnificat, prática da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração, ingresso em movimentos marianos, preparação de 30 dias de oração antes da Consagração, etc) são recomendáveis, mas não são moralmente obrigatórias para um consagrado (pois não se faz nenhum voto, nesse sentido, ao se fazer a Consagração), nem são necessárias para que a consagração seja válida.
Até porque São Luis Montfort, que propõe todo este método de Consagração, não criou a Consagração, nem é um rito que ele insituiu; inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes dele.
O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se preparar e a viver esta Consagração.
7. A Consagração implica em voto de celibato?
Não. São Luis deixa claro que a Consagração é um ato interior, e não menciona o celibato quando fala dos práticas exteriores recomendáveis.
A consagração do corpo, que a Consagração implica enquanto entrega total da pessoa, pode ser vivida pela virtude da castidade no estado de vida de cada um: os casados vivendo a sexualidade de acordo com o projeto de Deus, os não-casados vivendo na continência, os celibatários entregando-se inteiramente a Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima no seu celibato (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 2348-2356).
8. Sou muito pecador! Isso é motivo para não fazer a Consagração?
Não, senão ninguém se consagraria!
É exatamente o contrário: a Consagração Total nos ajuda a sermos santos!
O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitência e apostolado.
O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão…
9. Existe alguma data específica para que a Consagração seja feita?
Não há evidencias disso no “Tratado”, mas o costume é que seja em uma data mariana.
10. Como são estes 30 dias de preparação?
São orações simples, mas como uma intenção profunda, que São Luis propõe que se faça durante 30 dias, renovando todos os anos quando se renova a Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):
A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do “Tratado”, ao menos na ediçào das Vozes, com as traduções para o português; as orações podem ser rezadas em português):
- 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia “Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”.
- 1ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”.
- 2ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço.
- 3ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado Coração de Jesus”.
11. No dia da Consagração, o que se faz?
Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se inclusive a confissão no próprio dia, se possível), se escreve a fórmula da consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e se assina, atestando a consagração interior.
Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitência (n. 231-232).
12. Não li o “Tratado” ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 30 dias de preparação, mesmo assim?
A nível geral, recomendamos que não se Consagre, e nem mesmo que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois como se poderá preparar bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem?
Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.
Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para adiante, após a leitura do livro.
Provavelmente organizaremos outros “arrastões” para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa.
Assim, recomendamos que iniciem os 30 dias de preparação aqueles que completarem a leitura do Tratado.
13. Falhei em algum exercício prático nos 30 dias ou no dia da própria Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação. Devo desistir de me consagrar no dia que propus?
Recomendamos, a nível geral, que não desista, e faça consagração!
Pois como dissemos, ela é um ato interior, não depende necessariamente dos atos exteriores de preparação, o demônio odeia a consagração, e poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a preparação para nos tentar a desistir de fazer.
Por isso, recomendamos que não se desista por algumas falhas nesse sentido.
No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Escritos de São Maximiliano – A NOSSA RECOMPENSA



          Para nos atrair cada vez mais a Si e animar-nos ao trabalho, Deus, em sua bondade infinita, faz, às vezes, com que saboreemos já na terra um pouquinho daquela felicidade cuja plenitude haverá de ser a nossa coroa. Se nos empenharmos com todas as forças em corresponder, o mais fielmente possível, à graça divina e em difundir em nós mesmos e nos outros a glória de Deus, por meio da Imaculada, talvez saboreemos a gozosa serenidade da criança que, abandonando-se sem reserva nas mãos da mãe, de nada se preocupa e não tem medo de nada, confiando na sabedoria, na bondade e na força daquela que gerou. Por vezes, a tempestade crescerá ao nosso redor. Cairão raios. Mas nós, consagrados de forma ilimitada à Imaculada, estaremos seguros de que nada nos acontecerá, enquanto a nossa ótima Mãe não o permitir.
            De quando em quando, as cruzes se abaterão pesadamente sobre nós; mas a graça de Deus afervorizará os nossos corações, inflamando-os de um amor tal que arderemos em desejos de sofrer, sofrer sem limites sofrer humilhações, escárnios e esquecimentos. Com isso, teremos a possibulidade de demonstrar  o nosso amor ao Pai, a Jesus e à nossa diletíssima Mãe, a Imaculada. O sofrimento é escola, sustento e força do amor. “Aflitos, mas sempre alegres” [2Cor 6,10]. É a vida gasta em prol de um ideal.
            Então, embora por um lado haja um batalhão de encarniçados inimigos conjurados contra nós, encontraremos, por outro, também verdadeiros amigos que, unidos a nós por um sincero amor na unidade de um ideal comum, nos confortarão na tristeza e nos socorrerão nas quedas, a fim de que jamais deixemos cair os braços e combatamos com tenacidade e firmeza até à morte, confiando unicamente em Deus por intermédio da Imaculada.
            Esta vida passará e é então que começará a nossa verdadeira recompensa. Envoltos na glória de Deus, nada, nem a menor fadiga, nem o menor sofrimento ficarão sem uma abundante recompensa e isto por toda a eternidade... Como se vê na História, Deus recompensará não só o que tivermos feito, como também o que tenhamos desejado fazer, mesmo que não tivéssemos força para o levar a termo. Desejar, portanto, mas desejar sem limites! E Ele – bondade infinita – permite amiúde a quem o ama, poder satisfazer os seus desejos mesmo depois da salvação e santificação das almas. É precisamente destas aspirações que nascem, mais de uma vez, as boas inspirações e até os milagres.
            E será assim que, em união com a Imaculada, todos agradeceremos e adoraremos eternamente a misericórdia, a bondade, a sabedoria, o poder e a justiça de Deus, na posse da recompensa que ele prometeu.
[Escritos de São Maximiliano, 1248]
Fonte: Revista Cavaleiro da Imaculada – ano 34 – nº 286 – julho de 2012